domingo, 29 de janeiro de 2017

Viagens: Um Novo Ponto de Vista

Peço desculpas por não ter participado mais das discussões do último post e também pela ausência nos últimos dias, acontece que pintou a oportunidade de fazer uma viagem e claro que não deixei passar.

Essa viagem foi muito interessante, fui sozinho (Bia trabalhando), fiz tudo diferente do que costumo fazer: fiquei em hostel, Airbnb compartilhado, dormi em aeroporto, trem e ônibus, levei somente uma mochila de cabine mesmo tendo que carregar roupas pra clima frio, aprendi muito. Nunca viajei de executiva mas também sempre procurei um pouco de conforto nas minhas viagens, achava a ideia de ficar em hostel ou quarto compartilhado um tanto bizarra e coisa de adolescente, achava que por ser adulto de classe média não faria sentido abrir mão de ficar em um hotel, por mais simples que seja. Dessa vez resolvi fazer um teste e abrir mão de todos os meus preconceitos, aproveitei o fato de estar sozinho (o que facilita tudo) e fiz coisas propositais pra testar meu nível de tolerância. Veja algumas conclusões que cheguei:

1- BAGAGEM: como todos sabem sou minimalista o que significa ter poucas roupas e tralhas, porém durante minhas viagens anteriores nunca fui exatamente um exemplo de minimalismo. Sempre levei roupas a mais, sabe aquele negócio de "vai que...", acabava levando peças que nunca usava e voltavam intactas pra casa. Dessa vez fiz justamente o oposto, levei uma calça jeans, camiseta, moletom e jaqueta no corpo e na mochila somente 2 camisetas, 2 cuecas, 2 meias, 1 blusa fina e havaianas. Calçado, somente o tênis do pé mesmo. Como fiquei 10 dias somente com essas roupas? Não contem pra ninguém mas acabei descobrindo uma invenção que poucas pessoas conhecem: máquina de lavar! Isso mesmo, eu usei essa máquina de última geração e acreditem, lavei minhas roupas! Você sabia que roupas podem ser lavadas e reutilizadas? Brincadeiras a parte, máquinas de lavar estão por todo canto e aparentemente o Brasil é um dos únicos lugares do mundo que não possuem laundromats da vida. Viajar somente com mala de mão é de Deus, é libertador, a sensação de descer do avião e sair direto do aeroporto sem se preocupar se sua mala virá ou não, se haverá avarias ou se algo foi roubado é uma das melhores do mundo.

2- ELETRÔNICOS: Uma coisa que sempre ocupou muito espaço na minha bagagem foram os gadgets e coisas relativas: câmera fotográfica, baterias extras, carregadores, notebook, adaptadores... Dessa vez o único eletrônico que levei foi meu super smartphone de 500 reais e 1 ano de uso e seu carregador (compatível com as tomadas locais). Sinceramente, não precisei de mais... o celular é câmera (sempre tive câmeras point and shot então o celular não faz muita diferença. Prefiro curtir os lugares que vou invés de ficar tirando fotos ou fazendo vídeos que ninguém verá depois), acessa a internet, é leitor de livros, etc. Celular é o melhor aliado do minimalismo. Levei 2 livros físicos que a tempos estavam aguardando serem lidos, uma vez lidos ficaram no local onde terminei de lê-los, portanto não voltaram pra casa.

3- RELAXE E GOZE: Viajar não é sinônimo de vestir-se bem, de seguir as normas da sociedade em relação a higiene e condutas (calma, você vai entender). Os primeiros viajantes passavam semanas em cima do lombo de um cavalo ou dentro de um barco sem tomar banho, sem se alimentar direito e sem se preocupar com o que vestiam. Aconselho veementemente que durante viagens você faça o mesmo. Ficar 48 horas sem tomar banho e trocar de roupa, dormir no chão do aeroporto ou ficar alguns dias comendo fast food não vai matar você. Prefiro mil vezes fazer essas coisas e viajar que esperar mais tempo e gastar mais dinheiro pra fazer a viagem "na hora certa".

4- HOSPEDAGEM: nem sempre ficar num hotel barato e simples é melhor que um hostel ou um sofá na casa de alguém (eu jurava que era). É simples entender, se você é de São Paulo me diga uma coisa, o que você preferiria, dormir uma noite e deixar seus pertences num daqueles hotéis da Av São João frequentados por craqueiros e putas baratas ou dormir num sofá e deixar suas coisas num apartamento de alguém no Itaim? Pois é, minha vida inteira fiquei com a ideia que hostel é coisa de maluco "mochileiro" (como ser mochileiro fosse algo ruim), mas após essa viagem percebi que o buraco é bem mais em baixo, existem excelentes hostels e ofertas no Airbnb, as avaliações desses lugares servem muito bem pra ter ideia de onde está se metendo. Sem contar o contato com pessoas de outros lugares, outros idiomas, etc.

5- SOUVENIRS E FREE SHOP: nunca fui de comprar souvenirs de viagem, jamais trago lembrancinhas de viagem porque isso não faz o menor sentido, mas confesso que sempre acabava comprando uma camiseta com dizeres do local visitado ou algo do gênero para uso próprio. Free shop sempre foi parada obrigatória, com direito a reserva de caixas de whisky e perfumes que eram destinados a venda. Dessa vez trouxe somente chocolate pra Bia e passei direto pelo Free Shop. Concluí que embora lucrativo, vender tranqueiras importadas não é pra mim, não tenho saco pra guardar, organizar essas mercadorias...

6- VIAJAR É VIDA: após essa viagem, digamos, mais selvagem, concluo ainda mais que viajar e conhecer coisas novas é algo muito importante ao desenvolvimento pessoal. Posso estar chovendo no molhado aqui mas o fato é que ultimamente estava me questionando se essa busca desenfreada por viagens que nossa geração sofre era algo saudável ou não. Lembre-se, quando você se torna minimalista acaba buscando a otimização em todos os campos da vida, questionando mais, etc. Acredito que ficar em casa, ler um livro, assistir um filme, cozinhar são sim atividades fantásticas para a mente mas viajar continua sendo muito importante pra ginástica cerebral. O que acho totalmente descartável é a ideia que pra viajar só se for de classe executiva, voo direto, roupas novas, mala cheia na volta... Não precisa nada disso, pra viajar você só precisa de um passaporte, um pouco de dinheiro e "coragem" pra se aventurar e sair da zona de conforto. Pra finalizar deixo um vídeo bem interessante e que vale a reflexão:


48 comentários:

  1. Nunca saí do Brasil. Mas já fiz longas viagens de carro e ônibus, viagens de mais de 2000kms. Viagens dessa distância de carro pelo Brasil não são exatamente confortáveis.
    Mas é interessante passar pelas cidades que não temos acesso no cotidiano, assim como passar alguns dias em outro Estado, de outra região. Imagino que a sensação de novidade ao ir ao exterior deva ser muito maior.
    De carro dá pra levar muita coisa, de ônibus ou avião é complicado.
    Viagens podem ser boas ou não, podem te relaxar ou deixar mais estressado. Isso vai depender da viagem e do seu estado de espírito. Viajar de cara pra cima só pra postar fotos em redes sociais é besteira.
    Já fiz viagens legais e outras que não acrescentaram nada. Acho que tem muita gente que "viaja" na maionese ao falar sobre o tema.
    Como se toda viagem fosse espetacular ou nos revelasse muita coisa, nem sempre é assim.
    Suas conclusões quanto a viagem com todo o respeito foram óbvias, mas se foram válidas para você é o que importa.

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    1. "Viajar de cara pra cima só pra postar fotos em redes sociais é besteira." - vejo que grande parte das pessoas faz exatamente isso, viajam pra colocar fotos no face e não pra curtir o destino, procurar aprender algo ou se auto desenvolver.

      Sim, pode parecer óbvio mas a conclusão que tirei é bem diferente da que a maioria das pessoas que conheço tem. O pessoal do meu núcleo de convivência não encara viagem como algo que possa agregar a vida e sim como "algo que todo mundo faz, logo tenho que fazer tb".

      Já fiz viagem bosta tb, onde não aprendi nada, não curti... faz parte...

      Abraço!

      Corey

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    2. Corey, não leve meu comentário como uma crítica. Entendo o seu ponto de vista.
      Acontece é que parece que hoje querem gourmetizar tudo, tudo tem que ter uma explicação filosófica profunda etc e isso enche o saco. Não se pode ter uma opinião ou fazer algo apenas por fazer...
      E realmente tem gente que faz o que está na moda, pensam que se está na moda, eu tenho que estar também, paciência...

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    3. "Acontece é que parece que hoje querem gourmetizar tudo, tudo tem que ter uma explicação filosófica profunda etc e isso enche o saco. Não se pode ter uma opinião ou fazer algo apenas por fazer..."

      Não entendi, o que tentei gourmetizar? (até pq sou contra isso...)

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    4. Não Corey, não foi você gourmetizou, me referi a pessoas que falam de viagens como se estivessem falando de experiências surreais.

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  2. excelente post.

    um dos meus objetivos de vida é e sempre será viajar, viajar e viajar.

    prefiro andar de carro popular, ou ônibus, ou moto, ou a pé, e juntar grana para viajar!

    abraços, obrigado!

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    1. Acrescento uma coisa ao seu excelente comentário: ando a pé, de metrô, abro mão de um monte de coisas pra VIAJAR e COMER o que tenho vontade na hora que quero.

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    2. Eu tambem!! Economizo em certas coisas pra gastar com o que eu acho legal.

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  3. Viajar é tudo de bom! É uma das coisas que mais gosto de fazer e sou um pouco mais "mão aberta" no meu orçamento.

    Apesar da passagem para fora custar bastante, acho que vale muito a pena. Ter contato com lugares novos e novas culturas abre a mente e os horizontes. Sem contar que viajar dentro do Brasil está cada vez mais caro e menos seguro (na minha opinião).

    Quanto a ficar tirando foto, eu tiro para guardar como lembrança. Não tenho Facebook, Instagram, nem rede social para ficar expondo minha intimidade. Perda e tempo...

    Eu sempre pesquiso muito. Compro passagem com antecedência para pegar promoções ou usar milhas, vejo hotéis perto de metrô ou perto dos lugares que quero ir para não precisar de carro (nem mesmo UBER), escolho lugares bons e baratos para comer (exceto algumas "chutadas de balde", importantes de vez em quando).

    Ainda preciso aprender a carregar pouca bagagem. Não abro mão de levar um número mais que suficiente de cuecas, kkk.

    Abçs!

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    1. ID:

      Estava exatamente dentro dessa descrição que vc fez, gastando menos com umas coisas e mais com outras e concluí que as que gastava mais cada vez menos faz sentido pra mim. Mudei.

      Viajar no Brasil é furada, óbvio que existem lugares lindos mas vamos ser sincero: no fim das contas praia é tudo igual e tirando as cidades litorâneas temos pouco o que visitar no interior. Como vc disse o custo de viajar no Brasil beira o absurdo.

      Gosto de andar de transporte público mesmo, busão e trem, uso Uber em último caso ou qd não compensa. Taxi é algo que nunca gostei muito (devidos a má fama dos taxistas ao redor do mundo), agora então com Uber e concorrentes, não uso mesmo. Dessa vez até o trajeto de casa pra GRU e vice-versa foi feito de transporte público comum.

      Abraço!

      Corey

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    2. Corey, neste trecho você falou tudo:

      "Viajar no Brasil é furada, óbvio que existem lugares lindos mas vamos ser sincero: no fim das contas praia é tudo igual e tirando as cidades litorâneas temos pouco o que visitar no interior. Como vc disse o custo de viajar no Brasil beira o absurdo."

      É exatamente o que eu penso. Parabéns pela pensamento correto.

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    3. Parabéns pelo pensamento correto? Kkkkkkkkkkk

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  4. Fala Corey,

    Demorei quase 10 anos da minha vida para poder aproveitar mais, e reconheço que viajar é sim muito bom para o corpo, para a mente, você melhora em tudo, conhecendo coisas novas, pessoas novas, culturas novas, principalmente viajando ao exterior.

    Antes eu pensava que era um gasto 'idiota' viajar para o exterior, mas hoje mudei de ideia, acho que para quem conseguiu poupar e tem reservas, uma viagem destas vale muito a pena.

    Abraço

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    1. Fala VdC!

      Viajar pro exterior é bem mais recompensador que dentro do Brasil devido a N motivos. Na boa, acho que nem precisa ter uma poupança... viajar é tão importante que deve fazer parte do orçamento de qq um, mesmo na fase de acumulação.

      Abraço!

      Corey

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    2. Concordo contigo Corey,

      Viajando sozinho ou em casal, e dividindo os custos da viagem, dá para utilizar a gratificação de férias e o 13º salário (rendas que normalmente não considero para meus gastos mensais) e fazer ao menos uma viagem ao ano. (acho que já comentei isso no seu blog VdC)

      Na minha opinião, o ganho pessoal que se terá fazendo isso será muito maior que os ganhos financeiros de se aportar este dinheiro.

      Abraço,
      Cauchy investidor

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    3. Se eu fosse assalariado com certeza consideraria 13º, férias e bônus como renda estra e faria exatamente o que vc disse, deixaria pra viagens.

      Abraço!

      Corey

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  5. E ae Corey!
    Só não entendi bem aquela parte que fala de ficar sem tomar banho 48h, dormir no chão e etc...
    O que vc quis dizer com isso? Que vale a pena o que?

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    1. Sim, vale a pena, esses perrengues fazem vc evoluir como pessoa.

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  6. Lendo esses blogs de viagem eu fico boquiaberto com tanta loucura que seus donos falam.
    Antes, viajar era viajar, conhecer lugares, programações dos destinos, tirar fotos (aquelas impressas, mas para guardar de recordação). Hoje em dia retratam as viajens como uma experiência surreal (como o outro anom falou). É cada baboseira que escuto nesse assunto. Ficam postando fotos todo minuto no Facebook e Instagram dizendo que estão "se reconstruindo como pessoa", "descobrindo um eu que nunca existia", "viajar te faz esquecer e resolve os problemas", "depois que viajei para a Índia parece que eu morri e renasci como uma nova mulher (foi uma blogueira que falou isso). Agora até sair de SP para RJ de ônibus virou uma "experiência sobrenatural" em vez de uma simples viajem.
    Hostels não são para mim. A maior viagem que eu fiz foram 13 dias na Itália. Por causa da saúde da minha mãe e irmão, não posso me ausentar por períodos longos.
    Já conheci 21 dos 27 estados do Brasil. Mas não gosto muito de destinos quentes então não faço mais viajens nacionais para cidades litorâneas
    Enfim, Corey, ótima postagem. Suas conclusões são boas, mas para mim não funcionaria. Coisa pessoal, já tentei e não deu certo.
    Eu prefiro o estilo antigo de viagens, não com luxos, mas com o objetivo de conhecer lugares.

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    1. Cada um é cada um... acho que estar aberto a novas experiências é algo importante na vida e deve ser exercitado por todos. Quem me perguntasse a 1 ano atrás se eu ficaria em hostel ouviria um enorme NÃO, hoje a coisa mudou bastante...

      Abraço!

      Corey

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  7. Corey,


    Viajar assim é interessante. Acho que o motivo de viajar deve ser o da experiência, seja contemplar a algo - natural, construído por mãos humanas ou que tenha alguma relevância ou singularidade - ou apenas para espairecer, conhecer nova gente, outra cultura, outros ares...

    Se o principal objetivo é ter uma boa experiência, então porque se preocupar mais com subjetividades, que podem até atrapalhar?

    Lembro-me que as melhores viagens que fiz foram quando criança, isso porque eram nos tempos em que eu tinha curiosidade de conhecer o mundo. Portanto, uma ida a uma praia próxima - uns 60 Km - era muito divertida, e, na minha cabeça, algo inédito, de diversão elevada.

    Acho que é por isso que os noruegueses se sentem bem – sem contar todo a parte material, claro -justamente por terem um lazer tão saudável para a mente e corpo, que é acampar. Uma viagem curta, mas prazerosa, pois o que aproveitarão será mais marcante que dormir num quarto de hotel ou ida ao shopping.

    Abraço!


    Anderson

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  8. Corey, você é inimigo do Turismo Sexual?

    Acho que pousadas baratas perto das praias são uma excelente opção de lazer. Pois sempre há opçõe$$ de diversão.

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    1. Desde que não envolva pedofilia não tenho nada contra

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  9. Corey,

    Bacana, obrigado por compartilhar o seu novo ponto de vista com nós.

    A minha curiosidade, porém, é outra:

    Você, como empresário, precisa estar sempre em cima das lojas, afinal, o olho do dono é que engorda o boi. Levando isso em conta, como você consegue fazer essas viagens, algumas até mesmo com a Bia?

    Deixa tudo na mão de funcionário e monitora remotamente? Dá para fazer isso?

    Abraços!

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    1. Fala IL!

      Boa pergunta! Na verdade já passei dessa fase de engordar o porco (se é que um dia passei por ela), minha abordagem agora é de empurrar com a barriga então não ligo o foda-se e tá tudo certo. Gostaria de ser mais claro mas não posso.

      Abraço!

      Corey

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    2. Corey,

      Não entendi a sua resposta.

      Você quis dizer que está empurrando as coisas com a barriga e por isso ligou o foda-se, é isso?

      Abraços!

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    3. Isso mesmo! Sei que não ficou claro... vou procurar escrever a respeito...

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    4. Corey, me corrija se eu tiver errado, mas lembro que você já comentou em alguns textos que você ia entrar em uma fase de "sugar" as suas lojas, não se importando muito com o crescimento do faturamento/lucro.

      Provavelmente você já entrou nesse processo e só está esperando o momento oportuno para vender as lojas e "realizar o lucro".

      Nessa fase, ao meu ver, não é tão necessário a sua presença diária nas lojas para o gerenciamento das mesmas, por isso você pode-se dar o luxo de fazer essas viagens.

      Abraço,
      Cauchy investidor

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    5. Sim, sim... Na verdade essa fase já encerrou faz tempo, vendi aquelas lojas e agora estou "alocado" em outras...

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  10. Viagens são ótimas, no tiram da rotina, por isso essa unanimidade em torno das viagens, acho que o sonho de todo mundo é poder viver viajando, sem rotinas, chateações, cada dia uma coisa diferente

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  11. hj em dia as pessoas teem medo de falar pra si mesmas que estão erradas kkkk não conseguem ser honestas consigo mesmas, sem se interpelar os porques dos seus hábitos, continuam numa vida pacata e apenas respondendo a estimulos dos ambientes que frequentam. gosto desse blog pcausa disso, vc está constantemente indagando o q faz e o q fez, sem medo de assumir que errou.

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    1. Sim, sempre tento me perguntar se estou fazendo algo pq quero/preciso ou pq todo mundo faz e sempre me pego fazendo coisas sem motivo. Se auto contestar é excelente pro desenvolvimento pessoal.

      Abraço!

      Corey

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  12. Opa! Tenho os mesmos preconceitos que vc tinha em relação a hostel... Ainda quero ter a experiência de me hospedar num... Quanto a mala... aina caio na tentação de levar mais do que precisa... Minhas malas não são grandes, mas sempre volta alguma peça impinha que só foi a passeio mesmo... rsrsrsrsrsrsr

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    1. Tente e tire suas próprias conclusões, não sei se dei sorte mas minha experiência foi muito diferente (de maneira positiva) do que imaginei.

      Abraço!

      Corey

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  13. Corey, mudando um pouco de assunto.

    Você sabe como funciona as expansões das grandes redes de lanchonetes/farmácias/mercados?

    Comecei a estranhar, pois as grandes redes focam muito no faturamento, e as pequenas, no lucro.

    Por exemplo, a rede Taco Bell, iniciou as operações há 5 meses no Brasil, e já conta com 8 lojas.

    O responsável pela expansão da rede no Brasil, é o bilionário Carlos Wizard.

    Pelo que percebi das grandes redes, eles vão investindo, sem pensar muito na questão de lucros, apenas querem faturar, pois as novas lojas serão abertas com recursos que não dependem do retorno das lojas, muitas vezes recursos próprios, e muitos financiamentos também.

    Acho que eles fazem uma estimativa, a grosso modo: Vamos abrir uma loja que atinja 100k de faturamento, e não necessariamente dê lucro, e assim sucessivamente.

    Acho que esse é o diferencial das grandes redes, eles trabalham e se expandem até no prejuízo.

    Entendeu mais ou menos o que eu quis dizer?

    Nós pequenos, focamos o lucro, eles focam o faturamento.



    Att,

    Pretorian

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    1. Pretorian

      Entendi o que vc disse e concordo contigo, tenho a mesma impressão. Mesmo sem entrar no assunto expansão as grandes redes tendem a focar em venda e não em lucro. As redes de mercado não se importam em vender mercadorias mais rentáveis, ao contrário dos independentes e isso serve pra qq ramo. Por quê? Não sei, talvez a resposta de alguém interno possa ajudar...

      Confesso que mesmo sendo comerciante não consigo entender as estratégias de certas empresas e com certeza eu não conseguiria sobreviver se fizesse o mesmo. Sei de lojas independentes de determinado ramo que possuem rentabilidade bruta de 60% enquanto uma filial de uma grande rede desse ramo faz 30%... Não entendo, sinceramente... Os custos são muito maiores, a rentabilidade muito menor...

      Particularmente foco na rentabilidade, na venda de produtos mais rentáveis além de ter um controle fudido sobre o que vende e não vende (curva ABC). Só assim consigo sobreviver...

      É isso!

      Corey

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    2. Corey como que é o controle financeiro dessas lojas? Tudo na planilha? Cara, vejo a empresa do meu paide perto, já ta meio grandinha e faturando legal, mas ele não tem noção nenhuma do DRE, fluxo de caixa, se brincar tamo quebrando e nem sabemos, o máximo que tem é uma planilha com os contas a receber e uma outra com a pagar.

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    3. Cara, não subestime seu pai... A verdade é que pra controlar uma empresa vc precisa saber o quanto entra e quanto sai, se ele controla isso (no excel ou no papel) tá ótimo e dificilmente vai se enrolar. É pura matemática, não tem segredo algum. Quanto mais vc complica, quanto mais "indicadores" vc olha, mais vc se perde e as chances de fracasso aumentam. A propósito, o que é DRE?

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    4. Corey, não sou o anom 22:17 mas gostaria de aproveitar essas questões pra comentar também.
      Em administração existem diversas ferramentas e técnicas para se medir indicadores de uma empresa, fora estratégias de adm, mkt etc.
      As vezes acho que isso tem muito de encheção de linguiça, uma administração simples e objetiva dá conta das questões principais, principalmente as ligadas a finanças.
      O que você pensa sobre isso? Será que são necessárias tantas ferramentas assim? Se tudo isso realmente faz a diferença porque médias e grandes empresas continuam quebrando?

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    5. Amigo, não tenho formação alguma relacionada a ADM, 100% dos poucos jargões que conheço da área aprendi aqui com vcs na blogosfera. Já comprei uma empresa completamente quebrada e o antigo proprietário era ADM de empresas formado e com MBAs. Não quero dizer que sou melhor que ninguém, somente expor minha realidade. Resumindo, acho que se o cara souber fazer as 4 operações matemáticas e tb contas de porcentagem, se entender que PJ é PJ e PF é PF, que deve-se comprar por 1 e vender por 2, ou seja, ter lucro, isso será mais que suficiente pra ter uma empresa de sucesso. Vejo que o fracasso está em reinventar a roda, empresas sazonais ou da modinha, uso de técnicas elaboradas de adm e principalmente a ilusão de tempo de retorno. Uma empresa deve dar lucro no primeiro dia e ponto final. Vejo que grande parte dos comerciantes de sucesso são semi-analfabetos, pessoas simples, que eram pobres e somente usando matemática conseguiram vencer na vida.

      Abraço!

      Corey

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    6. O FB começou na garagem de casa, o Google o Uber, Ford e tantas outras empresas que hoje valem bilhões de dólares.
      Se você ao consegue vender nada na esquina de casa não será em um shopping de ouro que vai mudar as coisas.

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  14. Poxa Conrey, você é bem parecido comigo. Já li outros textos seus e isso fica evidente.

    Ainda bem que sou solteiro, senão é bem capaz de algum desafeto meu querer te atacar pensando que sou eu.

    Já viajei mais do que muita gente, detesto publicar foto para gente que tenho certeza que me odeia e me inveja ver. Nós somos raridade.

    Diferente de você, eu sempre fui um perdedor, minha mãe (cheia de boas intenções) controlava minha vida e exigia que eu fosse completamente diferente do que eu sou.

    Não bebo, não fumo, odeio baderna e "festas". Não tolero gente "cabeça de vento" que vive contando piada para ser o centro das atenções. Como você deve imaginar, muita gente me odeia apenas por isso. O melhor piadista do mundo não é nada para mim.

    Somente agora, depois que minha mãe morreu, estou com liberdade para ser o que eu bem quiser e estou vencendo na vida pela primeira vez, com pouco mais de 30 anos e pouco mais de 300.000 reais em patrimônio.

    Acho triste esse fato da vida, mas a realidade é apenas uma, gostando ou não.

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