quinta-feira, 27 de junho de 2013

[Livros] - A Febre Starbucks

Por ser empreendedor do comércio, minha cabeça funciona diferente a da maioria das pessoas, quando entro num restaurante, por exemplo, fico tentando entender a dinâmica do funcionamento do negócio, quantos funcionários deve ter, qual será o faturamento, etc. Ao ler o livro “Como a Starbucks Mudou a Minha Vida” (você pode ler meu resumo aqui), e por ver as filas enormes nas lojas da Starbucks, fiquei interessado em saber mais sobre essa empresa, fucei na net e encontrei o livro que é tema do post de hoje.

“A Febre Starbucks, uma dose dupla de cafeína e cultura”, foi escrita por Taylor Clark, ele tenta explicar os porquês do grande sucesso da Starbucks, a maior rede mundial de cafeterias que possui lojas espalhadas por todos os Estados Unidos até a muralha da China, vendendo bebidas a base de café por preços exorbitantes, ostentando filas enormes na frente de suas lojas. A empresa possui estratégias estranhas, porém eficientes, como abrir uma loja em frente a outra (em Nova Iorque é possível visualizar 3 lojas de uma vez), não adaptar o cardápio ao gosto de outros países e ter uma estratégia imobiliária agressivíssima.

Primeiramente parte o autor discorre sobre a realidade do mercado do café antes da Starbucks, o café vendido nos EUA era de péssima qualidade e as bebidas gourmet a base do grão eram desconhecidas, além disso, Clark, discorre brevemente sobre a história do café (se não te interessar, pule sem o menor prejuízo ao texto). Nos anos 70, alguns hippies passaram a importar grãos de melhor qualidade, realizando torrefações caseiras, a semente da Starbucks surge nessa época, com uma torra mais escura que resulta numa bebida mais forte e encorpada, porém o futuro da empresa muda somente na década seguinte, quando um vendedor de utensílios domésticos, Howard Schultz, assume o controle da empresa.

A segunda parte trata de como o norte-americano se viciou em cafeína. Hoje em dia, a cafeína é uma das drogas lícitas mais vendidas do mundo, está presente na água de rios e lagos onde jamais deveria estar, mas chega até lá através dos excrementos de quem consome café. O foco da Starbucks é oferecer o que eles chamam de 3º lugar (o 1º é a casa, o 2º é o trabalho), um lugar aconchegante onde as pessoas possam desfrutar de momentos de relaxamentos consumindo uma droga estimulante e agradável.

A parte mais interessante do livro, ao menos na minha opinião de empreendedor, é como o autor destrincha as estratégias comerciais da empresa. A Starbucks conseguiu, usando produtos simples como café e leite, expandir seus negócios de maneira nunca vista desde o Mc Donalds, com a diferença que eles não trabalham com sistema de franquias, todas as lojas são próprias. Esse fato é devido a estratégia expansionista agressiva da empresa, os franqueados não aceitariam, por exemplo, ter um concorrente da mesma marca que a sua do outro lado da rua. Eles mantem uma equipe de prospectores de pontos com profissionais exemplares, certa vez estavam tentando alugar um ponto pertencente a um médico que não simpatizava com a empresa, a prospectora marcou e uma consulta como paciente e conseguiu fechar o negócio. Aqui surge um fato interessante, o Starbucks é muitas vezes odiado, por exemplo, quando chega a uma cidade com tradições culturais fortes, mas no fim das contas, acaba sempre fazendo sucesso. O índice de fechamento de lojas é ridículo.

Usam estratégias simples e óbvias, porém eficientes. Preferem esquinas localizadas na mão de quem se desloca do bairro para o centro, dessa forma, conseguem captar o desejo matinal por cafeína de quem está indo ao trabalho. Montam lojas perto de lavanderias e vídeo-locadoras, o que lhes dá duas chances de venda: uma quando o cliente vai levar a roupa ou o filme e outro quando vai busca-lo. Interessante o fato que a Starbucks quase nunca provocar quebradeira de concorrentes, muito pelo contrário, normalmente o faturamento das cafeterias independentes aumenta após a instalação de uma Starbucks por perto. Isso acontece porque, ao formar um mercado consumidor de café, os clientes passam a buscar novas alternativas e como os concorrentes muitas vezes possuem uma qualidade superior (devido a presença do dono e decisões tomadas mais rapidamente), acabam absorvendo grande parte dos clientes do “grandão”.

Chamo atenção para algumas atitudes não muito éticas da rede. Antes de entrar num mercado novo, eles normalmente tentam comprar a rede de cafeterias mais forte do local, se não conseguem abrem meticulosamente uma, ou mais lojas, ao lado da concorrente. Além disso, eles mantem uma equipe de advogados que busca problemas legais em pontos em vista. Se a loja instalada no ponto que eles pretendem atuar possui, por exemplo, alguma dívida trabalhista, eles entram com processo contra essa empresa visando fecha-la e adquirir o ponto. Isso tudo sem contar o suporto prejuízo aos produtores de café e a políticas não muito legais em relação aos funcionários das lojas. Eles possuem uma atitude um tanto arrogante, e autoritária, querendo se impor universalmente o que não é visto com bons olhos por muita gente.

Gostei de observar neles uma coisa que sempre bato na tecla e sou mal interpretado. O Starbucks não vende o melhor café (embora eles tentem vender essa ideia) e isso é facilmente comprovável por qualquer pessoa que goste um pouco da bebida. Um cappuccino deles é gostoso, mas não tanto quanto ao do Grão Espresso, por exemplo. Eles vendem um produto mediano por um preço elevado ao cobrar (implicitamente) por outras coisas como o atendimento eficiente, ambiente agradável e poder da marca. O que sempre digo é o seguinte: você não tem que ser o melhor, se você for médio, terá resultados muito bons com uma carga de trabalho muito menor. 

Bom, não vou me estender mais, recomendo o livro para quem gosta de conhecer cases de sucesso comercial e pra todos que se interessam sobre comércio e empreendedorismo. Também é uma excelente leitura pra curiosos e fãs da marca. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sobre Bolsa em Queda, Desespero e Comportamento

Antes de mais nada, queria avisar que coloquei mais uma funcionalidade no blog chamada "Corey está lendo", onde colocarei os livros que estou lendo, fica aí do lado direito, abaixo do histórico de postagem.

Bom, agora vamos ao post de hoje. Sei que não sou um ser humano normal, tenho visões deturpadas de várias coisas, quase nunca concordo com a maioria o que me faz ser o cara “do contra”, ser olhado torto durante uma discussão (vide meu desabafo sobre as manifestações), não ser compreendido no que acredito ser argumentos concretos e na pior das hipóteses ser totalmente execrado de uma discussão. Por conhecer esse meu lado, digamos, estranho (pra não dizer maluco), costumo me abster de várias discussões ou mesmo mentir, saindo pela tangente. Não tenho o dom da oratória, tenho dificuldade em me expressar, portanto muitas vezes prefiro deixar pra lá que passar ridículo e por louco.

Essa pequena introdução, que é óbvia pra quem acompanha o blog desde o começo, serve para eu comentar sobre um fenômeno que tenho notado nos últimos dias. Devido a acentuada queda da bolsa, tenho lido em muitos lugares, inclusive em outros blogs de finanças, muitas discussões sobre o que fazer, no que investir, o que comprar... muita gente tá desesperada com 5, até 10% de queda nesse mês, percebo lágrimas quando o cara diz “meu HB tá todo vermelho”. Meu questionamento é o seguinte: poxa vida, quando a bolsa estava em alta os papos eram o seguinte:

Minha carteira rendeu X% acima do ibov, estou muito feliz!
Só tem papel caro, não há oportunidades de compra!
Vou comprar tantos lotes da ação MERD4, ela subiu 10%, vai subir mais.

Agora que as oportunidades de compra apareceram e como diria Buffett, as “guimbas de charuto” estão esparramadas pelo chão esperando alguém para dar uma última tragada, nêgo só sabe reclamar que a carteira desabou tantos %, como se o cara fosse liquidar a carteira imediatamente. Acho que esse tipo de pensamento faz sentido pra trader, mas pra holder... Desconfio que o longo prazo escancaradamente pregado por muita gente não passe de 1 semana! Li pessoas que anteriormente falaram que comprariam a ação X quando chegasse a 1 real, mas agora que está custando 50 centavos, o cara fica imóvel, sem fazer absolutamente nada. Não faz sentido!

O que me deixa mais impressionado é que isso que estou falando é chover no molhado, todo mundo sabe isso, aliás, todo mundo sabe disso muito melhor que eu, um novato e ainda leigo sobre ações, mesmo assim todos repetem o mesmo discurso: que a carteira tá sangrando, que vai fechar o mês no vermelho... como se o desempenho negativo de um mês fosse invalidar a performance por décadas.

Particularmente sigo com minha estratégia: aportando forte no meu segundo empreendimento, aplicando os rendimentos dos FIIs e alguma sobra do salário da Bia em outros FIIs. Estou bem tranquilo, vendo meus objetivos serem alcançados, apesar da mudança de estratégia que realizei recentemente (abandonando as ações para investir no negócio novo). Quanto minha carteira caiu esse mês? Sei lá! Só vou saber no fechamento. Estou desesperadamente triste ou feliz com a queda? Nem um nem outro, posso dizer que a queda das ações, que arrastou os FIIs juntos, melhorou minhas compras, permitindo-me comprar bons papéis por preços melhores, mas também não fico chorando quando compro um papel num dia e no outro o vejo cair 1 real.

Estou lendo “A Bola de Neve”, livro que aliás, recomendo a todos que gostam do assunto investimentos ou desejam conhecer a história de pessoas de sucesso. Warrem Buffett é um cara extremamente simplista, ele não costuma complicar as coisas, mesmo quando entra em negócios complexos. Acredito que esse tipo de pensamento serve pra tudo na vida, desde investimentos até relacionamentos. Baseado nisso acho que a maioria de nós tem a infeliz mania de complicar tudo em nossa volta, aliás, a complicação dá status, se você tem uma estratégia de investimento complicada ou mesmo uma agenda complicada, cheia de viagens e reuniões, você aparenta ser intelectualmente superior, o que na minha opinião, não é verdade, muito pelo contrário, acho que quanto mais simples for a vida, mais robusta e inteligente ela será.


Será que esse é mais um devaneio da minha cabeça maluca ou mais alguém também consegue enxergar o mesmo?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

[FIIs] - Opinião - Anhanguera Educacional (FAED11B)

Deixando um pouco de lado o desabafo da minha ultima postagem e o fato de cada dia mais eu me sentir mais perdido nesse país, hoje vou voltar ao assunto principal do blog falando de mais um fundo imobiliário que acho interessante.

O FII Anhanguera Educacional é um fundo imobiliário de tijolo composto por três imóveis locados para as Faculdades Anhanguera, os imóveis são localizados em Leme, Valinhos e Taboão da Serra, sendo o imóvel de Valinhos locado para a sede administrativa da empresa. O fundo é administrado pela BTG Pactual. 
Os contratos de aluguel seguem os seguintes calendários de vencimentos: Leme (janeiro de 2019), Valinhos (janeiro de 2014) e Taboão da Serra (dezembro de 2024), sendo a representatividade respectivamente: 8,7; 16,6 e 74,7% dos aluguéis pagos.

A Anhanguera Educacional está inserida com relevância num setor em crescimento, o de cursos universitários voltados a classe média, cujos maiores atrativos são a variedade de cursos e os valores das mensalidades. O fundo apresenta desempenho estável nos últimos meses, pagando R$ 1,07 por cota, a política e composição do fundo são fáceis de entender.

Durante um longo período o valor das cotas desse fundo ficaram bem altas, com variações entre R$ 150, chegando até R$ 170, provavelmente repercutindo as qualidades do papel: estabilidade de pagamentos, demonstrativos claros, setor em crescimento, etc. Porém, nos últimos dias a cotação caiu consideravelmente, com uma queda de mais de 8% na semana passada. O motivo dessa queda é provavelmente a fusão da Anhanguera com o grupo Kroton educacional, proprietário de outras universidades espalhadas pelo país. Com essa fusão, o controle da empresa provavelmente passará para a Kroton, junte a isso o fato do contrato do imóvel de Valinhos estar próximo do vencimento e não ter garantias de renovação e aí provavelmente está o motivo da queda.

Na minha opinião, aos R$ 142 por cota (valor médio da cotação nos últimos dias), o fundo se torna bem interessante, com rendimento em torno de 0,75%. No pior cenário, o da não renovação do aluguel de Valinhos, diminuiria o pagamento para aproximadamente R$ 0,90 equivalente a 0,6% da cota no valor atual (conta de padeiro em cima dos 16% de representatividade do imóvel), o que não é tão ruim. Nesse cenário, o fundo continuaria dono do imóvel de Valinhos, podendo loca-lo a outra empresa ou vende-lo. Não me parece um cenário apocalíptico, afinal de qualquer maneira o administrador acharia uma saída para
isso.

Assim como o EDGA11, acho que esse papel pode ser útil para diversificação, é um fundo de tijolo, num setor promissor e com aluguéis, exceto o de Valinhos, com vencimento longo. As desvantagens, ao meu ver, é a pouca diversificação do fundo (apenas 3 imóveis) e claro, a chance real da não renovação do contrato da sede de Valinhos, esse último risco deve ser ponderado, o investidor pode ou não achar viável assumi-lo. Não concentraria muito nesse papel, mas de qualquer forma, umas cotinhas podem ajudar a dar um up na rentabilidade dos fundos de tijolo com cotas relativamente baratas e com boa liquidez. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

[Desabafo] - Sobre Manifestações e Vaias

Esse post é um desabafo, ninguém tem a menor obrigação de concordar com minhas opiniões, até porque sei que elas não são muito ortodoxas nem politicamente corretas e podem gerar revolta em algumas pessoas, mas esse blog é meu espaço pra falar o que penso, aquilo que muitas vezes não posso falar no “mundo real”.

Bom, acredito que todos devem estar a par dos últimos acontecimentos em São Paulo: várias manifestações contra o aumento da passagem de ônibus, “truculência” da polícia, etc. Não me preocupei em entender a real intenção dessas manifestações, também não sou advogado, não entendo muito sobre direitos e deveres, mas darei minha opinião (parcial, eu sei), sobre o assunto. Ao abrir o Facebook nesses dias, me deparo com as mais variadas indignações: amigos socialistas e petistas exaltando a “coragem”, “iniciativa” e “direitos” dos manifestantes e a “truculência”, “agressividade” e “selvageria” da polícia. Do outro lado, o lado dos amigos capitalistas e psdbistas, falando da vagabundagem dos manifestantes, que o real objetivo das manifestações é isso ou aquilo, etc. Bom, eu só sei de uma coisa: nada, justifica depredações, bagunça, barulho, etc. Não é assim que se resolve nada e na minha opinião, a polícia tem o dever de sentar o cacete em baderneiros, seja lá de qual tipo forem: manifestantes bagunceiros ou gente sem noção que ouve som alto dentro do carro. Na minha opinião toda e qualquer pessoa que perturba a ordem pública deve ser punida.

Acho que algumas atitudes de pseudo-politizadas são totalmente demagogas. Não aceito, por exemplo, esse lance de direitos de presos, acho que uma vez que você fez uma cagada e foi parar na cadeia, foda-se, você perdeu o direito de cidadão. Embora admita o benefício das bolsas do governo (família, gás, puteiro...), sou contra, sou daqueles que acham mais certo ensinar a pescar que dar o peixe. Acho que o governo perde muito tempo e dinheiro com educação escolar ultrapassada e inútil, sim, porque pelo menos 90% do que aprendemos na escola é inútil (isso vou deixar pra outro post). Vamos ensinar coisas úteis aos jovens: profissões como padeiros, confeiteiros, açougueiros, pedreiros... Tudo isso dá muito dinheiro, tem emprego de sobra e se qualifica em relativamente pouco tempo e com pouco investimento. Outra coisa, lamento muito, mas em São Paulo é pobre quem quer! Admito que em outros estados do Brasil essa não é uma verdade, mas em São Paulo é (vou deixar isso pra outro post também).

Sobre as vaias a presidente Dilma no jogo do Brasil, acho o seguinte: o público dos jogos da copa será formado por aquela “elite” da classe C pra cima, o preço é proibitivo ao povão, e como esse povo é o que mais sofre no bolso as políticas pão e circo do governo, é óbvio que esse tipo de hostilidade iria acontecer. Por outro lado, acredito que o povo brasileiro é muito burro em torrar dinheiro com futebol... (mas isso também fica pra depois, rs!). Sim, faço parte dessa “elite”, estou naquele grupo que proporcionalmente a renda paga mais impostos, tanto na PF quanto na PJ, sinto-me estuprado pelo governo toda vez que pago meus tributos.

Ah, uma coisa que me irrita também é essa perseguição anti Rede Globo e revista Veja. Puta que pariu, todo mundo sabe que a imprensa é parcial, sempre foi e sempre será. Acho que só agora descobriram isso! É “in” criticar a Veja e a Globo, assim como é “in” gostar de acessórios gourmet para cozinha e bicicletas de 2k. Acho que todo tipo de imprensa deve ser absorvido o conceito, não o todo, a imprensa serve para apresentar o assunto e não para formar sua opinião a respeito dele. Os neo-socialistas são um grupinho nojento também, idolatram Che e colocam fotos do Fidel nos seus i-phones que guardam em suas calças Levis pagas com seus cartões Americam Express. Vai pra merda! O mundo é capitalista, o CAPITALISMO produz, anima as pessoas a fazerem algo de útil pra si mesmas e também para a sociedade. O dinheiro move o mundo e onde o dinheiro é abundante as condições são melhores, mas para o dinheiro ser abundante é preciso trabalhar, buscar crescimento profissional, ter objetivos, consumir conscientemente... Essas não me parecem características do brasileiro médio que só pensa em levar proveito, usufruir de bolsas, seguros desempregos e cambalachos fiscais.

Aí o pessoal fala, mas Corey, você tá falando tanto de trabalho, mas o seu objetivo de vida é parar de trabalhar, né? Sim, eu quero parar de trabalhar, ou ao menos ter condições de trabalhar menos ou em algo que me traga prazer, porém pra isso, eu tenho trabalhado muito e não dependo de 1 real do governo pra atingir meus objetivos, muito pelo contrário, o governo só serve pra me foder, explorando meu trabalho pra dar pra quem não contribui em nada pro crescimento do país que são os políticos e o povão acomodado nas bolsas esmola da vida...


Bom, sei que o texto ficou longo, sem nexo e jogado, mas eu precisava desabafar, como eu disse, ninguém é obrigado a concordar comigo, muito pelo contrário, discussões saudáveis são muito bem vindas. Obrigado por perder seu tempo pra ler esse desabafo.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

[Empreendedorismo] - Administração Remota - Parte 2

A primeira parte dessa postagem pode ser lida aqui.Continuando meu relato de como faço a administração remota da minha loja, hoje falarei sobre o uso de câmeras e a importância das visitas a empresa.

 
Câmera com controle de movimento
Monitoramento por câmeras


Logo que comprei a loja e a modernizei, instalei câmeras IP. Com elas consigo visualizar remotamente tudo o que acontece em tempo real na loja, além de ter as imagens gravadas em HDs. O acesso as câmeras é feito pelo mesmo software de gerenciamento, o que me permite várias lincagens, por exemplo, consigo visualizar ao mesmo tempo um determinado funcionário num PDV (ponto de venda) e a tela do computador dele. Posso visualizar a imagem de determinada câmera, num determinado dia e horário, acessando o HD que armazena as imagens, isso é especialmente útil pra mostrar a um funcionário que ele fez tal coisa em tal momento, mesmo ele dizendo o contrário...

Algumas das câmeras possuem controle de movimentação por via remota, ou seja, consigo movimenta-las para melhorar a visualização, mas a grande sacada dessa funcionalidade é que os funcionários percebem que as câmeras estão se mexendo, logo sabem que estou de olho neles. Consigo habilitar meu software para fazer esses movimentos de forma aleatória, emulando meu controle (mas não contem pra ninguém, tá?!). Minha loja é praticamente um BBB!

Mantenho um notebook ligado o tempo todo no controle das câmeras, dessa forma consigo, a qualquer hora, dar uma olhadinha no que está acontecendo na loja. Tenho uma ferramenta de chat, então consigo acompanhar uma venda através da visualização do funcionário, acesso a tela do computador que ele está usando e ao mesmo tempo interagir com ele pelo chat. É quase como se eu estivesse presente ao lado dele.

Visitas a loja

Claro que continuo indo a loja, mantenho uma média de uma ou duas visitas semanais. Para manter o fator surpresa, não tenho dia nem horário certos para visita. Alguns dias vou pela manhã, outros a tarde ou a noite, cheguei a ficar 10 dias sem ir, mas já fui dois dias seguidos. Essa é uma das maneiras de lembrar aos funcionários que a loja não está abandonada e que, mesmo distante, eu tenho controle sobre o que acontece lá e que posso chegar a qualquer dia e momento.

As visitas são utilizadas basicamente para organizar a papelada (boletos bancários pagos, tributos, folha de pagamento, etc), fazer reunião com o gerente e as vezes com a equipe inteira. Uma coisa que notei é o fato de ser mais fácil dar broncas, chamar atenção e fazer cobranças. Convivendo com os funcionários todos os dias, acabo por manter mais uma relação de colega de trabalho que patrão-empregado, o que acaba acentuando minha dificuldade pessoal de lidar com crises, como não os vejo mais diariamente, consigo dar uma bronca ou cobrar algo de maneira mais enérgica, já que o contato pessoal é menor. Além disso, uso as visitas para supervisionar se o trabalho de limpeza e organização está sendo feito da maneira correta, se os registros de limpeza estão sendo preenchidos, etc.

Além das visitas, uma das formas que encontrei para estar mais presente no dia-a-dia da loja é através de relatórios diários. O que é isso? Diariamente o gerente deve me mandar um relatório simples, contendo dados financeiros do dia anterior: vendas, rentabilidade, compras, pagamentos, etc. Tenho acesso a todos esses dados através do software mas obrigo-o a enviar um relatório condensado por dois motivos: faze-lo visualizar globalmente o que está acontecendo na empresa e dificultar alguma fraude ou trambique que alguém pense em fazer. Se houver uma quebra de caixa, por exemplo, o gerente deverá justificar imediatamente no relatório diário, não dando chances para que esse dado seja mascarado de alguma maneira. Além disso esse relatório serve para me lembrar que eu ainda tenho uma loja e que devo olhar para ela todos os dias, ao menos durante algumas horas.

Desempenho

Como disse, a maior dificuldade que tenho notado é pensar que a empresa está nas mãos de pessoas nem sempre totalmente preparadas para tal função, mas estou controlando isso de maneira que minha vida longe da empresa fique mais tranquila. Por outro lado, algumas boas surpresas estão acontecendo. Além da maior facilidade em dar ordens, notei que devido ao meu excesso de preocupação, tenho mais dados hoje que antes, quando estava no dia-a-dia da loja. Tenho a infeliz mania de confiar em contas mentais e armazenamento de cabeça. Como não estou mais diariamente envolvido na empresa, achei melhor controlar esses dados através de relatórios e registros de excel, como já era de se esperar, a segurança do registro fez com que eu olhasse com mais atenção para dados que nunca me preocupei direito.

Não consigo mensurar se o faturamento da loja foi afetado pela minha saída, existem muitas variáveis envolvidas nisso impossibilitando uma conclusão, porém, tudo está na média, o que me deixa satisfeito. Mesmo distante, continuo envolvido com a loja de maneira que minha cabeça fica a maior parte do dia ligada a ela, isso é graças a tecnologia que venho empregando que me permite ficar inserido na operação mesmo estando fisicamente distante. Isso não é bom, embora eu faça muitas atividades que me dão prazer, a cabeça sempre tá lá na empresa, e na primeira oportunidade me vejo olhando as câmeras ou analisando as vendas pelo smartphone.

Tudo isso tem um custo, que não é baixo, junte salário de funcionários extras, manutenção de softwares, hardwares atualizados, conexões de internet rápidas e o custo de oportunidade por cagadas falhas operacionais, perdas e possivelmente roubos e fraudes. O custo é alto, mas tem valido a pena.

Definitivamente administrar uma loja não é uma tarefa fácil nem agradável, seja em carne e osso ou via internet, mas vou levar dessa maneira por mais algum tempo. Daqui algum tempo, analisarei se vale a pena continuar dessa forma ou se é melhor vender a loja e levantar uma grana pra outra aventura. De uma coisa eu tenho certeza: não quero mais ter que trabalhar no dia-a-dia de uma loja como dono.

Bom, isso é o que tenho pra dizer sobre administração remota, fiquem a vontade pra fazer perguntas, sei que esse é um tema pouco abordado e terei o maior prazer em ajudar. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

[Empreendedorismo] - Administração Remota - Parte 1

Como já falei por aqui, mudei de cidade deixando pra trás a rotina de ir diariamente na loja, por esse motivo precisei desenvolver um método de administração remota. Alguns leitores sugeriram que eu compartilhasse minha experiência, hoje falarei um pouco de como faço esse trabalho.

No meu ramo a presença do proprietário na loja ocorre em praticamente 100% das pequenas empresas, atitudes como a minha são mal vistas perante os olhos dos colegas. Fui questionado se eu não tinha medo dos meus funcionários quebrarem a loja. Penso o seguinte, se fosse assim, não existiriam redes, o Pão de Açúcar seria apenas um mercadinho de vila e o Mc Donalds seria um dos “Dogs da Tia” da vida. É possível sim controlar relativamente bem uma empresa de forma remota. É fácil? Não! É garantido? Claro que não! É a melhor alternativa? Provavelmente não, mas é possível de ser feito.

Acontece que boa parte das pessoas que tentam fazer isso o fazem sem o menor critério e preparo e como tudo na vida que começa mal, termina mal. No meu caso, procurei planejar a maior quantidade de variáveis possíveis buscando soluções profiláticas, ou seja, procurei maneiras de evitar problemas ou se eles ocorrerem que sejam solucionados o mais fácil e rápido possível. Para isso tomei alguns cuidados:

Funcionários

A primeira coisa que precisei fazer foi remodelar o quadro de funcionários da loja. Um dos meus funcionários foi promovido a gerente, contratei uma pessoa para assumir o cargo antigo dele e contratei um auxiliar de serviços gerais. Até então, eu fazia grande parte do trabalho, mas com minha ausência, precisei mudar isso, distribuindo tarefas e delegando coisas importantes.

O gerente passou a ser responsável por boa parte do trabalho que eu fazia: compras, controle de contas a pagar e receber, depósitos bancários, etc. Esse tipo de atividade é crítica para o sucesso da empresa, além de demandar muita confiança. A parte da confiança eu analiso da seguinte maneira: não confio totalmente em ninguém, mas uso a tecnologia para aumentar a sensação de segurança. Para algum dos funcionários passar a perna em mim o cara tem que ser muito criativo, confio na metodologia de trabalho e na tecnologia de controle que possuo.

Para que o trabalho fosse realizado o mais perto possível do que acho correto, elaborei alguns POPs (procedimentos operacionais padrão), explicando detalhadamente como cada tarefa deve ser realizada, fiz POPs para o gerente, para os atendentes e auxiliares. As tarefas jamais serão realizadas 100% do jeito que acho correto, algumas coisas podem ser mensuradas, por exemplo, recentemente acompanhei uma negociação de compra do gerente (monitorando e-mails). Deixei fluir, mas no final ele acabou fechando num preço superior ao que eu desejaria pagar, me intrometi, mandei um e-mail ao vendedor e consegui o desconto pretendido expondo minhas razões (compra de quantidade X, pagamento a vista, etc). Obviamente não consigo pegar todos esses erros e muita coisa passa, mas não me resta outra alternativa a não ser aceitar um resultado mediano.

Não vou mentir, não sinto totalmente seguro e confortável com meu negócio nas mãos de terceiros cuja capacidade é duvidosa, tenho certeza absoluta que eu faria tudo bem melhor, mas tenho que me adaptar a isso, caso contrário serei fracassado.

Acesso remoto

Em segundo lugar, habilitei as ferramentas de controle remoto do meu software de gestão. Aqui cabe uma observação importante: muitos lojistas buscam a solução de TI mais barata possível, o que quase sempre acaba por prejudicar o desempenho da gestão. Ao modernizar a estrutura de informática da loja, eu poderia ter optado por um software gratuito ou mesmo por algum cujo custo fosse somente inicial (tenho colegas que não fazem nem isso, usam software crackeado mesmo), porém optei por um software completo, porém caro (200 mangos mensais). Durante o tempo que eu estava diariamente a frente da loja, esse software demonstrou-se como uma Ferrari pra andar na Marginal Tietê as 8 da manhã, porém agora a coisa inverteu.

Praticamente todo o acesso remoto que preciso é feito através desse software. Tenho controle total do que está acontecendo na loja, em tempo real, no meu notebook ou no smartphone. Sei qual a receita da loja, ticket médio, qual vendedor está vendendo o que e com qual margem, estoque, compras, títulos a pagar, etc. Isso é muito importante, afinal tenho os números nas mãos, não perco o controle do que acontece na empresa. O software tem outras ferramentas legais como monitoramento de contas de e-mails, captura da tela dos computadores além de permitir acesso do meu contador a dados fiscais.

Outra coisa importante é manter back-up de conexão de internet. Não costumo ter muitos problemas de conexão, mas mesmo assim meu servidor está configurado para fazer uma conexão via 3G toda vez que a conexão principal cair. Ter boas máquinas também é importantíssimo. Meu servidor é uma máquina dedicada, com excelente configuração e no-breaks que o sustentam por um tempo considerável, as outras máquinas são mais simples porém as mantenho com manutenção preventiva em dia e todas também possuem no-breaks.

Bom, pra não fica muito extenso, vou dividir esse post em duas partes. Na segunda parte falarei mais sobre o uso da tecnologia e como faço visitas a loja. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

[Livros] - O Milionário Mora ao Lado

Conheci esse livro logo no início da minha jornada rumo a libertar-me das dívidas, virar investidor e conquistar a independência financeira. Li um trecho dele em algum site, pesquisei e li que se tratava de uma obra sobre a vida, nada glamorosa, dos milionários americanos. Acabei esquecendo o livro, até pouco tempo, procurei e comprei num sebo (como quase todos meus livros). Seguindo minha teoria totalmente nonsense que “todo livro verde é um livro bom”, fiquei empolgado e o devorei.

O livro, de certa forma me decepcionou, mas por outro lado curti bastante. O título do livro poderia ser “Como os milionários idiotas enchem os bolsos dos seus filhos mimados”. Somente a primeira parte trata realmente do estilo de vida dos milionários americanos, que são bem parecidos com os brasileiros: comerciantes, pequenos industriais, profissionais liberais frugais com a cabeça no lugar, etc. O restante do livro trata de como essas pessoas gastam dinheiro com seus filhos que, na maioria das vezes, são parasitas e âncoras que atrapalham a vida de seus pais até o fim da vida deles.

Os autores fizeram durante um longo tempo, pesquisas com gente milionária a fim de saber seus hábitos de consumo e como levam suas vidas. O livro é cheio de estatísticas (pqp, como americano adora números!), teorias e casos, alguns bem interessantes. Em resumo o típico milionário americano é o self-man, ou seja, o cara que fez fortuna por conta própria, ou milionário de primeira geração. São pessoas com grande capacidade de construir riqueza, o que os autores chamam de PAR (prodigioso acumulador de riquezas), no extremo oposto, temos os SAR (sub-acumulador de riquezas). Os autores discorrem sobre várias teorias que tentam explicar o porquê certos grupos são mais ricos que outro, de etnia a sexo, passando por profissões ideais. Os autores corroboram minha opinião que não é necessário ter curso universitário para se tornar rico e que pequenos comércios bem administrados podem ser fonte de alta renda.

Como já era esperado, a maioria dos milionários americanos possuem hábitos frugais como comprar carros usados, mantendo-os por vários anos, não comprar roupas caras ou feitas sob medida, não consumir produtos supérfluos como relógios caros. Grande parte deles moram em bairros cujos vizinhos são operários e outros profissionais com baixa remuneração (daí o título), sabem quanto a família gasta em cada item de consumo como alimentação e roupas e possuem ciclo de amizade de semelhantes, tendo dificuldade em socializar-se com pessoas com mesmo patrimônio porém de nível de vida superior. A frugalidade e organização impera.

A segunda metade do livro trata da relação pais e filhos. Aqui está o motivo da minha decepção e também da minha diversão. Como sabem, não terei filhos, então textos que tratem desse assunto não costumam me interessar, mas mesmo assim li o livro inteiro. Basicamente essa parte do livro trata de como os milionários americanos educam financeiramente seus filhos, ao contrário do que se imagina, boa parte deles fracassa nessa tarefa. Colocam seus filhos em colégios caros onde eles passarão a conviver com pessoas de nível superior, começam a exigir coisas acima dos nível que estão acostumados e no fim das contas tornam-se mimados, junte a isso o velho e estúpido pensamento que “meu filho não passará pelo que passei, quero tudo do bom e do melhor pra ele” e a merda tá feita. Na população descrita no livro, há grande quantidade de filhos adultos, com 30, 40 e até 50 anos que são dependentes de seus pais, mesmo após casados e com filhos. Os avós ricos são os responsáveis por bancar grande parte das despesas dos netos além de comprar casas e carros de presente para a família, já formada, de seus filhos.

Me diverti com essa parte por ficar aliviado em saber que não terei essa tarefa quase hercúlea que é educar financeiramente uma criança nesse mundo consumista onde imagem conta muito e o ser conta pouco. Se você é ou pretende ser pai ou mãe, recomendo ler atentamente todos os exemplos que o livro expõe.


Bom, resumindo, Milionário Mora ao Lado vale a pena ser lido, não por trazer novidades, e sim para reafirmar certos conceitos em nossas cabeças. A grande lição que o livro traz é: boa renda, bons negócios, aliados com frugalidade inteligente são chave para o sucesso financeiro.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

[FIIs] - Opinião - Edifício Galeria (EDGA11)


Hoje começarei uma série de postagens falando sobre alguns fundos imobiliários que acho interessante (ou não), nem todos estão em meu portfólio, reservo-me o direito de dizer ou não se o papel faz parte da minha carteira. Aliás, estou reavaliando minha política de divulgação de dados, estou propenso em trocar a divulgação de valores pela divulgação da carteira.

O FII Edifício Galeria é um fundo imobiliário de tijolo, formado por um único imóvel (homônimo ao fundo) localizado no Rio de Janeiro, trata-se de um belíssimo edifício originalmente concebido para abrigar a sede da Sulamérica seguradora, passou por um retrofit, sendo totalmente readequado as necessidades atuais. Recentemente passei em frente ao prédio e, como amante de arquitetura antiga, não posso deixar de citar a beleza da obra. Avaliando porcamente a região e considerando o fato do prédio ainda não estar totalmente locado, acredito que o risco de vacância não pode ser descartado.

Segundo o relatório mensal de maio, 76% do imóvel está locado. Os locatários são “empresas de grande porte e diferentes setores. Importantes players do setor marítimo e portuário como a BRAM Offshore, Wilson Sons e Keppel Fels, além da PDG, do setor de construção civil e Tozzini e Freire advogados, importante escritório de advocacia do país. Na parte de lojas, a ocupação está por conta da VR São
Paulo, Ellus, Selaria Richards, EPK,Manekineko, Duo etc.”

O fundo possui renda mínima garantida (RMG) de 0,75% sobre o valor de lançamento das cotas (R$ 100,00) até agosto de 2013. A RMG não é vista com bons olhos por muita gente, eu particularmente não tenho nada contra, desde que consiga enxergar potencial no fundo. Quando comprei as primeiras cotas, ainda em 2012, comprei com o objetivo de “ver no que dá”, acho válido fazer esse tipo de coisa no começo do aprendizado e hoje percebo que fiz bem.

Atualmente o valor recebido dos aluguéis, descontando o complemento da RMG é de aproximadamente R$ 0,39 por cota (base de ocupação 70% em abril/2013), fazendo uma conta de padeiro, chegamos ao número hipotético de R$ 0,55 por cota após a total ocupação do prédio. Considerando o valor do lançamento da cota, de R$ 100,00, chegamos a uma expectativa de retorno de cerca de 0,5%/mês o que considero um bom número se tratando de fundo de tijolo. Obviamente essa conta não é precisa, não sabemos quando o prédio estará totalmente locado nem se será locado pelo valor pedido, mas de qualquer forma, me parece um fundo com potencial bem robusto. Em março, um dos locatários saiu e pagou uma multa que inflou a renda do fundo, não considerei esse fato nos cálculos por ser tratar de algo extraordinário.


A boa notícia é que esse papel está sofrendo uma depreciação, chegando a ser negociado a R$ 90,00. Comprei várias cotas nos últimos meses o que fez meu PM cair abaixo de R$ 100,00, portanto meu retorno tende a ser interessante. Espero que, após o fim da RMG, o pessoal que não sabe o que está fazendo caia fora do papel fazendo seu preço desabar, abrindo nova janela de compra. Acho esse tipo de fundo bom para diversificação, mas não acho legal concentrar demais, não podemos esquecer os riscos envolvidos com fundos compostos por um único imóvel ou, pior ainda, um único inquilino. Por outro lado esse tipo de fundo tende a ter um retorno bem atraente (outro exemplo? FAED11B) e não costuma constar na lista dos queridinhos da turma. Na minha opinião sem base científica alguma, tudo o que é pouco popular tende a ser interessante.

sábado, 1 de junho de 2013

Atualização - Carteira - Maio/2013

Pelo segundo mês não faço aportes, e isso deverá continuar nos próximos meses, ao menos que a Bia receba alguma bonificação no trabalho. Por motivo da nossa mudança de cidade ela foi transferida e promovida, de vez em quando pode pintar algum bônus ou mesmo uma sobra de salário que será investida em nossa carteira da Independência Financeira. Os proventos dos FIIs foram reinvestidos na mesma categoria e, mais uma vez, permitiram-me exercitar a prática de investir mesmo sem dinheiro novo.

Novamente o desempenho da carteira foi negativo, havendo decréscimo no valor da mesma. O grande responsável por essa performance negativa foram os FIIs que mais uma vez caíram durante o mês. A única coisa que me incomoda nisso é o fato de estar descapitalizado, ou seja, estou perdendo uma excelente chance de aumentar posições. O rendimento da carteira de FIIs foi de 0,73%, ou seja, houve um ligeiro aumento nesse índice em relação ao mês passado. Aliás, estou muito contente com os proventos pagos por meus fundos, em 2013 a média mensal dos proventos está acima de 0,7% o que considero um desempenho excelente visto que minha carteira tem grande concentração em fundos de tijolo que normalmente pagam menos que os de papel. Estou me preparando para uma queda nesse número a partir do mês de agosto devido ao fim do RMG do EDGA11, aliás, estou devendo um post sobre esse fundo...

Conforme comentei no último fechamento, estava esperando um aumento nos proventos desse mês devido ao aluguel do meu apartamento, porém esqueci de um detalhe: o primeiro aluguel é para cobrir os custos e comissão da imobiliária. Esse dinheiro entrará a partir de junho, mas ainda não sei se absorverei na carteira ou se darei algum outro destino a essa grana.

Bom, espero conseguir escrever textos de qualidade ao longo deste mês, voltando a ativa na blogosfera, por falar nisso, gostaria de desejar bom retorno ao amigo Rico na Matrix e pedir encarecidamente que nossa querida amiga Ostra dê o ar da graça e apareça por essas terras. Bom junho a todos!


Resumo da carteira em 31/05/2013:


Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.