quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Vlog 18 Rodas e o Desenvolvimento Pessoal

Hoje é o último post do ano e decidi fazer algo diferente. Como sempre repito aqui no blog, sou um cara que gosta de aprender com os exemplos, sejam eles ruins ou bons. Nada melhor que ouvir histórias das pessoas e tentar tirar algum proveito. Espero que o post de hoje sirva de inspiração pra muita gente em 2016. Sinta-se livre para assistir somente o último vídeo do post caso não tenha tempo ou não queira muitos detalhes.

Hoje trago a você um pouquinho da história do meu amigo Marcos, do Vlog 18 Rodas, ele é brasileiro, de Santos, mora nos EUA a 20 anos. Foi pra lá, como ele mesmo diz, com o único objetivo de ganhar dinheiro, pegou uma boa época, época que a brasileirada fazia muita grana em dólar lá e rachava de comprar imóveis desvalorizados em Reais aqui no Brasil. Foi isso que o Marcão fez. Trabalhou como manobrista, entregador de pizza e agora é caminhoneiro. Entenda a história fantástica desse cara nessa entrevista que ele deu ao Carlinhos Troll (em 3 partes):




Marcão é um cara singular, além de fazer um vlog sensacional mostrando as maravilhosas (sou paga pau sim) estradas americanas, é um cara com opiniões objetivas, pragmático e prático. Pra você ter uma ideia em 20 anos de EUA ele está somente no segundo carro, um Honda Civic 2006 que é o equivalente de ter um Gol aqui no Brasil, ou seja, o American Way of Life não o afetou como acontece com vários que estão andando de BMW no primeiro ano de América simplesmente porque custa 5 mil dólares.

Em 2014 Marcão se demitiu da transportadora e foi fazer o que? Uma volta ao mundo! Tirou um período sabático de 16 meses e rodou o mundo todo (menos África e parte da Ásia que pretende fazer no futuro). Durante essa viagem ele se separou da ex-esposa, fez uma auto análise, descansou e conheceu uma mulher que está mudando sua vida pra melhor. Veja o vídeo onde ele conta sobre sua demissão e o sonho de viajar o mundo:



Sua atual namorada, Dani Delanos, é uma brasileira que mora em Londres, também é vlogueira com conteúdo voltado a mulheres, mesmo assim tem diversos vídeos interessantes do ponto de vista feminino que também podem servir de incentivos a diversas pessoas. Veja o vídeo onde ele apresenta sua namorada:


Feito essa introdução sobre o Marcão, agora vai o vídeo principal desse post, onde Marcão conta sobre sua dieta e a influência da Dani em sua nova vida:




Antes de conhecer a Dani, Marcão estava uma bola, com alimentação desregrada, sem preparo físico. Após sua viagem de volta ao mundo e o início do namoro adotou uma dieta Dukan, não muito restrita, e emagreceu 20kg. O objetivo desse post e a mensagem do vídeo vai além da dieta, o intuito é que vocês percebam como uma mulher pode revolucionar a vida de um homem e como o desenvolvimento pessoal é importante. Pessoal que não entender isso e vier discutir coisas como "a dieta dele té errada" ou "ele é corno porque a mulher mora em Londres" serão excluídos sem cerimônia, ok? (fico puto em ter que explicar isso, mas fazer o que...)

Ontem recebi um email do "Gilson", um rapaz de 20 anos que queria opiniões, dicas e conselhos. Ele é cara que cresceu dentro de casa, jogando vídeo game, virou um adolescente gordinho e com nenhuma interação social, tem problemas sérios em fazer amizades e claro, na lida com mulheres. Trabalha em home office, não tem contato com pessoas. Infelizmente esse perfil do Gilson não é incomum, vejo cada dia mais homens nessa situação. Qual a saída para a maioria deles? É fácil, é só reclamar que é um "beta", pobre, feio e que as mulheres são todas putas e se conformar com a situação. O que Gilson fez? Começou a lutar contra suas fraquezas, procurou ajuda e se livrou da depressão, ou seja, identificou o problema e o atacou. Mandou emails para blogueiros com quem se identifica pedindo conselhos, ou seja, quer opiniões, quer aprender com a história dos outros. Alguém tem alguma dúvida que Gilson terá muito mais sucesso pessoal que o pessoal chorão que se conforma em ser gordo, fedido e barbudo? Expus minhas experiências de maneira que Gilson possa aprender algo com o que passei na vida. 

Agora voltando ao Marcão. Assim como Gilson, Corey e outros tantos, Marcão queria buscar desenvolvimento pessoal, aprender, viajar, conhecer o mundo e se auto conhecer. O que ele fez? Fez planos, traçou metas e principalmente agiu. Foi viajar, rodou o mundo aprendeu muito (nem imagino a carga de aprendizado que uma viagem assim possa trazer), conheceu uma mulher fantástica e voltou revigorado. Por ser um bom profissional voltou a trabalhar na mesma transportadora que se demitira 16 meses antes, emagreceu 20kg, está muito mais alegre e extrovertido. Ele mudou a própria vida. Marcão não é milionário, não nasceu em berço de ouro, ele é um trabalhador. O fato de viver num país próspero e que valoriza todo tipo de trabalho ajuda muito mas com certeza se ele fosse preguiçoso não teria chegado onde está. Leva uma vida simples, não mora numa McMansion nem anda de C200 mesmo tendo condições financeiras para tal. Perceba que o dinheiro é somente um meio pra te trazer felicidade e não a própria. O dinheiro o fez viajar o mundo e conhecer a namorada, voltou do sabático mais pobre de grana e muito mais rico de experiência e desenvolvimento.

Perceba a influência que uma mulher pode fazer na vida de um homem. A Dani mudou a vida do Marcos. Se eu estou onde estou a Bia tem grande parcela de responsabilidade nisso. Por outro lado vejo muito cara totalmente fudido por estar com mulheres âncora. Não vou discutir muito esse assunto porque sempre rola polêmica, mas só falo uma coisa: a mulher que está ao seu lado será responsável por ao menos 90% do seu sucesso pessoal, profissional e financeiro. Se sua namorada, noiva ou esposa não tem essa influência toda provavelmente você deveria estar sozinho, não existe relacionamento a longo prazo sem envolvimento total. Também não vejo problema algum em ser solteiro convicto, aliás, se eu fosse solteiro hoje em dia provavelmente continuaria. Você não deve usar energia pra procurar a mulher certa e sim pra escapar das erradas. É a mesma coisa com grana, mais importante que ganhar é não perder.

Espero que a história do Marcos sirva de exemplo para que 2016 seja um ano melhor para todos vocês. Feliz ano novo!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Sobre Religião

Só hoje me dei conta que já tratei de vários assuntos aqui no blog menos sobre religião. Sei que disse na retrospectiva 2015 que fugiria de assuntos polêmicos mas acredito que esse post será diferente. Embora religião cause sempre discussões bestas, acho eu que não trará tretas nos comentários pois não vejo meus leitores como religiosos fervorosos. Essa época de fim de ano é uma boa época pra pensar em religião.

Cresci numa típica família católica (hipócrita) dos anos 90. Minha mãe sempre foi muito religiosa, tem diversas imagens de santos, faz orações diárias, acende velas, ia na missa com certa frequência. Mas nada disso a impedia de ser uma pessoa inconveniente, brigar comigo e meu pai a troco de nada, etc. Meu pai sempre se disse sem religião mas com forte tendência católica, é devoto de santo, vai a missa com pouco frequência mas faz orações diárias, lê a bíblia... Assim como minha mãe, essa pseudo fé do velho nunca o impediu de ser extremamente grosseiro, mal educado, de fazer negócios duvidosos, se envolver com gente, digamos, estranha, etc. Ou seja, cresci num ambiente onde a fé católica sempre foi presente mas nunca muito respeitada, nunca duvidei da existência de Deus e acreditava no Deus punitivo.

Durante alguns anos, no começo da adolescência, eu ia semanalmente a missa, achava que aquilo me colocava nos caminhos de Deus, seja lá o que isso significasse. Quem já foi em uma missa católica sabe o quanto aquilo é chato, repetitivo e sem sentido. Sem contar que você é obrigado a aceitar o sermão de um padre como verdade absoluta. Ir a missa era mais uma auto-tortura que qualquer outra coisa, mesmo assim eu ia, sem ninguém me obrigar. Quando comecei a trabalhar tive contato com outras religiões, principalmente evangélicos leves, daqueles que vão ao culto mas bebem, fumam e trepam. Era a versão evangélica da minha família. Conheci Bia, cuja família tem exatamente o mesmo perfil religioso que a minha, mas com ela descobri outros tipos de celebrações católicas mais interessantes, como os grupos de jovens. Com ela fui a outros cultos, abri a mente, frequentei alguns cultos evangélicos, igreja Metodista, celebrações espirituais. Ficou tudo na primeira experiência, nada daquilo também nos atraia.

Nos casamos, as orações eram diárias, mas eu sentia que aquilo era algo imposto, algo feito no automático, não por vontade de procurar Deus ou uma entidade superior, era tudo feito por fazer. Depois de casado a gente frequentava com certa frequência um templo católico específico no qual a gente se sentia muito bem, mas após um sermão totalmente contrário nosso modo de vida, aquele templo também perdeu o sentido. Algum religioso pode alegar que se a gente não concordou com aquele sermão é porque estamos "fora do caminho de Deus" ou algo assim. Pode até ser, mas o que o padre falou naquele dia, sobre jamais aceitar homossexuais, jamais abortar, que sexo é somente uma maneira de Deus punir, entre outras coisas, não entra na nossa cabeça. Desse dia em diante nosso interesse por religião foi sendo perdido dia a dia, as orações, ora diárias, se tornaram menos frequentes, as idas a igreja diminuíram ainda mais.

Se existem duas coisas que revolucionaram minha vida, que abriram meus horizontes e me deixaram com mais vontade arriscar, de procurar um caminho diferente, essas coisas foram viajar para o exterior (e concluir o óbvio, que o mundo é grande pra caralho pra nascer, viver e morrer num lugar só) e abandonar o catolicismo (o que me fez aceitar as diferenças religiosas e entender que tomar um caminho diferente da manada não é errado).

Eu acredito em Deus, não sei como chama-lo, mas acredito que existe algo além de nós, uma força, um ser, uma energia, sei lá... Me acho um cara bem racional e pragmático mas acredito em algo que não vejo simplesmente porque existem coisas que não tem explicação lógica, portanto um ser não lógico deve existir também. Seria eu um agnóstico? Sei lá... de o nome que quiser. Acredito em coisas como energia positiva e negativa, intuição (cada dia mais!), acredito na lei da atração, ou seja, acredito em coisas não físicas e acho que elas influenciam muito nossas vidas. Embora eu seja um cara "bandeira branca" (termo usado nos postos de gasolina sem marca) em relação a religião, tento seguir aquilo que todas as religiões pregam genericamente: não roubar, ser honesto, ajudar o próximo de alguma maneira (ou ao menos não atrapalhar). O motivo da existência desse blog é justamente para seguir isso, pra ajudar alguém. Meu principal meio de aprendizagem é vendo exemplos de terceiros, logo tento dar meus exemplos para que outras pessoas se auto-ajudem.

Sinceramente não acredito que Deus se importa com o tamanho do seu cabelo, da sua saia, se você usa ou deixa de usar bermuda dentro da igreja (só fui me dar conta disso cerca de 5 anos atrás, até então jamais entrava de bermuda na igreja por acreditar que era ofensivo a Deus, foi a Bia que tirou essa besteira da minha cabeça), se você tem tatuagem, se você transa com uma pessoa do mesmo sexo... Acredito que Deus quer que você seja uma pessoa boa, séria, honesta e pra isso mermão, tanto faz ser puta ou virgem. Não acredito num Deus punitivo, mas sei que toda vez que faço algo "errado", receberei uma punição de alguma maneira no futuro, mas isso não é Deus me punindo e sim a lei da ação e reação.

O lado ruim da religião, assim como em tudo na vida, é o fanatismo. Vou contar a história de Carlos. Carlos é um amigo de infância, nos conhecemos em 1992 e desde então somos amigos. Carlos sempre foi um dos melhores alunos da turma, inteligentíssimo para exatas, um dos melhores em inglês e português. Assim como eu, era um dos mais pobres daquela escola particular. Durante o ensino médio Carlos se converteu de católico (do mesmo perfil da minha família) para evangélico fervoroso, batizado, daqueles que trabalham na igreja e tudo mais. O curioso é que Carlos, ao contrário da maioria dos evangélicos praticantes, nunca foi chato, nunca tentou evangelizar ninguém, nunca deixou de falar palavrão (embora reduzira bastante), ou seja, continuou sendo um amigo, um cara legal pra conversar sobre qualquer assunto. Carlos era pobre, mas inteligente, tinha tudo pra ser um baita profissional em qualquer área, mesmo sem grana ele tinha total capacidade de passar numa federal e fazer um curso foda. O que ele fez? Após o término do ensino médio Carlos começou a fazer uns bicos de garçom, office boy, entregador e finalmente entrou pra área da construção civil fazendo um trabalho muito específico. Nunca foi pra faculdade, casou-se com uma mãe solteira e hoje leva uma vida extremamente limitada e apertada financeiramente. Não sei explicar o porquê mas acredito 1000% que a igreja teve uma influência negativa sobre Carlos o que o bloqueou e o impediu de prosperar. Fico muito triste toda vez que converso com ele porque vejo uma mente genial desperdiçada.

O exemplo de Carlos acontece de montes por aí, assim como tem o inverso. O cara torto que se alinha depois de entrar para uma religião e acaba prosperando. Como tudo na vida acho que o segredo é o caminho do meio. Religião no meu modo de ver deve ser uma aliada na vida das pessoas e não A vida da pessoa. Sinceramente eu gostaria muito de encontrar uma religião que me completasse, que me service como um guideline, mas ainda não achei. Talvez isso seja mais um objetivo para 2016.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015 e Planos para 2016

2015 foi um ano tenso, não vou falar aqui sobre as merdas da economia e política porque todos já sabem e outros já explicaram muito melhor que eu. Sinceramente eu sou um completo alienado quando o assunto é política e economia. Minha dieta de informação me impede de me inteirar desses assuntos, afinal por mais que eu tente entender não conseguirei por não ter o background necessário, logo prefiro saber somente as informações picadas que chegam aos meus ouvidos e olhos. No fim das contas pouco me importa o que Cunha faz ou deixa de fazer, o que Dilma cagou ou deixou de cagar. O que importa é minha vida e saber que o governo sempre vai tentar me foder, logo tenho que tentar escapar disso da maneira que for possível. Como não consigo entender o que se passa me protejo do jeito que dá, um deles é me manter fora da bolsa ou mesmo evitar ter dinheiro parado em banco. No dia de hoje, a única grana que tenho em instituições financeiras são meus FIIs. Não quero discutir se essa estratégia é fundamentada ou não, certa ou errada, apenas estou fazendo o que acho melhor, no momento atual não confio em ter grana em banco, tenho esse receio por pura intuição.

Se tem uma coisa que aprendi em 2015 é que pra viver no Brasil você não pode querer ser o certinho, o seguidor das regras. Você tem que dançar conforme a música, se adaptar e infelizmente usar muito do jeitinho brasileiro pra sobreviver. Isso é fato! Perdi saúde, tempo e dinheiro tentando escapar dos jeitinhos, fazer as coisas da maneira correta até me dar conta que as coisas no Brasil não foram feitas para funcionar do jeito certo. Viver no Brasil é jogar no modo hard! A partir da hora que me dei conta disso as coisas começaram a fluir melhor e eu me estressar menos. O ódio de fazer as coisas pelo "modo jeitinho" é muito menor que o de querer fazer pelo jeito certo e me frustrar.

Iniciei 2015 cheio de planos e ilusões a respeito da emigração. Terminei desapontado e com a realidade esfregada na minha cara que as coisas não são simples do jeito que imaginei. Ainda continuo com os planos de morar ao menos um período no exterior, mas como mamãe me disse: "seus planos só darão certo quando você calar sua boca". Portanto não comentarei mais a respeito aqui no blog. O que posso dizer é que minha primeira opção, de ir aos EUA com visto L1 é completamente inviável. É impossível de manter uma empresa aqui no Brasil enquanto estiver nos EUA, sem contar que o ingrediente principal dessa equação, a grana, está cada dia mais difícil. Não por ser difícil de ganhar (o que definitivamente não é problema no Brasil) e sim devido a conversão para o dólar.

Falando em blog, 2015 foi um ano ambíguo na blogosfera. Se por um lado tivemos discussões enriquecedoras, novos companheiros surgiram e tivemos textos de excelente qualidade, por outro lado tivemos uma invasão de haters, pessoas polarizadas, gente que não respeita opinião alheia, que se acha o dono da verdade. Acredito muito em troca de energia, lei da atração, essas coisas, portanto acredito que essa galerinha do mal traz mal fluídos a blogosfera. Sem mi mi mi ou vitimismo, mas acredito que essa carga de coisas negativas possa ter me influenciado negativamente e me ajudado a fazer cagadas. Meu objetivo para o blog em 2016 é mante-lo sem compromisso, afinal estou e continuarei trabalhando bastante logo o tempo é escasso, mas fugir de assuntos polêmicos (aprendi que jamais devo tocar no assunto mulher, casamento e filhos) e principalmente não compartilharei planos futuros. Vocês saberão o que acontece na minha vida porque acho isso válido, estou tomando atitudes diferentes (fora da caixa, como sempre), mas saberão com delay, ou seja, quando já tiver acontecido. Infelizmente quem mais perde com isso sou eu mesmo porque deixarei de discutir planos e ter opiniões de terceiros, mas acho necessário para evitar os "seca pimenteiro" da vida...

Meu objetivo para 2015 era expandir os negócios visando somente lucro, nada de mi mi mi de "propósito", "mercado", "paixão por empreender", nada dessas frescuras, o objetivo era grana e ponto final. No começo do ano eu disse: "medo eu tenho, mas quando eu não ligava pra essa história de política eu arriscava muito mais e ganhava muito mais, meus negócios dependem mais de mim que da política e economia do país." Isso se mostrou verdade. Arrisquei pra caralho em 2015, colocando inclusive minha saúde em risco, fiz negócios malucos, coisas que não recomendo nem pessoas experientes fazer. Deu certo, muito certo, bem mais certo que o esperado (olhando do ponto de vista financeiro). Obtive retornos espetaculares mas insustentáveis no longo prazo. Tem muita coisa acontecendo nesse sentido, mas como disse, compartilharei quando tiver passado. Para 2016 o plano é seguir capitalizando do jeito que der.

Infelizmente não consegui viajar em 2015, mas não estou triste por isso, não dá pra ter tudo na vida. Consegui muita coisa esse ano, então estou de boa... Provavelmente 2016 será a mesma coisa. Não progredi muito no inglês, mas acredito que ao menos consegui manter o nível, culpa da falta de tempo e também da preguiça. O que fodeu de vez foi a saúde. Devido a carga altíssima de trabalho não consegui manter um ritmo legal de exercícios, e principalmente relaxei na alimentação. Comida é meu ponto fraco, gosto de comer porcarias. Agora no fim do ano voltei a andar de bike o que tem me ajudado ao menos a não engordar mais, o que já é um progresso. Em 2015 engordei alguns bons quilos, tive um princípio de infarto, fui parar no hospital, ou seja foi uma bosta completa. Hoje entendo o porquê da grande maioria dos executivos e empresários terem suas saúdes fodidas e esse é mais um motivo pelo qual não quero ser assim. Melhorar a saúde é o principal objetivo que tenho para 2016.

Eu gostaria muito de compartilhar meus planos para 2016 de maneira mais concerta, mas como disse acima, não farei isso. Aguardem os próximos meses, garanto que terá muita informação legal pra quem pensa fora da caixa e não faz questão de seguir a manada. Abraço!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Coloque no Pau Sim!

Minha última postagem onde afirmei que o Pobretão está certo em usar as leis trabalhistas a seu favor, tentar ser demitido e assim sacar o FGTS gerou uma certa polêmica. Muitos concordam que devemos tirar proveito das leis, outros não. Alguns acham que o Pobreta deveria agir com ética e jamais relaxar no trabalho ao ponto de ser demitido, que ele deveria jogar aberto com seus superiores, etc. A verdade é que sempre o cenário ideal é o da verdade, da sinceridade porém não vivemos num mundo cor de rosa com nuvens de purpurina, o buraco é mais em baixo e nem sempre o approach correto é o que dará certo. Esse foi o ponto da minha postagem, que não adianta querer jogar contra o sistema, se você faz isso ficará louco (assim como eu quase fiquei ao não me conformar com as coisas erradas no país e tentar fazer tudo de maneira correta, no fim só serviu pra prejudicar minha saúde).

Bom, agora serei meio contraditório, admito (como se contradição fosse algo ruim... muito pelo contrário, se você é contraditório isso muitas vezes quer dizer que você repensa sobre suas opiniões e não aceita verdades absolutas, anyway...). Se por um lado acho que devemos danças conforme a música e jogar com o regulamento em baixo do braço, por outro acho que devemos ir contra certos padrões estabelecidos ao longo do tempo. Um deles é o mito que "se você colocar uma empresa no pau, estará sujando sua reputação". Isso tem um fundo de verdade mas acredito que isso já passou da hora de mudar e só mudará quando as pessoas começarem a processar as empresas quando isso for necessário.

Veja bem, sou microempresário a mais de 10 anos, sempre tentei ser um patrão justo, sempre tentei fazer o que achava certo e esse é um dos motivos do meu desgaste como empreendedor e também do relativo pouco sucesso que obtive nesses anos de proprietário (não posso reclamar, mas conheço pessoas que tiveram muito mais sucesso no mesmo tempo, assim como conheço outras que quebraram a cara). Nunca tomei um processo trabalhista mas não bato no peito pra dizer isso porque não estou livre, aliás, ninguém está livre e nem deveria estar. Acho que o motivo disso é o que já disse, sempre tentei ser justo com meus funcionários, pagando bem, procurando ver o lado pessoal deles, etc. Claro que se minha microempresa tivesse se transformado num WalMart (em 10 anos Sam Walton, fundados do WalMart, saiu de meia dúzia de lojas de "1,99" para a maior rede de supermercados dos EUA) eu teria processos trabalhistas pelo simples motivo que perderia o approach pessoal com meus funcionários. Logo empresas grandes são muito mais sujeitas a porcessos trabalhistas que as pequenas (pelo menos assim deveria ser).

Nessa década de empreendedorismo já vi muita sacanagem tanto de empregado quanto de patrão. Existe muita empresa filha da puta por aí, aliás acredito que boa parte das empresas são filhas da puta. E patrão filho da puta deve se foder e ponto final. As pessoas deveriam começar a processar as empresas com mais frequência, só assim o tratamento melhoraria. As leis de "proteção" do empregado não são tão eficientes quanto a liberdade de processar um empregador por não cumprir um contrato de trabalho assim como nenhum sindicato (odeio) e multas tem tanto poder quanto uma paulada que um empregador deve pagar a título de indenização a um empregado.

Digo mais, a grande maioria das pessoas são preguiçosas e relaxadas em seus trabalhos graças ao empregadores. Falo isso porque meus funcionários tem um desempenho muito acima da média do setor e não acredito que sou um ás da contratação, possuidor de uma mente de análise perfeita que seleciona somente aqueles indivíduos excepcionais. Não, não é isso, meus funcionários trabalham acima da média porque recebem acima da média, possuem vida pessoal (dentro do possível) porque faço escalas de trabalho justas e equilibradas, não fazem hora extras não remuneradas (insisto para que o cara esteja fora da loja em no máximo 5 minutos após o fim do expediente), tiram férias todo ano impreterivelmente quando elas vencem, etc. A partir da hora que o cara decide ser empreendedor ele assume o compromisso de seguir com as leis trabalhistas, ele não precisa concordar (assim como eu não concordo com tudo) mas deve seguir. É tudo extremamente simples!

Quer um exemplo de como forçar as coisas pode funcionar? Experimente andar a pé no centro de São Paulo ou região da Paulista e em Itaquera. Anos atrás no centro de São Paulo foi feita uma campanha de conscientização da importância de dar passagem ao pedestre, as pessoas eram orientadas a gesticular com a mão e pedir passagem. Poucas pessoas aderiram a isso mas as que fizeram simplesmente forçaram a barra: se enfiavam na frente dos carros para faze-los parar, brigavam com motoristas, etc. Resumindo: São Paulo está longe de ser Barcelona mas os motoristas respeitam um pouco mais o pedestre, dão passagem, etc. O mesmo para bicicletas. Agora experimente andar a pé na quebrada de Itaquera... Mermão, as chances de você morrer atropelado são enormes. A partir da hora que as empresas começarem a ser processadas com mais frequência, o tratamento dos funcionários vai melhorar assim como os motoristas paulistanos melhoraram o trato dos pedestres.

Isso do processo serve também para outras áreas da vida. Nos EUA se processa por tudo, existem advogados especializados em todo tipo de causa que você imaginar. Tomou Viagra e ficou com a cara vermelha? Dr Fulano vai processar a Pfizer. Se entupiu de BigMc durante anos e ficou hipertenso? Dr Ciclano processará o Mc Donalds... Precisamos de algo parecido aqui. O americano não é bonzinho, educado e cordial a toa, parte disso é fruto da cultura do processo, as empresas tem medo de serem processadas, por isso fazem de tudo pra seus clientes. Por isso as embalagens tem orientações estranhas e exageradas, veja:


Como eu disse, esse texto poderia ser um pouco contraditório porque ao mesmo tempo eu prego que devemos usar as regras a nosso favor e falo pra desafiar o sistema e o status quo. É contraditório e não tenho uma solução para esse impasse, eu simplesmente não acho legal polarizar e tomar somente uma opinião como verdadeira. Sinceramente não saberia como resolver um impasse desse caso fosse necessário na minha vida, mas o importante é a reflexão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Leis Trabalhistas: Use-as a Seu Favor

Hoje de manhã estava navegando pela blogosfera e me deparei com o novo post do Pobreta, onde ele conta seu novo plano visando melhora de vida, destaco a seguinte parte:
"Resolvi então dar um basta. Mas é um basta diferente. Eu irei forçar minha demissão sem justa causa para pegar meu FGTS mais a multa que vai dar uma turbinada poderosa no meu patrimônio. Para isso eu não irei mais me esforçar na empresa como faço nem me matar. Irei começar a sair no horário, começarei a ser condescendente, fugirei de responsabilidades e tarefas, serei escrotinho com chefes e irônico. Como meu desempenho é bom na empresa historicamente deve demorar um pouco mas em 2016 é provável que eu seja sacado."
Resumindo: ele pretende forçar sua demissão para sacar o FGTS e então procurar um novo emprego. Ele está errado? É mais um jeitinho brasileiro? Ele é um filho de uma puta? Não, não é! Não, ele não está errado! Infelizmente o sistema o força fazer isso.

Você deve estar se perguntando: "Como assim Corey, logo você, microempresário, está falando que o Pobreta está certo em fazer uma presepada dessas?". Sim, estou falando que ele está certo por dançar conforme a música, não adianta querer ir contra a maré nesse caso, não vai conseguir nada de bom.

Agora veja o que essa atitude do Pobreta vai causar:

1- Ele está insatisfeito com o trabalho e continuará trabalhando lá sem a menor vontade e pior, diminuirá sua produtividade de propósito

2- A empresa terá um funcionário desmotivado que muito provavelmente vai prejudicar o andamento dos negócios e pior, contaminar outras pessoas com pessimismo

3- O Pobreta vai perder um tempo precioso nesse processo de esperar ser demitido e arrumar outro trabalho, sabe Deus quanto tempo isso vai demorar, impossível programar a vida com essa incerteza

Tudo isso e muito mais devido a leis trabalhistas feitas pra "ajudar" o funcionário. Ajudar o caralho! Leis trabalhistas fodem com a vida tanto do patrão quanto do funcionário. Num sistema livre de tanta legislação trabalhista como nos EUA um caso desse jamais existiria. O funcionário não tem um teco da sua renda sendo extorquido pelo governo paternalista que tenta nos ensinar como poupar para a aposentadoria, logo num caso desses é tudo muito fácil: o cara se demite e parte pra outra. Simples assim.

Claro que algumas empresas possuem o 401k que é um especie de previdência privada das empresas, mas não é obrigatório. Se você achar melhor receber seu salário integral, assim será. Essa canalhice de FGTS é mais uma coisa que impede o progresso das empresas no Brasil.

No meu caso, por ter uma proximidade grande com os funcionários consigo perceber quando alguém quer sair, seja por feeling, porque outro funcionário me contou ou simplesmente porque o cara se sente livre pra me contar. Sempre que possível faço acordos de maneira que a galera possa sacar  o FGTS e arrancar o seguro desemprego do governo. Está errado? Sim, claro que está, mas o que não está errado no Brasil? Nunca tive um problema trabalhista por fazer acordos e se acontecer vou pra cima também, tenho um bom advogado que já inclusive arrancou dinheiro de cliente espertinho que tentava tirar proveito da minha empresa.

Penso assim: o Pobretão não está errado em fazer uma manobra dessas, assim como grande parte dos funcionários não estão errados em usar atestados e licenças a seu favor. Se o sistema é assim, dance conforme a música. Palavra de um microempresário cansado dessa porra!

domingo, 6 de dezembro de 2015

"Ela foi honesta!!" - Por DB Movie Maker

DB é um brasileiro morando em Boston, Massachutes. Vejam a situação que ele passou recentemente e parem pra pensar se isso não deveria ser rotina... Temos muito o que aprender antes de nos acharmos pessoas do bem!




Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.