sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O Carro de R$ 12 mil

Como disse nas últimas postagens, entrei em mais um negócio, dessa vez me descapitalizei e enfiei meu carro no rolo da loja, tudo pra não fazer dívidas. Meu carro era um sedã de 6 anos de idade e R$ 30 mil. Fiquei a pé (nem tanto porque tenho a moto) pela primeira vez em 15 anos e isso não foi exatamente agradável...

Uma das minhas vontades é um dia não precisar ter carro. Sou daqueles caras que gosta de carros, tem conhecimento até que avançado pelo assunto, enfim, carro é um negócio que atrai minha atenção. Adoro dirigir carros diferentes e é óbvio que adoro um motor grande com potência de sobra. Porém, mesmo assim, o fato de carros serem um passivo incômodo e uma fonte de problemas vai contra meu estilo de vida minimalista. O cenário ideal pra mim seria poder não precisar ter carro mas ter acesso fácil e barato a carros alugados quando fossem necessário. Sou daqueles que acredita que você deve alugar tudo o que for possível alugar ao invés de comprar. Infelizmente não moro em Barcelona nem em Londres, portanto carro é um mal necessário. ((Observação: uma das coisas que me incomoda no estilo de vida americano é a dependência de carros, mas ao menos eles estão preparados pra isso e ter um carro não significa ter um filho em termos financeiros como acontece no Brasil.))

Pois bem, passei as últimas semanas andando de moto e de metrô. Me recuso a usar ônibus em São Paulo tamanha a ineficiência, como os deslocamentos secundários que faço são relativamente curtos prefiro andar a pé. O metrô de São Paulo, por outro lado, é um dos melhores que já tive oportunidade de usar, uma pena que é minúsculo em quantidade de linhas e estações. Andar de moto já foi mais divertido, quando moleque eu nem ligava pra frio e chuva, coisas que hoje me incomodam bastante. Então decidi que teria que comprar um carro novamente o quanto antes.

Aí surgiram as opções, por estar com praticamente toda minha grana investida nos negócios o fantasma do financiamento começou a rondar minha cabeça. Embora goste de carros, não tenho muitas exigências em relação ao que comprar, quero sempre ter um carro confortável com itens como ar condicionado, direção hidráulica e câmbio automático. Não abro mão de segurança, portanto ABS e air bags também entram na minha lista. O teto de 30 pau seria mais que o suficiente pra achar um bom carro com esses itens então pensei em pegar um carro de R$ 30 mil 100% financiado e adiantar as prestações, pagando-o em poucos meses. O que mais me incomodou nessa ideia nem foi o fato de ter que pagar juros e sim a burocracia de ter que preencher formulários, tirar cópias de documentos, assinar papéis, esperar aprovação de banco (humilhante pra caralho, diga-se de passagem)...  Desisti e resolvi cometer o que muitos podem chamar de loucura: comprei um carro de R$ 12 mil e  quase 20 anos de idade!

Achar esse carro foi até fácil, um cliente que mexe com carros me apareceu com o dito na loja, dei uma volta e fechei negócio, paguei em cash. Pode parecer estranho (aliás, sou estranho mesmo), mas estou muito contente com esse carrinho, aliás, poucas vezes na vida fiquei tão contente por ter comprado alguma coisa. Pode ser pelo fato do carro ser um daqueles sonhos de menino, quando moleque eu adorava esse modelo e finalmente pude compra-lo; ou pode ser pelo fato de ter novamente pensado fora da caixa e ter ido contra a manada. Enfim, o fato é que tenho um carro barato, bom, potente, seguro, de manutenção fácil e principalmente (do ponto de vista financeiro): não pago seguro e o IPVA é uma merreca.

Levei meu carrinho no mecânico, dei uma geral, deixei pronto pra briga. Não faço ideia se terei um problema grave como uma transmissão estourada ou um motor fumando num futuro próximo, mas se isso acontecer me livro dele rapidinho, até lá terei um pouco mais de capital e poderei comprar um carro melhor. Carro é um mal necessário então acho interessante faze-lo custar o menos possível. Vamos ver se essa decisão foi acertada ou loucura mesmo...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O Cliente Sempre Tem Razão... SQN!

Vejam o vídeo ao lado. Um francês, dono de restaurante francês no Paraná dando pití por um comentário negativo sobre seu restaurante no Trip Advisor. Engraçado, sem dúvidas, mas é um caso interessante de se analisar: o cliente sempre tem razão?

Minha resposta é um sonoro NÃO! Não, o cliente nem sempre tem razão. Essa história que o cliente sempre tem razão é furada, se sua empresa entrar nessa com certeza estará fadada a quebrar. O cliente é seu patrão, você deve sempre trata-lo bem mas jamais concordar com ele sob quaisquer circunstâncias.

O principal diferencial das minhas lojas é o atendimento, prestamos um serviço muito bom, bem superior a média do mercado, temos respeito pelo consumidor, tratamos todas as pessoas que colocam os pés dentro das lojas com educação, cordialidade, sorriso no rosto e principalmente boa vontade. O foco é resolver o problema do cliente de maneira que ele saia satisfeito, com aquela mercadoria que ele foi comprar e melhor, com a mercadoria mais apropriada pra realidade e necessidade dele, num prazo rápido e descomplicado. Parece propaganda revolucionária, certo? Pode até ser, mas o que fazemos nas lojas é somente o mínimo que deveríamos fazer, mas vivemos num ambiente tão cretino que qualquer coisa um pouco superior a média baixíssima da qualidade de serviço já nos coloca degraus acima da concorrência e mesmo durante crises há gente disposta a pagar um pouquinho mais pra ser bem atendido.

Então sempre fazemos tudo o possível pra deixar o cliente satisfeito e ele voltar, mas infelizmente vivemos hoje numa época de muito direito e pouco dever. Muitos clientes são espertinhos, querem levar vantagem em cima de tudo e na loja não é diferente. É aquela história, você dá um braço o cara quer uma perna. Esse tipo de cliente engraçadinho quebra a cara em minhas lojas, não há espaço pra eles, não preciso deles. Um exemplo: cliente que quer precificar produtos: um determinado produto custa 6, o cliente quer pagar 3 dizendo que no concorrente X ele paga 3. Porém o preço de custo é 4, sabemos que isso é mentira. Eu até poderia fazer um desconto e vender o tal produto por sei lá, 4,50; mas não faço isso. Para esses o preço é 6, quer quer, não quer vá embora. Para esses há uma gama imensa de concorrentes que queimam mercadoria achando que essa é a melhor estratégia. Prefiro vender menos, com margem de lucro maior que no fim das contas deixa a mesma quantia no caixa com muito menos carga de trabalho.

Temos uma política de troca ao estilo americano: a ordem é trocar mercadorias sem "por quês", mas dentro da legislação e regras da empresa que estão extremamente explícitas. Se você compra um elefante na minha loja e quer trocar no dia seguinte por 1 camelo, ok, nós faremos a troca com um sorriso no rosto, devolveremos a diferença em dinheiro (todos sabem que um camelo é muito mais barato que um elefante) mesmo que a compra fora feita com cartão de crédito. Não ligo pra mixaria, não fico arrumando probleminha pra dificultar a vida do meu cliente. Não temos mínimo pra passar no cartão de crédito como a maioria das empresas inventa ter (sim, não existe bloqueio nos POS de cartão, isso é invenção da empresa pra forçar venda). Não ficamos com cara de bunda quando um cliente dá uma nota de 50 pra cobrar 1 (perguntamos educadamente se não tem mais trocado ou se tem algum valor pra facilitar), a obrigação de toda loja é ter troco. Tenho 10 mil reais empatado na forma de moedas e trocados e isso não é mais que obrigação.

Mesmo pensando em todos esses detalhes, sempre haverá gente insatisfeita. Fui acionado na justiça por não lançar uma venda de menos de 50 reais no CPF de um infeliz (nota fiscal paulista), num acordo extra judicial lancei mais de 500 reais no CPF do chorão pra compensar esse erro. O cara continuou com o processo, fui acionado novamente. Pra resumir a história meu advogado virou o negócio contra o infeliz, alegou que ele estava agindo de má fé e somente em busca de alguma indenização. Agora o processado é ele, semana que vem teremos uma audiência. O cara quis crescer subindo nas minhas costas se fodeu, ele é quem tem uma bucha pra resolver agora.

Entenda uma coisa, você jamais agradará todo mundo, você sempre pegará algum aproveitador pela frente, portanto é impossível se blindar contra esse tipo de problema. O que pode ser feito é tentar agradar a maioria, seguir pela média. O cliente tem razão até o ponto que começa a sua razão e jamis deve-se deixar o cliente passar por cima disso.

Não conheço o francês do vídeo, muito menos o restaurante dele (aliás, nem faço questão porque comida francesa é horrível, puta que pariu, pior que a mistureba nojenta francesa só os peixes crus dos japoneses (foi mal aí japonesada, mas sua comida é osso...), vou no Paris 6 só pelas sobremesas), acho que ele tem um ego inflado o que pode atrapalhar o julgamento sobre o negócio, porém, não podemos deixar de lembrar que opinião de Trip Advisor está longe de ser algo fiável. Sem dúvida ele é um excelente site de reviews, mas como tudo o que tem a mão do ser humano sem nenhuma forma de controle, é também um covil de gente chata e reclamona. Se o paraíso estivesse no Trip Advisor, com certeza teria gente reclamando que é um lugar chato e sem graça... Tem gente que disse aqui mesmo nesse blog que não viveria nos EUA porque não tem graça viver num bairro planejado, com asfalto perfeito e sem pessoas fazendo funk na rua... Depois dessa não duvido de mais nada.

O resumo do objetivo dessa postagem é: 1) se você tem uma empresa, seja legal com seus clientes mas jamais deixem-os montarem nas suas costas, se a coisa engrossar, deixe-os resolverem na justiça. 2) não seja um cliente idiota, comerciantes não são otários, não farão (ou pelo menos não deveriam fazer) tudo por um cliente. Tenha bom senso nas suas críticas e se tiver um elogio, não esqueça de faze-lo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Filhinho Petista

Bia achou esse texto flutuando no Facebook, não sou de compartilhar coisas assim mas achei tão genial que resolvi colocar aqui no blog, talvez você já tenha lido, mas de qualquer forma vale espalhar a ideia. Infelizmente essa é a mais pura verdade, a maioria da molecada revolucionária jamais trabalhou e esse é um dos motivo pelos quais defendo que todo moleque deveria começar a trabalhar no máximo aos 14 anos. É muito fácil ficar na aba do papai, vomitando ideias revolucionárias. Veja bem, as ideias socialistas são tão estúpidas que as pessoas deveriam se envergonhar de defende-las, não há o que justifique alguém ganhar sem trabalhar, não há o que justifique que aquele que mais trabalha, que enfrenta mais riscos, que mais coloca o seu na reta não possa ter lucro e enriquecer. Acha injusto seu patrão "ser rico", andar de Mercedes e morar no Pacaembu enquanto você recebe uma merreca pra dar duro na "firma"? Ok, é seu direito, mas se quiser mudar a realidade, faça o mesmo que ele. Ah, não nasceu em berço de ouro, não tem condições financeiras de começar uma empresa? Corra atrás daquilo que é possível perante sua realidade, há sempre chance de melhora na sua vida, mas é preciso se mexer. Infelizmente nem todo mundo nasceu bonito, com queixo quadrado e o bolso cheio. Contente-se com a sua realidade, mas corra atrás de coisas melhores dentro dela. Sempre haverá gente em situações muito piores e muito melhores. Se você não consegue ser um empresário fodão porque não teve dinheiro pra começar um negócio ou não teve sorte, beleza, mas sempre será possível obter algum nível de crescimento profissional e pessoal, ainda mais hoje em dia com internet. Não há o que justifique esperar as coisas caírem do céu ou a mamãe Dilma dar. Socialismo é coisa de preguiçoso e o sucesso nunca bate na porta dos preguiçosos.



Israel Carneiro with Paulo Ikeda
"O pai chega em casa vestido numa novíssima camisa do PT. Entra no quarto do filho e beija o retrato de Che Guevara na parede.
O rapaz espantado pergunta:
- Que é isso paí? Ficou maluco? Logo você que é o maior “coxinha”, “reaça” de primeira vestindo a camisa do PT?
- Que nada filho! Agora sou petista! Conversamos tanto sobre o Partido que você me convenceu! PT! PT! VIVA O PT! – grita o velho.
O rapaz, membro do DCE da universidade onde já faz um curso de quatro anos há oito anos e fiel colaborador da JPT não se aguenta de tanta alegria!
- Senta aí companheiro! Vamos conversar! O que foi que te levou a essa decisão?
O pai senta-se ao lado do filho e explica:
- Pois é… cansei de discutir contigo e passei a achar que você tem razão. Por falar nisso, lembra do Luís, aquele que te pediu dois mil reais da tua poupança emprestado para dar entrada numa moto?
- O que tem ele? Pergunta o filho…
- Pois é.. Liguei pra casa dele e perdoei a dívida. E fiz mais! Falei que ele não precisa se preocupar com as prestações, pois vou usar oitenta por cento da sua mesada para pagar o financiamento!
- Pai!!!!! Você ficou louco? Pirou?
- Filho, lembre-se que agora nós somos petistas! Perdoar dívidas e financiar o que não é nosso com o que não é nosso é a nossa especialidade! Temos que dar o exemplo! E tem mais! Agora 49% do seu carro eu passei para sua irmã. Vendi pra ela quase a metade do seu carro! Dessa forma você continua majoritário mas só podendo usá-lo em 51% do tempo!
- Mas o carro é meu, papai! Não podia fazer isso! Não pode vender o que é seu!
- Podia sim! Nossa Presidenta fez isso com a Petrobrás e você foi o primeiro a apoiar! Só estamos seguindo o caminho dela!
O garoto, incrédulo e desolado entra em desespero, mas o pai continua:
- Outra coisa! Doei seu computador, seu notebook e seu tablet para os carentes lá do morro. Agora eles vão poder se conectar!
- Pai! Que sacanagem é essa?
- Não é sacanagem não, filho! Nós petistas defendemos a doação do que não é nosso, lembra? Doamos aviões, helicópteros, tanques… O que é um computador, um tablet e um note diante disso?
Prestes a entrar em colapso, o garoto recebe a última notícia:
- Filho, lembra daquele assaltante que te ameaçou de morte, te espancou e roubou teu celular? Vou agora mesmo retirar a queixa e depois para a porta da penitenciária exigir a soltura dele, dizendo que ele é inocente!
- Pai… pelo amor de Deus… Você não pode fazer isso… O cara é perigoso!
- Perigoso nada! É direitos humanos que nós pregamos, filho! Somos petistas com muito orgulho!
- Mas o cara me espancou! Me roubou, pai!
- Alto lá! Não há provas disso! Isso é estado de exceção! O rapaz é inocente! Nós fizemos a mesma coisa com os companheiros acusados no mensalão!
- Mas ele estava armado quando a polícia chegou!
- E daí????? Ele estava armado mas quem prova que a arma era dele? A revista Veja? Isso é coisa de reaça, filho!
- Papai, você ficou doido!
E o pai finaliza:
- Fiquei doido? Na hora de defender bandido que roubou uma nação você é petista, mas se roubarem você, deixa de ser. Na hora de doar, perdoar dívidas e fazer financiamentos com o que é dos outros, você é petista. Mas se fizer o mesmo com você, deixa de ser. Na hora de dilapidar o patrimônio nacional, vendendo o que é mais precioso e não pertence ao PT e sim ao povo, você é petista, mas se vender metade do que é seu, você deixa de ser!
Dito isso, tirou o cinto de couro grosso e mandou a cinturada no moleque!
- TO-MA IS-SO SEU CRE-TI-NO PRA APRENDER A SER HOMEM E ASSUMIR SUAS IDÉIAS! VAGABUNDO ORDINÁRIO! SALAFRÁRIO! PEGA AS SUAS COISAS E SUMA DAQUI!
- Vou pra onde, papai? Perguntou chorando…
- FODA-SE! Agora você é um dos sem-teto que você defende, seu moleque cagão! E vai se consultar com médico cubano, porque eu cancelei teu plano de saúde!
Dois dias depois o moleque bateu na porta curado. Não era mais petista e não havia mais DCE ou JPT. E nem chamava o pai de “reaça”.
O milagre da educação aconteceu. O mal do petista é falta de cinturada no lombo!..

domingo, 16 de agosto de 2015

Haters e Projeto Novo

Após algumas semanas fora estou de volta. Como disse no último post estou me dedicando a um projeto novo e como tudo na minha vida é 8 ou 80, estou a "80" mergulhado nesse projeto que descreverei mais a baixo, mas antes gostaria de comentar algo que me incomodou nessas semanas que estive ausente.

Mesmo ausente da blogosfera procurei entrar com certa frequência no blog a fim de liberar os comentários, sei o quento é desagradável comentar num site e não ver o comentário publicado, por isso fiz questão de achar 2 minutinhos a cada 2 ou 3 dias na minha rotina de 16 horas de trabalho por dia pra liberar os comentários, peço desculpa por não ter conseguido responder a todos (aliás, acho que não respondi a ninguém...). É legal entrar no blog e ver comentários de pessoas incentivando, desejando sorte no novo projeto, pessoas curiosas sobre o que se trata, etc. Agora o que é desagradável demais é ver a quantidade enorme de comentários de haters, comentários estúpidos, agressivos, mal educados, fora de contexto, xingamentos, etc. Coisas totalmente desnecessárias e que prefiro achar que foram feitas por crianças de 11 anos que não tem mais o que fazer. É estranho como de tempos em tempos os haters aparecem todos de uma vez tentando poluir meu blog (não sei se isso acontece com os outros colegas blogueiros, por favor digam nos comentários). Esse tipo de coisa desanima, tento fazer um blog interessante, falar um pouco sobre empreendedorismo, um assunto tão mal discutido no Brasil; falar um pouco das minhas opiniões que vão contra o senso comum e assim estimular discussões saudáveis. Não sou dono da razão, meu conhecimento sobre finanças (assunto principal da blogosfera) é limitado, meu conhecimento sobre empreendedorismo é empírico e cheio de erros... preciso e quero aprender muito mais que ensinar! Agora essa gentalha que vem aqui só pra encher o saco não agrega em nada e só me faz perder tempo pra apagar comentários... Como sabem, não aceito provocação, não publico comentários ofensivos, esse blog não é democrático, não quero ibope, a mais de um ano minhas visualizações dificilmente saem de 1200 por dia, pra mim está de bom tamanho. Quero qualidade, não quantidade, não preciso de gente idiota frequentando minha página, prefiro deixar espaço para o pessoal de alto nível intelectual que contribui com discussões saudáveis.

Bom, deixando o xoxorô, vou falar do que interessa: meu novo projeto.

Quem acompanha o blog sabe que estou de saco cheio das minhas lojas que embora me proporcionem uma renda bacana, me trazem muita dor de cabeça, a maioria provocada por nosso querido governo intervencionista. Faz algum tempo que iniciei o que chamo de "operação sangue suga" que nada mais é que tirar o máximo de lucro possível das lojas e depois vende-las. Então dentro dessa realidade pode parecer contraditório mas,,, eu comprei outra loja! Sim, entrei de cabeça em outra loja, mesmo com essa avalanche de problemas que as outras lojas já estavam me dando, procurei sarna pra me coçar... Acontece que empreendedorismo é igual crack, uma vez que você prova e gosta, dificilmente vai largar. É tipo jogo, o cara é viciado em blackjack e não consegue parar de jogar, só que no meu caso a chance de retorno é muito maior.

No meio do mês passado fui procurado por um velho conhecido que estava com problemas pessoais e precisava de dinheiro rápido, decidira vender uma de suas lojas. A loja é pequena, não está quebrada, mas também não está no auge, há uma certa margem de melhora. Está bem cuidada, relativamente bem estocada, com uma equipe de funcionários razoável, ou seja, um negócio fácil de tocar, que não exige muito trabalho. Foi tudo muito rápido, negociamos como cavalheiros, acordamos tudo no bigode e em 2 dias eu já estava assumindo a loja (calma, a papelada já está feita, rsrs). Paguei a vista, usei a grana que estava aguardando na poupança e meu carro (estou sem carro pela primeira vez em 15 anos!), estou descapitalizado, mas é questão de poucos meses pra tudo voltar a normalidade.

O pulo do gato do negócio foi o valor da compra, deflacionado em torno de 30% sobre o valor a vista. Por exemplo: o valor do negócio no praxe seria 100 bananas (sendo 50 bananas de entrada e 10 prestações de 5 bananas), o valor a vista seria 80 bananas, mas acabei pagando em torno de 55 bananas. Já conhecia a loja, inclusive os números, então a avaliação foi muito tranquila, sem mistérios e pegadinhas, foi um negócio preto no branco, o vendedor sabia que precisava abrir as pernas pra vender rápido, eu tinha a grana, portanto foi tudo redondinho.

Os plano inicial pra essa loja é o seguinte: melhorar o faturamento em 30%, fazendo o valor venal subir para 150 bananas (no meu ramo quanto maior o faturamento, maior a precificação, além disso colocarei minha marca o que agregará ainda mais valor a loja), depois vende-la por 200 bananas num negócio fora do praxe, ou seja, sem entrada, parcelamento maior, um negócio de irmão. Já tenho um comprador em potencial. Se tudo correr como o planejado o negócio será concluído até o final do ano com os seguintes números:

Valor de compra da loja: 55 bananas
Valor investido na loja (estoque, pequena reforma): 5 bananas
Custo total: 60 bananas

Valor de venda da loja: 200 bananas
Lucro de 5 meses trabalhados: 50 bananas
Lucro bruto: 250 bananas

Lucro líquido: 190 bananas

Esse é o plano. Vai ser realizado? Não faço ideia... mas se for me trará uma boa rentabilidade a troco de uma boa dose de trabalho também. Vou manter a loja com o mínimo de funcionários possível, intercambiarei alguns com as outras lojas, abaixarei o custo operacional o máximo possível. Aqui é treidi mermão, vou treidar com essa loja e realizar um lucrinho maomeno!

NÃO RECOMENDO ESSE TIPO DE NEGÓCIO!!!!!!!! AS CHANCES DE QUEBRAR A CARA SÃO ENORMES, LEIA BEM ESSA PORRA!!!!! ISSO NÃO É NEGÓCIO PRA AMADOR, ISSO É NEGÓCIO PRA GENTE MALUCA COMO EU, PORTANTO NÃO TENTE ISSO EM CASA!!!!!

Estou cansadão, trabalhando pra caralho, agora são 3 lojas pra administrar sem contar que estou no operacional dessa loja nova (doravante chamada "loja pequena"), coloquei a Bia pra cuidar de algumas coisas, tenho treinado-a nas últimas semanas e esse é o motivo da ausência do blog. Espero que a partir dessa semana ela consiga assumir algumas funções e me desafogar. Vamos ver...

É aquilo que estou falando desde o começo do ano: enquanto uns reclamam da crise, outros ganham dinheiro com ela. Enquanto uns choramingam esperando mãe Dilma ajudar, outros trabalham e vão pra cima. Se você está insatisfeito sugiro uma coisa: saia dessa porra de Facebook, pare de se lamentar por estar no Bostil, pare de reclamar da esquerda... Pare de frescura, vire "homi" (como diria minha vó) e faça o que homens devem fazer: trabalhar, aproveitar oportunidades e vencer. O Brasil é e sempre será uma merda, todo mundo reclamando de 2015, mas nunca ganhei tanto dinheiro, nunca tive um ano tão bom na vida... Será que sou o único? Acho que não...

sábado, 1 de agosto de 2015

Resumo - Julho/2015

Primeiramente gostaria de me desculpar por não ter participado mais da discussão do meu último post sobre o Gap. Acontece que comecei a receber comentários que no meu ver não tinham nada a ver com a proposta do texto, reli o texto e conclui que fiz cagada, escrevi de uma maneira que realmente dá entender outra coisa. Resumindo o que realmente quis dizer: eu sinto falta do convívio com pessoas no trabalho. Agradeço as dezenas de dicas de como fazer amigos, mas o que realmente sinto falta é relacionado ao trabalho, de resto a vida social vai muito bem. Então acabei deixando pra lá os comentários. O segundo motivo é que estou numa fase agitada (mais a baixo).

Julho foi um mês extremamente tenso, muitos problemas de ordem burocrática nas lojas, muita incompetência pra um cara só consertar... Estou passando por uma fase hard core, não estou nenhum pouco contente com minha situação profissional afinal as lojas estão me dando muito trabalho, um trabalho que muitas vezes simplesmente não sei o que fazer. Como já disse antes, ESTOU empresário, não SOU empresário.

Se por um lado a situação me deprime, por outro serve de incentivo pra mudanças. Sou o cara das mudanças, não gosto de ficar preso a uma situação por muito tempo e jamais faço algo que não posso voltar atrás, essa é uma das razões que não tenho filhos nem tatuagens, por exemplo. Acho que ter uma rota de fuga em 100% das situações é importantíssimo e isso é o que procuro fazer no meu dia-a-dia. Os problemas me fazem pensar em soluções que nem sempre são tão claras, mas ao menos me obrigam a exercitar o cérebro e criar cenários que podem ser seguidos. Jamais fico esperando alguma coisa cair do céu ou me acomodo com algo que não está me deixando contente. Pode ser que essa característica me faça sofrer mais que o normal e também possa ter me colocado em situações não ideais, mas é a aquela velha história: melhor se arrepender por ter feito que por não ter tentado.

Essa é a lição que tiro de julho: não importa o problema, o que importa mesmo é a solução.

Estarei ausente nas próximas semanas, vou me dedicar a um "projeto" novo que na verdade já estou mergulhado de cabeça. Como sempre faço nessas ocasiões, farei jejum de internet e me dedicarei 100% a essa novidade. Estou contente por mais uma vez conseguir agir perante as coisas que não me fazem bem e buscar aquilo que tenho vontade e esse projeto faz parte disso. Novidades em breve.
Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.