sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Pai Corey e o Dinheiro

Hoje o post é sobre como meu pai sempre lidou e lida com o dinheiro, é uma coletânea de pérolas que ouvi do velho durante minha infância todas e também de atitudes que o vi ter sobre o dinheiro. Então tome um Dramin, prepare seu estômago e vamos lá!


  • "Banco ou você tem dinheiro ou tem gerente": segundo meu pai para ter sucesso na vida você deve ter ou dinheiro ou ser amigão do gerente do banco. Isso vem de um costume dos anos 80 onde muitas vezes seu gerente cobria um cheque sem fundos, bastava um telefonema. Provavelmente os juros cobrados para tal serviço eram obscuros, mas quem se importa! O importante pro velho era ter o cheque de compra de mais um Fiat 147 coberto...
  • Se você é amigo do gerente, você vai onde ele vai. E isso levou meu pai a abrir uma conta na agência onde o gerente amigão dele fora transferido: 30km de casa, numa agência pequena dentro de um forum. Como nos anos 90 os serviços bancários eram muito mais "agência" que hoje, isso fazia com que o velho tivesse que se deslocar essa distância, pagar estacionamento e usar calças só pra ir ao banco (parece que você não pode entrar de bermudas num forum).
  • "Só existem 2 tipos de carro: Fusca ou zero": Na cabeça do velho a mecânica robusta dos Fuscas justificava ter um carro desse modelo, tirando isso o certo é ter carro zero porque "não dá problema". Como Fuscas não são mais fabricados o velho tratou de ter carro zero nos últimos 15 anos, trocando a cada no máximo 2 anos. Foda-se que não tinha renda, o importante é andar de carro do ano. Ah, os 147 eram pra fazer rolo...
  • "Eu tenho American Express": poucas coisas deixavam o velho mais orgulhoso nos anos 90 que o Amex Green que fazia questão de ostentar por cima dos outros na carteira. Tal cartão foi perdido durante uma das inúmeras crises que o fizeram estoura-lo para pôr comida na mesa de casa (e abastecer o carro do ano). A dívida foi paga... ano passado!
  • Papai Corey até que conseguiu fazer bastante dinheiro durante a vida, tudo graças à seus trades com imóveis e lojas (sim, aprendi com ele, porém lapidei a técnica), porém com as trocas constantes de carro, dívidas no cartão de crédito e gastos irracionais, custou a conquistar algum patrimônio. Agora, com quase 80 anos nas costas se vê novamente em apuros ao tentar pela milésima vez ficar rico.
  • Absolutamente tudo que meu pai faz é feito na base do jeitinho. Se ele tem que ir do ponto A ao ponto B jamais usará a avenida que liga os dois pontos e sim uma quebrada por dentro de 3 favelas, afinal "a avenida tem trânsito e semáforo, pela quebrada eu economizo 3 segundos e é só 90% mais longe". O mesmo serve para todos os negócios que fez na vida: influência política, favores de amigo de amigo de amigo são capim, pagar propina para obter uma licença? Qual o problema?!
  • Old School é o que há. Tecnologia nunca foi presente em nossas vidas, fui ter acesso à um vídeo cassete em 1998 (usado, que o velho pegou num rolo), CD player em 1999, computador somente após casado. Lembro minha felicidade ao descobrir que pegava MTV  no primeiro apartamento que Bia e eu moramos logo que juntamos os trapos. O velho nunca quis comprar uma antena UHF!!! Parece besteira mas isso prejudicou muito minha socialização quando criança e adolescente.
  • O buddy system sempre fodeu imensamente as finanças de casa. Seguro de carro pelo dobro do preço, porque meu pai era amigo do corretor. Levou calote de trocentos mil reais na venda de um imóvel, porque era amigo do corretor que falsificou assinaturas em recibos. Gasolina no posto mais caro da cidade, afinal o dono do posto era amigão... No fim das contas todos esses "amigos" sempre sumiam quando o velho não era mais conveniente à eles.
  • Em 1997 decidi arrumar um bico de mecânico de bicicleta (tá bom, auxiliar do ajudante do mecânico de bicicleta, rs), porém o velho me impediu. Não pela idade e sim porque segundo ele: "você não precisa disso, papai vendeu uma casa e tá com dinheiro". Mesmo com pouca idade já percebia que aquela fase não ia durar muito tempo e sabia que dinheiro uma hora acaba e insisti em ir trabalhar.
  • Esse emprego me fez juntar grana suficiente para comprar uma super-mega-ultra-motherfucker montain bike, ao anunciar que iria adquirir tal bem o velho disse: "guarda o dinheiro na poupança, papai compra pra você", e assim o foi, comprou a bike e deixou de me dar uma excelente lição sobre o dinheiro...
  • Mas o dinheiro da bike, que foi pra poupança, não durou muito tempo por lá... Logo o velho quebrou novamente e precisou usar essa grana para pagar as contas de casa.
  • Durante meu primeiro ano de empreendedor estava completamente fodido com dívidas de 5 dígitos no cheque especial. Era burro financeiramente falando mas concluí que valeria mais a pena pegar um empréstimo de capital de giro à juros muito menores, e quitar o cheque especial. Ao pedir opinião do velho, recebi a seguinte resposta: "Não tem nada de errado, todo comerciante vive no cheque especial, comigo sempre foi assim também, você nunca vai zerar isso...". (a maneira que zerei isso e dei a volta por cima é história pra um post completo).
  • Pouco após zerar minha dívida no cheque especial, comentei o tanto de limite que eu tinha noS bancoS (claro, porque segundo o velho, quanto mais conta uma loja tem, melhor, então as 5 contas que tive (simultaneamente, pagando o pacote de serviços mais top, além de títulos de capitalização e seguros inúteis sugeridos pelos gerentes) foram ideia dele), ele me fala: "com esse limite somado dá pra você comprar outra loja, já pensou em fazer isso?". Preciso comentar?
Isso é somente uma amostra do tipo de ensinamento sobre dinheiro que meu pai me deu. Sempre que recordo isso fico muito orgulhoso de mim mesmo, de como fui capaz em tão pouco tempo e com esse tipo de "ajuda" conseguir acumular patrimônio e atingir a independência financeira. No frigir dos ovos meu pai me deu algo muito importante e que valorizo muito: educação em escola particular. Tudo bem que até hoje ele deve alguma grana lá, mas ele e minha mãe (mais influência dela), sempre fizeram questão de me manter em escola particular e isso fez muita diferença na minha vida, seja por conviver com pessoas de nível econômico maior (sempre maior que o meu, eu era o pobre no meio dos ricos) ou por ter uma educação de maior qualidade que me ajudou na faculdade e mesmo no desenvolvimento pessoal. Por isso sou muito grato.

Meu pai sempre foi meu amigão, porém após sair de casa comecei a perceber que ele não era o herói que achava... Muito pelo contrário, ele me fodeu muito, muito mesmo. Não vou mentir, guardo imenso rancor pelo velho, não só pela influência negativa que teve na minha vida financeira mas também na vida pessoal e que não vem ao caso agora. Por outro lado, uso-o como anti-modelo, tento sempre seguir o caminho oposto que ele. Já disse aqui no blog algumas vezes que meu maior desejo financeiramente falando sempre foi ter estabilidade e jamais repetir os ciclos de prosperidade e miséria que meu pai (e por consequência eu) passou. Minha história pode servir de alerta, vejo muita gente que coloca pai e mãe num pedestal, como exemplos de tudo de bom, quando na verdade são somente seres humanos passíveis de erros, é preciso tomar muito cuidado com isso.

81 comentários:

  1. O meu sempre viveu as custas do meu avô que era fiscal da receita. e sempre foi um playboy a vida toda. Porém meu avô faleceu ha um ano, agora depende da pensão que meu avô deixou e esta super na merda porque estão atrasando os salarios. É FODA.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O meu trabalhou a vida toda o que não quer dizer que trabalhou certo, rsrs! Abraço!

      Excluir
    2. Olá Investir Sem Noção,

      Depender de pensão com o governo no vermelho deve ser dureza.

      Espero pelo menos que não seja no Rio.

      Abçs!

      Excluir
  2. Kkkkkkkkkk Pai Corey é finanças raiz e Corey é finanças nutela

    Bom, excelente post!!!! Muito reflexivo.

    Abc

    ResponderExcluir
  3. Com todo respeito a seu pai, pelos seus relatos, ele é bem ingênuo pra um empresário.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ingênuo é pouco... Ele nunca levou as empresas que teve com seriedade.

      Excluir
  4. Bom dia, Corey.

    1. Talvez o que tenha faltado a seu pai fosse um choque de realidade, algo que fizesse ele repensar as merdas e consertar as coisas.

    2. Volta com os posts sobre empreendedorismo na prática, mesmo nesta sua fase longe dele, a internet brasileira carece dessa informação pois o mais próximo que temos disso é o rapaz que comprou um time de futebol e recomprou sua antiga escola de inglês.

    3. Estou estudando pra concursos que pagam bem(na verdade já sou servidor mas não recebo nem 1,5k), mas não pela estabilidade e sim pelo salário e flexibilidade de tempo para poder empreender outra vez no futuro, já tentei por vários anos e em vários ramos mas sempre sem sucesso, o problema maior que vejo é em relação a mim mesmo, já que não trabalho bem em grupo (sócios ou colegas de trabalho) pelo fato de cada pessoa ter seu ritmo, prefiro fazer uma tarefa em das 6 as 3 da manhã do que passar 4 horas por dia durante uma semana na mesma função, talvez por isso não me identifique com o serviço público a longo prazo.

    Valeu.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 1- Ver que vira e mexe a família tá na merda em decorrência das decisões financeiras cagadas não é choque de realidade o suficiente, eu não sei o que é!

      2- Vou voltar, tenho alguns rascunhados, acho que vc vai curtir.

      3- Entendo o que vc quer dizer. Na verdade jamais tive perfil empreendedor e pensei em sair desde o dia zero, porém a grana me segurou mais de uma década.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
    2. Bolsonaro com motor de Astra afugentando a concorrência2 de dezembro de 2017 00:54

      "Na verdade jamais tive perfil empreendedor"

      Agora vc me surpreendeu Corey. Claro que tudo a gente aprende na vida, mas sempre imaginei que desde sempre vc tivesse alguma coisa que o despertasse para o "dom" de empreender.

      PS: Sobre escolas particulares, caso um dia tenha filho/a e o matricule em alguma, observe bem de perto o perfil dos professores e o que ensinam.

      Eu tive a oportunidade de estudar em escola particular até a 4ª série, por meio de uma tia que trabalhava lá na época e conseguiu pra mim uma bolsa. Da 5ª série em diante, estudei nos "colejões" estaduais do interior paulista e o baque foi forte cara. Mas o que me surpreendeu foi o seguinte: as amizades que eu tinha, caras e minas que conheci na infância pelo colégio, terminaram seus estudos em escolas do sistema OBJETIVO e ANGLO, e falo pra vc Corey: por baixo, 90% desse pessoal se tornou esquerdista!
      Esquerdista mesmo, uns com a maconha, outros com o estilo vegano salve a natureza e vote PSOL, outros mais extremistas com capa do face hoje em dia "Stálin matou foi pouco". As meninas nem preciso falar, um feminismo birrento e irritante que enoja qualquer um ao conversar por mais de 5min com as mesmas.

      Educação particular na maioria das vezes é obviamente a melhor opção, mas tem coisas em certos materiais didáticos de escolas renomadas e famosas que enfiam na cabeça de nossas crianças e adolescentes, que dificilmente sairá coisa boa. Um abraço!!

      Excluir
    3. O único "dom" que tive pra empreender chama-se dinheiro, rsrs! A verdade é que nunca gostei realmente do que fazia, nunca me identifiquei... por isso meu objetivo sempre foi ganhar dinheiro e nunca ter "uma empresa de sucesso".

      Meus colegas de escola na grande maioria estão relativamente estabilizados na vida e somente um ou outro "virou" esquerdinha. Talvez seja devido à diferença de gerações, quem sabe...

      Sorte que não tenho essa preocupação, já que não terei filhos...

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  5. Grande Corey!

    Cresci em uma família desestruturada, com altos e baixos financeiros como a sua. Para se ter uma ideia meu pai torrou imóveis, aposentadoria (cargo top), carros, aplicações e tudo mais antes de morrer, mas não deixou divida, muito pelo contrário, deixou uma pequena herança (pequena mesmo rs).

    Dessa herança, eu e meu irmão construimos uma empresa que fatura mais de 1kk ano, contudo, por herança dos modos do meu pai, minha mãe e meu irmão vem torrando boa parte do que conquistamos, sem pensar no dia de amanhã ou investimentos futuros: O que importa é gastar.

    To saindo desse barco com um valor inferior ao que entrei, mas tenho confiança que vou reconstruir minha vida ao lado da minha "bia" e tenho você como um exemplo a ser seguido.

    Um abraço e um excelente fim de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sua história me deu calafrios, mas fiquei aliviado com o desfecho. SUA FAMÍLIA É VOCÊ, SUA ESPOSA E FILHOS! Tenho pavor dessas empresas familiares onde invariavelmente acontece o que vc disse: uns torram o que os outros conquistam.

      Obrigado, fico contente em servir de exemplo!

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  6. Fala Corey!

    É pais não são os heróis que temos quando criança.

    O meu nutro bastante admiração. Sempre trabalhador e consciente quanto a dinheiro. Porém, ele não se preocupou em formar patrimônio, no máximo uma boa reserva.

    Quando adolescente gostava de abrir as contas bancarias dele para conferir seus investimentos, ele ficava maluco com isso.

    Porém, ao perder o emprego e tentar empreender, ele acabou se perdendo. Infelizmente, afundou junto com seu negócio.

    Eu amadureci bastante com esse incidente. Se já era consciente com grana, ao ver meu pai joga-la fora em seu negócio, aprendi a ser mais. Até porque fiquei responsável pela casa (mãe, irmãos) Foi uma época tensa...

    No fim meu pai aprendeu com a falência. Hoje superou o trauma e está bem novamente.

    Mas é isso ai, pais são tão passíveis de erros quanto qualquer um...

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cara, se seu pai não deixou patrimônio porém trabalhou e pagou as contas com constância já se dê por satisfeito. Dinheiro deve ser solução, não problema. Na mão do meu sempre foi problema. Durante muito tempo desejei que ele fosse só mais um cara qualquer com um emprego normal...

      Se tem uma coisa que acho o fim da picada é filho ter que sustentar casa.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  7. Ótima postagem Corey. Seu pai é igual a história do livro "Pai Rico, Pai Pobre", só que às avessas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pelo menos o Pai Pobre parecia ser um cara legal, o meu ainda por cima é chato e pernóstico.

      Excluir
  8. kkkkkkkkkk Trágico e engraçado. Pior que essa mentalidade acredito que seja da geração inteira dele.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pior que é verdade, conheço vários com perfil semelhante.

      Excluir
  9. Pra que tanto rancor, no fim vai ficar igual seu velho, se brincar já é igual a ele, pense nisso, perdoe seu pai. Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Faço um esforço diário pra não ficar como ele.

      Excluir
  10. Família...
    A família é tida por muitos como a base de tudo que temos de positivo, é tida como bem mais precioso, um núcleo indestrutível e quase perfeito.

    Mas será mesmo? Essa visão romântica da família muitas vezes é parcial, rasa e ingênua demais.
    Digo que como quase tudo na vida uma palavra define a questão familiar: DEPENDE.
    Dependa de como é cada família.
    Digo sem medo de errar que muitas pessoas não foram mais longe, não se desenvolveram mais em todos os sentidos por ficarem ligados demais a parentes. Por darem importância demais a opiniões que não merecem tais importância.
    Por serem absorvidos financeira ou emocionalmente por parentes.

    Como foi dito no post equilíbrio é fundamental, ninguém é perfeito, logo ninguém tem família perfeita, mas deve se ter muito cuidado com quais pessoas exercem influência sobre nós.
    Em família tem muita sabotagem, inveja, fofoca, maledicência e coisas do tipo.
    Aqui no Brasil ainda há milhares de idosos que tem o parco dinheiro de suas aposentadorias praticamente surrupiado por seus amados familiares. Netos que usam descaradamente a aposentadoria dos avós para comprar roupas de marca entre outras merdas.Isso é só um exemplo comum de gente aproveitadora.

    Lógico que não sou contrário a família, embora meu núcleo família seja pai, mãe e irmão. Não tenho intimidades com outros parentes.
    Mas o quero frisar é que não devemos dar abertura demais pra qualquer um, independente de ser parente ou não, devemos ser seletivos nesse quesito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não poderia dizer melhor, é isso mesmo que penso. O que vc disse sobre progredir é a mais pura verdade. Veja que os americanos possuem pouco apego familiar (comparado conosco), saem (ou são praticamente expulsos de casa) aos 18 anos e vão tocar suas vidas. Perceba que são muito mais progressistas que nós, acredito que esse é um dos fatores.

      Arrisco a dizer que a maioria das famílias mais prejudica que ajuda, por mais que as pessoas pensem o contrário.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  11. Ei, cara, mas sério, tire qualquer rancor do seu coração, pro seu próprio bem. Perdoe o seu pai. Ele fez o que pôde dentro daquilo que absorveu durante a vida. Tenho certeza de que ele te ama. As pessoas, a vida é complexa. A vida é curta, meu irmão. Espero que você se acerte com ele. Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa é só uma amostra do velho... coisas muito piores aconteceram nesse âmbito e que me levaram a ter essa atitude com ele...

      Excluir
  12. Meu caso é bem parecido. Em questão de finanças, meu pai é um anti modelo. Não chegou a enfiar os pés pelas mão como o seu, pois meu pai não tinha esse acesso a todo esse crédito por ser um simples assalariado, mas em casa sempre passamos dificuldades. Empréstimos e cartões de crédito sempre ficaram em primeiro lugar. Ainda bem que pelo menos comida nunca faltou.
    Abraços e sucesso

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grande AdP!

      Bom tê-lo por aqui. A atitude de nossos pais nos torna ainda mais vitoriosos por nossas conquistas.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  13. Praticamente todos na minha família são pra mim um anti-modelo de educação financeira tbm.

    Isso inclusive me exige frequentes contribuições financeiras para socorrê-los, o que faço de bom grado, afinal por bem, ou por mal, foram eles que me deram as condições para ter o que tenho.

    O pior é ainda ser considerado mão de vaca por muitos deles, mas faz parte.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "foram eles que me deram as condições para ter o que tenho." - tenho uma visão bem diferente disso: eles não fizeram mais que obrigação, vc não pediu para vir ao mundo, portanto os pais tem obrigação de dar educação de qualidade aos filhos ao mesmo tempo que não possuem o menor direito de cobrar atenção ou nada em troca. Foi uma decisão unilateral, portanto devem arcar com o ônus todo.

      Excluir
    2. Quando digo "por bem, ou por mal, foram eles que me deram as condições para ter o que tenho", não estou falando de escola particular, roupas novas uma vez por ano ou algo do tipo. Quem me dera!

      Estou falando da vida em si. Só estou vivo pq meu pai em algum momento decidiu desovar seus espermatozoides no útero da minha mãe, e esta, por sua vez, decidiu por levar a gestação adiante.

      Foi praticamente a úncia coisa que fizeram por mim. E sou verdadeiramente grato por isso, sem palhaçada!

      Realmente, não pedi pra nascer, mas, se pudesse, pediria, imploraria por isso.

      E creia em mim quando digo, eu teria motivos de sobra pra ter algum rancor dos meus pais. Talvez minha criação católica/cristã me impeça (quarto mandamento da lei de Deus, honrar pai e mãe), não sei.

      Veja como as pessoas são diferentes e complexas, enquanto pra vc dar educação de qualidade não passa de obrigação dos pais, pra mim seria uma dádiva que esteve totalmente fora do meu alcance. kkk

      Excluir
  14. Oi Corey, tudo bem?

    Meu pai perdeu o emprego a uns 12 anos atrás. Foi empreender e perdeu todo o capital de giro em 5 anos, restando apenas a casa em que vive. Ao tentar voltar para o mercado de trabalho encontrou a barreira do "velho demais" e acabou desistindo e entrando em depressão.
    Nesses 7 anos eu sustento o velho e a casa, tenho outros 5 irmãos mas todos se escondem quando toco no assunto. Nunca pensei que um filho pudesse deixar seus pais passarem necessidade, mas depois de visitar alguns asilos vi que isso é quase a norma nesses casos.
    Tenho gratidão por tudo que meu pai fez pela minha formação e vou continuar enquanto for possível. Tento nao pensar muito no assunto para nao alimentar ressentimento.

    Obrigado por criar esse espaço, aprendo muito com suas historias e conselhos de vida.

    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito nobre de sua parte, não sei como seria minha atitude perante tal situação... Não acho que filho algum tem obrigação de sustentar os pais.

      Excluir
  15. Meu pai começou a trabalhar cedo. Meu avô tinha mercado e colovava os filhos pra ajudar. Meu pai tinha 7 irmãos e todos trabalhavam no mercado. Com 12 anos meu pai chegava da escola e ia direto pro mercado ajudar, empacotando compras, varrendo, etc, coisas que hoje seria considerado uma agressão à criança. No entanto meu pai é extremamente grato ao pai dele. Com 19 anos ele entrou numa indústria química pra trabalhar como ofice boy e foi fazer contabilidade. Trabalhou 25 anos nessa indústria que foi comprada pela Odebrecht e virou Braskem.
    Por ter começado a trabalhar desde cedo e reconhecer o valor do trabalho ele me cobrou que eu começasse cedo também. Com 16 anos ele me arranjou um estágio no Unibanco. Eu estudava em colégio particular, mas levava todo dia minha marmita na mochila, saia do colégio ia pro estágio no banco onde fazia jus ao termo escraviário.
    Depois de 25 anos de empresa fez acordo pra ser demitido e saiu de um trabalho numa semana e na semana seguinte foi trabalhar numa construtora onde passou mais de 10 anos até ser demitido ano passado em meio a crise do setor imobiliário. Ele já é aposentado pelo inss e arranjou um cargo de confiança num órgão federal. Disse que enquanto arranjar emprego continuará a trabalhar.
    Se por um lado meu pai me ensinou o valor do trabalho, no lidar com dinheiro ele sempre foi uma negação. Ele cresceu rápido no emprego e ocupou cargo de chefia por mais de 20 anos no que hoje é a Braskem. A cada que ele mora até hoje, onde cresci, é enorme, tem mais de 400 m2 de terreno. Ele comprou o lote e construiu. A casa tem 3 andares, 5/4. Tem uma área de churrasqueira no fundo e a quando eu era criança lembro que quase todo final de semana era a mesma coisa, ele enchia o freezer de cerveja e chegava os amigos, os irmãos dele e de minha mãe para comer e beber, na maioria das vezes ele bancava tudo. Ninguém colaborava com porra nenhuma. Durante anos foi assim. Todo ano ele recebia uma grana alta de pl. Todo ano a gente viajava, trocava de carro, alugava casa pra passar réveillon ou carnaval, quando não os dois.
    Quando ele saiu da Braskem recebeu uma bolada. O que fez com o dinheiro? Comprou um apartamento, trocou o carro dele e de minha mãe e foi gastando com farras e viagens.
    Hoje ele não vive mal. Tem uma casa grande numa região que valorizou muito nos últimos anos e um apartamento alugado. Recebe uma aposentadoria razoável, mas que mal paga as depesas dele com plano de saúde. Ele recebe 4,5k de aposentadoria e gasta mais de 2k com os planos dele e de minha mãe. Já não faz as mesmas extravagâncias que fazia. Poderia hoje ser rico, ter vários imóveis, uma boa poupança, mas preferiu das banquete para os outros. Eu falo com ele pra vender a casa e comprar um vilage e aplicaro dinheiro ou até comprar mais uns 2 imóveis pra alugar pra aumentar a renda e diminuir despesa mas tanto ele quanto minha mãe tem um apego da porra a ksa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu pai começou a trabalhar com 11 anos, aos 14 entrou numa empresa onde aprendeu uma profissão que, por bem ou mal, o sustentou durante a vida. Comecei por essa idade também e acredito que 16 anos deveria ser a idade MÀXIMA para se começar a trabalhar.

      Seu pai pode ter passado os pés pelas mãos em relação ao trato com dinheiro mas pelo menos te mostrou como trabalhar e o fez a vida inteira de maneira correta. O meu sempre trabalhou muito, mas de maneira errada, fazendo cagadas ou desvalorizando o trabalho alheio.

      Essas histórias de famílias que bancam almoços infelizmente sempre acabam qd acaba o dinheiro e misteriosamente os amigos e parentes desaparecem. Por isso jamais banquei nada pra ninguém.

      O apego material é muito ruim, coloca pessoas em situações como essa do seu pai, que poderia ganhar um bom dinheiro com renda passiva mas não o faz por dó.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  16. "Lembro minha felicidade ao descobrir que pegava MTV no primeiro apartamento que Bia e eu moramos logo que juntamos os trapos."

    "O velho nunca quis comprar uma antena UHF!!! Parece besteira mas isso prejudicou muito minha socialização quando criança e adolescente."


    Rapaz, essa parte do trecho na época do blog do pobreta ia gerar uma discussão de 200 comentários sobre o Corey! hahaha pessoal adorava pegar um "deslize" pra cair matando em cima dos blogueiros.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O deslize é força de expressão Corey, iam pegar no seu pé por vc agradecer por pegar MTV na televisão, um canal voltado pra adolescentes, uns meio revoltados com a vida etc rs...E tbm por dizer que não assistir tais canais te deixavam isolado de alguma forma no papo da escola.

      Excluir
    2. Discordo da interpretação do 17:54

      Teria mais anons solidários ao Corey. Isto é um exemplo de pequenas privações que prejudicam a socialização na juventude, não gasto com superfluos na vida adulta

      Excluir
    3. Exatamente, uma antena UHF custava 30 reais e teria me ajudado muito na socialização na escola onde todos os colegas tinham TV a cabo. Pastei um bocado na escola por causa desses detalhes...

      Excluir
  17. Muito legal o post.
    Meus familiares sempre foram empregados, não conheço um caso de parente que tem ou tivesse negócio próprio.
    Meu pai foi funcionário federal por quase 40 anos e sempre foi comedido com suas finanças. Sempre poupou mas somente na Poupança. Quando casou com minha mãe foi morar nos fundos na casa da sogra, minha avó, e foi construindo aos poucos o espaço dele. O problema é que a casa embora fosse num bairro excelente era velha e precisa de uma bela reforma, dai meu pai, todo certinho, resolveu presentear a sogra bancando a reforma... e isso acabou com todo o dinheiro dele. Ele não me diz quanto gastou nessa brincadeira exatamente até por que isso foi no meio dos anos 80 quando nasci e a moeda era outra, mas me diz que isso fodeu com ele: ele gastou 4 anos de trabalho juntados, vendeu o Monza e duas linhas de telefonia pra bancar a reforma, ou seja ficou quebrado. Hoje ele vive bem com aposentadoria dele e tem uma casa no interior mas como nosso colega disse acima ele é muito apegado a essa casa aqui em Sampa. Não sai nem fodendo.
    Ele sempre me ajudou com uma mesada mesmo eu trabalhando cedo desde os 16 anos Pq ele tinha do de mim achando que eu ganhava pouco. Ele tem os defeitos dele, é rabugento e todo sistemático mas no geral não tenho do que reclamar do velho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu Deus, um Monza e duas linhas telefônicas seriam hoje uns 100k!!!

      O meu é rabugento, sistemático, grosso, mal educado, tem uma soberba irritante...

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  18. Obrigado por compartilhar a sua experiência de vida. O post fez sucesso pelos comentários que eu vi. Penso no meu pai como um exemplo em algumas coisas e uma lástima em outras como a maioria das pessoas. Eu não culpo ele por não me ensinar algo que ele não aprendeu, a miséria do brasileiro vem de séculos. Mas se eu tivesse aprendido o que eu estou aprendendo Hj graças a vcs da finasfera e alguns educadores financeiros eu estava com o busto na sombra já. Estou tentando correr atrás do prejuízo. Vida que segue...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso aí, a maioria dos brasileiros faz cagadas pq aprendeu que é assim que a vida funciona... Na época do velho até fazia sentido, já que p acesso à informação era mínimo, mas hoje em dia com internet...

      Excluir
  19. Olá Corey,

    acho que todos temos exemplos em casa do que deve ou não ser feito na vida financeira. Meu pai é pedreiro entende zero de finanças e, nos seus altos e baixos financeiros, só trocou de casa quando eu propus negócio a ele, oferecendo minha primeira casa em troca do fgts dele para ir para um apartamento na capital.
    A gente nunca passou fome (mesmo!) porque minha mãe sempre foi uma leoa. Ela contava moedas nas vacas magras e escondia nas vacas saudáveis, o único momento da vaca gorda foi comido pelo governo Collor. Hoje na minha antiga casa tem dignidade na moradia, essa casa tinha dois quartos, dois banheiros, varanda, quintal e ele no último ano fechou a garagem pra transformar numa quitinete para um irmão sem juízo que tenho.
    Seu pai deve ter aprontado muito, mas te digo de coração, pede a Deus pra perdoar ele porque talvez ele nem perceba como te fez mal e isso dobra quando você transforma em ressentimento.
    abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha mãe sempre foi passiva em tudo porém o salário dela ajudou muito nas vacas magras. Até hoje ela confia 100% no que o velho faz.

      Sei que preciso fazer algo em relação ao velho...

      Excluir
  20. Corey, os "pais" antigos não são e não eram nada carinhosos com os filhos, eram um poço de grosseria. Eu fiz um post no meu blog que foi a cópia do que o Pobreta fez em seu finado blog (Você que ser igual ao seu pai?), nos comentários a grosso modo chegamos a conclusão que os pais não são heróis, são humanos cheios de erros e acertos, no seu caso talvez mas erros, mas veja só, você herdou a veia empreendedora dele e conseguiu ter sucesso que ele não teve, ao menos você deu uma resposta á ele !!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu vi esse post, e aliás só li verdades. São poucas as pessoas que possuem coragem de enfrentar o status quo que pai é herói.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  21. Olá Corey,

    Na minha casa só foi ter toca-CD quando ganhamos o primeiro CD de presente. :)

    Abçs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vergonha: ganhei CD de amigo secreto na escola e só pude ouvir após 2 anos qd meu pai decidiu comprar o som...

      Excluir
  22. Meu amigo Corey, a questao do pai eh foda.
    Pelo que vejo, o primeiro som de cd lá em casa chegou em 1999, eu tinha 14 anos, me lembro bem. Video cassete a gente nunca teve, meu primeiro dvd eu já estava na faculdade e foi em 2004 que arrumei um.

    Meu pai nao tem nem primeiro grau, sempre viveu de bicos, trabalha desde novo pq o pai dele morreu cedo, sobrou a minha avó com uns 8 filhos homens e uma mulher. Meu pai vendia picolé ainda quando era criança em SP, depois trabalhou de garçom, taxista, cobrador de onibus, jardineiro, enfim um faz tudo. Qnd eu nasci meu pai tinha 31 anos, casado, eu era o terceiro filho, minha mãe não sabia fazer nada e estávamos ali no meio da crise de 80, o Brasil na merda da hiperinflacao, uma barra. Isso durou uns 10 anos. Meu pai praticamente trabalhava pelo dinheiro do dia mesmo, todo dia chegava com dinheiro vivo em casa, nunca teve salario nem carteira assinada, em valores de hoje eu chuto que meu pai ganhava entre 50-70 reais por dia, as vezes fazia churrasco no fds na casa de algum bacana e ganhava uns 100, e com bicos de garçom a noite devia ganhar uns 50 + gorjetas. É dificil, tb teve problema com alcoolismo, trabalhou a vida toda e nunca saiu do lugar, hoje sou eu que pago o aluguel dele e ainda mais mais um troco, ele casou de novo e teve mais 3 filhos, cresci desde os 8 anos de idade sem pai, pq ele saiu de casa e dificilmente ajudou em alguma coisa por lá. Até entrar na faculdade, na realidade eu acho que nunca comi bem, queijo, iogurte, carne vermelha, essas coisas eram luxo.

    O café da manha padrão era pao com margarina e café preto com acucar. Almoço era cuzcuz com ovo ou salsicha, arroz com tomate ou ovo, carne de lata (aquela que vc abre com uma chave que vem na lata, se chamava bordon).

    Meu pai nao teve oportunidade de estudar, mas tirando pelos pais dos meus amigos e o meu pai eu acho que fiz milagre de acordo com o que recebi de instrucao, orientacao, educacao, aporte nutricional ou criacao mesmo.

    Se puder, fique em paz com seu pai, as vezes eu penso que eu vou ser um bom pai, mas quem sabe daqui a 20 anos eu mudo e me torno um mal pai? Não dá pra saber. Espero que nao.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Barra pesada, heim? Com esse background a gente é milagroso mesmo!

      Excluir
  23. Tanto meu pai quanto minha mãe tiveram trajetórias de vida muito difíceis.
    Mas meu pai abandonou minha mãe com 3 filhos quando eu era bem pequeno, e sobrou tudo para a minha mãe. A gente não passa fome, pois meu irmão que é um adulto autista (forma grave do transtorno), recebe um auxílio do governo. Não tem como minha mãe trabalhar pois ele não pode de forma alguma ficar sozinho pois ele não entende de nada. Fica dificil para mim também pois além da oposição da minha mãe, quando ela sai para resolver algo eu que fico com ele.
    Meu pai construiu a casa que a gente mora (ele é pedreiro), mas não podemos dizer que é nossa pois ele nunca quis passá-la no nome da minha mãe. Não ajuda em absolutamente nada, apenas paga a mensalidade de internet dizendo que é para auxiliar nos meus estudos.
    Meu pai parece inexistente para mim. Uma pessoa que abandona seus filhos, forma outra família, enfim, não dá para ter um grande afeto por ele.
    Minha relação com minha mãe é difícil porquê a pressão psicológica devido ao meu irmão e a situação financeira é grande, inclusive nossos gastos e dividas se centram em medicação e alimentação (nada de superfluos).

    Estou predestinado a sustentar minha mãe e meu irmão. Não seria covarde de abandoná-los, pois apesar de tudo minha mãe faz sacrificios por nós. Mas o meu maior medo é viver para sustentá-los. Nunca vou poder ter minha casa, minha família, porquê, como é que alguém, sem ser rico, consegue sustentar esposa e filhos e ao mesmo tempo uma mãe e um irmão?

    Nunca vou poder morar sozinho, ter família, fazer intercâmbio nem morar no exterior pois não posso deixá-los sozinho. Pode parecer futilidade, mas imagina você sempre ter uma amarra familiar dessas.

    As vezes fico tão desanimado que penso em suicídio. A não ser que eu seja radical e apenas os ajude financeiramente, de um lugar distante, pois só eu sei o que eu passo com minha mãe e meu irmão. Eu fico muito desesperado com isso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pesada a sua barra, amigo. Qual sua idade?

      Excluir
    2. Amigo, a vida não é 8 ou 80.
      Vc terá restrições, claro, sua situação é muito difícil, mas ainda dará pra fazer muita coisa:

      - Moradia: De repente você constrói uma edícula nos fundos da sua atual casa, ou se muda para outra com essa construção. Vc não morará "sozinho" tecnicamente, mas terá mais privacidade. Tendo seu próprio quarto e banheiro, garantirá umas horas sozinho quando tudo encher o saco.

      Família: Idem acima. Dependendo da sua situação financeira, a "edícula" se torna quarto, banheiro, cozinha... e já dá pra viver razoavelmente.

      Intercâmbio: Talvez um familiar possa ajudar? Uma tia desempregada? Você oferta uma grana pra ela e realiza a viagem enquanto isso.

      E se a situação ficar insuportável mesmo morando na edícula, saia de casa. Sim, a situação é uma merda, mas teu irmão tem PAI e também tem MÃE. Infelizmente a responsabilidade de cuidar é deles. A tua é de ajudar. Se vc puder, ajude-os financeiramente. Se não, siga tua vida.

      Boa sorte.

      Excluir
    3. "Sim, a situação é uma merda, mas teu irmão tem PAI e também tem MÃE. Infelizmente a responsabilidade de cuidar é deles. A tua é de ajudar. Se vc puder, ajude-os financeiramente. Se não, siga tua vida."

      Isso resume meu pensamento sobre essa história.

      Excluir
  24. cara, excelente post.

    identifiquei-me com vários trechos. Infelizmente a cultura do jeitinho é a bíblia do brasileiro.

    abç!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Infelizmente... vejo um monte de gente exaltando como os pais os ensinaram a honestidade desde cedo e sinto vergonha pq fui aprender isso depois de velho...

      Excluir
  25. O meu é um lixo também. Nas finanças sempre foi um falhado megalomaníaco. Algumas partes de seu texto me identifiquei.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "falhado megalomaníaco" - bem por aí... meu pai nunca teve cabeça de rico, jamais seria rico...

      Excluir
  26. Talvez esses imbecis ajam assim por ter vivido a época da bonança dos anos 70 e mais tarde a hiperiflação, ambas podem ter parte na formação de um gastador descuidado. Talvez sejam só idiotas também.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que são idiotas mesmo... Meu pai fez muito dinheiro nos anos 70 porém gastou tudo em Opalas e gasolina.

      Excluir
  27. Não gosto do Trump, mas admiro o modo como ele educou os filhos. Há um vídeo no youtube sobre herdeiros bilionários, neste vídeo a filha mais velha do Trump diz que aprendeu a importância de se CASAR por dinheiro aos 5 ANOS de idade. Isso mostra o como os ricos ensinam seus filhos sobre o poder da grana.

    Na minha casa só fomos orientados a não fazer dívidas, nem em sonho se falava de bolsa de valores ou de investimentos além da poupança.

    Acredito que não ter filhos vai me ajudar a juntar muita grana no mercado acionário.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, os ricos não querem seus filhos metidos com pobres e sim, eles estão certos nisso.

      Se vc foi orientado à não fazer dívida agradeça aos céus, meu pai me orientava assim: "se vc pode pagar amanhã, não pague hoje".

      Excluir
  28. Post excelente Corey! Nos leva a pensar em nossa própria família. É incrível como pensando bem, temos muitas coisas de nossos pais internalizadas e nem percebemos. O problema é quando essas coisas são negativas, a influencia dos pais pode fazer toda a diferença entre uma vida rica e uma vida de pobreza, é impressionante!

    No meu caso, eu não lembro de meu pai falar de dinheiro comigo, nem minha mãe. Ele foi empregado a vida toda, chegou no máximo a supervisor de vendas do tipo "distribuidora", classe média/baixa. Ele adoeceu mentalmente há uns 18 anos atrás, com mania de perseguição, etc, e desde então, vem sendo sustentado pelo INSS, pois não acumulou patrimonio financeiro. Mas a melhor coisa que ele fez na vida foi ter comprado a casa, que custou 60k em 1989, num bairro bom da cidade. que ele comprou com a venda de uma linha telefonica! KKK
    Sempre estudei em escola pública, mas não convivi com pobreza ao meu redor e nem vizinhança ruim. Isso é uma vantagem.

    Porém, após muitos anos de sacrifício (onde sustentei a casa um tempo, e quando criança meu luxo era um videogame SNES e danete na geladeira), ele se aposentou por invalidez, e a renda dele e de minha mãe como aposentados INSS é uns 3800 por mês. Ele vendeu a casa de minha vó quando ela morreu e comprou uma casa no litoral há uns anos atrás, onde ele vai todo mês com minha mãe. Mas só. Nada de viagens internacionais, carros zero (sempre teve fusca), etc.

    Ou seja, de um lado não tive uma influência tão negativa com dinheiro, mas de outro, também não tive uma influência de realizar as coisas. Eu sempre fui bem defensivo com dinheiro,como eles, sempre tentando ser econômico para quando vierem as 'dificuldades", e formando pouca reserva financeira e ativos, que é gasta sempre que surge um "problema". Nunca fui ensinado a empreender, e falar de investimentos além de poupança ou "empresários" com meu pai é algo do tipo "isso não é minha realidade".
    Só depois dos 20 e pouco (tenho 29 anos), que comecei a perceber esses padrões e tentar ser mais ofensivo.

    Ainda estou nessa jornada, sempre tive uma tendência bem forte de querer ficar num cantinho, ganhando um salarinho e não se mexendo muito pra não dar merda. Isso funcionou para eles, mas não funciona para mim, pois vim numa geração que não posso comprar imóveis com menos de 200K, com competição maior, nunca poderei me aposentar via INSS falido(graças a Deus), e tentar se fixar num emprego quietinho a vida toda não funciona mais.

    Abraços e parabéns pelo blog. Diego

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Influência negativa na infância é coisa muito séria e muito deixada de lado...

      Seu pai tem uma cabeça muito boa, conseguiu pensar no futuro. Se ele não te influenciou positivamente, pelo menos não o fez de maneira negativa e isso é um grande adianto. Não há nada de errado em ser empregado, não fazer viagens internacionais... tem errado ser louco com dinheiro.

      Ainda acho que a estratégia de ficar num emprego tranquilo pode sim funcionar no longo prazo desde que com uma renda razoável, viver um degrau abaixo e ter muita cabeça pra não fazer merda.

      Abraço!

      Corey

      Excluir
  29. Já o pensamento do meu pai é esse: Guardar dinheiro pra que? Quando morrer não leva nada!! Já minha mãe é o oposto disso.

    ResponderExcluir
  30. Olá Corey!
    Acredito que você não deva ter rancor ou ressentimentos do seu pai. Tenho certeza de que ele fez o que foi possível.
    Acredito que você deva ser grato pela vida e pela convivência.
    Se você não tivesse tido essas experiências, não teria chegado onde chegou. A simples ausência do seu pai na sua formação não deixaria você ter tido essa evolução.
    Tenho certeza que se você se tornar pai um dia, você não cometerá os mesmos erros de seu pai, porém cometerá outros.
    Você pode ser diferente, mas sempre guardará alguns traços dele. Tenho certeza que ele apresenta características boas também. O mundo não é tão simples, tudo preto no branco. É uma grande escala de cinza. Ninguém é perfeito.
    Viva mais leve. Culpe menos o seu velho. Culpe-se menos pelos seus próprios erros.
    Faça as pazes. Aceite e perdoe!
    Grande abraço!
    Gaivotão

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com tudo o que vc disse porém infelizmente não é tão simples assim... talvez faça um post sobre isso...

      Excluir
  31. Assista esse vídeo sobre perdoar o próprio pai:
    https://www.youtube.com/watch?v=85-bE7ywbFA
    Abraço!
    Gaivotão

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mensagem muito legal, porém acho que estou anos luz de conseguir fazer algo semelhante. Não consigo sequer entender a necessidade de perdoar uma pessoa como o pai do palestrante... Na minha concepção pessoas assim não merecem gasto energético... Tenho muito o que evoluir. Obrigado novamente!

      Excluir
  32. Nascer pobre é destino, mas casar com pobre é burrice.


    Quem casa com pobre assina atestado de idiota.


    O mundo é feito de grana, senhores.

    Sem grana não se consegue sexo bom, comidas boas, viagens legais, bairros bons.

    Os pobres não pensam, não educam os filhos, e por isso se fodem de verde e amarelo.

    ResponderExcluir
  33. Meu pai me influenciou muito negativamente, ele raramente falava coisa com coisa. Não havia bom senso e lógica na maior parte das coisas que ele dizia.

    Mas se ele não tivesse pago minha escola particular eu estaria numa merda pior. Nem teria a mínima condição de sonhar com bolsa de valores, com dividendos da EZTC3.

    Ainda há muita grana para eu ganhar. Como eu disse acima, os ricos aprendem a casar com outros ricos desde os 5 anos de idade.Isso é colocar o dinheiro como fator mais importante da vida, o que não deixa de ser certo. É preciso pensar em fazer mais e mais dinheiro.

    Melhor focar em ficar muito rico que reclamar do meu pai broncossauro.

    ResponderExcluir
  34. Vários comentários com críticas aos pais me fizeram pensar o seguinte;

    Se esses homens com todos os seus defeitos e limitações, conseguiram arrumar uma mulher pra casar e formar família e alguns deles até ganharam um bom dinheiro, será que nós com mais informação e talvez uma mente mais aberta também não temos condições de conquistar muita coisa?

    As vezes acho que a geração de homens nascida dos anos 80 pra cá na média é muito medrosa e por isso muitas vezes não vai mais longe.
    Nesse ponto as gerações anteriores foram superiores as atuais, os caras eram ignorantes e talvez até pela ignorância saiam pro mundo e encaravam a vida de frente.
    Claro que meu raciocínio não serve pra todos, mas se fosse possível fazer uma média acho que sairíamos derrotados desse comparativo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As mulheres eram diferentes também, um homem chucro nos moldes dos anos 80 jamais sobreviveria hoje

      Excluir
    2. Talvez Gg, apesar que tem gosto pra tudo e tem vários homens de comportamento e caráter duvidosos casados.

      Mas me refiro a mais coisas, não apenas a mulheres.
      Muitos homens saiam de casa com 18, 19 anos, com uma mão na frente e outra atrás, numa época que não existia internet e o povão não tinha telefone e iam pra longe de suas casas tentar a vida e muitos conseguiram um sucesso notável.

      Excluir

Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.