terça-feira, 16 de abril de 2013

Novidades e Pausa no Blog

Amigos, como comentei na última atualização mensal, dei uma reviravolta na minha vida, entrei num novo negócio, estou malhando, estudando inglês (e agora francês), lendo compulsivamente e mudando de cidade. O resultado disso é a falta de tempo para coisas como internet. Não estou conseguindo nem tendo vontade de produzir conteúdo para o blog, como não quero postar qualquer coisa só para deixar o blog ativo, resolvi dar um tempo nas postagens. Por hora as postagens de fechamentos mensais continuarão e alguma outra "avulsa" que eu venha escrever durante esse período.

As próximas semanas serão mais críticas devido principalmente a mudança, que demanda muito tempo para organizar tudo, ainda mais no meu caso que será uma viagem longa, provavelmente haverá uma grande demora na publicação dos comentários e nenhum texto. Espero que após esse período eu consiga voltar a dedicar-me ao blog. Não quero descartar essa ferramenta que muito me ajudou no último ano.

Gostaria muito de compartilhar com vocês as novidades e aprendizados do novo negócio que estou envolvido, mas mesmo com a nuvem negra ter se dissipado de cima da blogosfera, ainda não me sinto seguro. O que posso dizer é o seguinte: sempre que tiver a oportunidade de aprender algo, aprenda, nem se for algo que você pense "nunca vou precisar desse conhecimento na vida". As vezes, o "nunca" pode chegar. Também esteja aberto para todas as propostas que lhe forem feitas, por mais esdrúxulas que sejam, podem trazer ideias fantásticas sobre novos negócios, pense num brainstorm, no meio de um monte de besteiras, as vezes alguma ideia salva e pode virar uma coisa muito boa.

Os investimentos estão no piloto automático, como meus aportes ficarão minguados nos próximos meses, os proventos dos FIIs servirão para comprar novos papéis que estiverem subvalorizados em relação ao meu PM. Quanto a ações, aquele papel que comprei no mês passado foi vendido com lucro e o dinheiro alocado em FIIs, como não conseguirei manter a constância dos aportes, decidi me afastar novamente das ações até um segundo momento onde eu possa ir montando uma carteira de ações mensalmente. Por enquanto o foco volta a ser os FIIs e o fluxo de caixa.

Terminei de ler o Investidor Inteligente do Graham, como já comentei por aqui, achei o livro bem pesado e chato, principalmente devido a torrente de números que ele contém. Não consigo entender essa mania norte-americana por estatísticas, tabelas e números. No geral o livro é instrutivo, as ideias do Graham são sólidas e aplicáveis, percebe-se que se você deseja ter sucesso num negócio, seja ele qual for, conseguirá somente com uma estratégia bem formatada, métodos simplificados e ideias claras. Pretendo fazer uma resenha após minha fase off.

Estou lendo "O Milionário Mora ao Lado", desde que comecei a pesquisar sobre educação financeira tenho vontade de ler esse livro, acabei encontrando-o por acaso num sebo recentemente e comprei. Confesso que esperava mais do livro, novamente ele é cheio de estatísticas o que torna o texto um pouco chato. No geral o livro é bom, transmite a ideia que a maioria de nós sabe e segue: frugalidade ponderada é o segredo para se tornar rico.

A academia me rendeu 3Kg a menos e começo a perceber alguma diferença nos braços e peito. Estou gostando muito de malhar, sinto-me muito bem após o treino, não sei como perdi tanto tempo sem treinar... Além da academia estou pedalando bastante, o que acontecerá muito de agora em diante afinal estou mudando para um local plano que facilita muito o deslocamento de bike.

Ando fascinado por aprender idiomas e estou conseguindo levar a sério. O inglês vai bem, mas há muito o que melhorar, Bia e eu estamos planejando um intercâmbio para melhorar a pronúncia, acreditamos que 30 dias de convívio com nativos ajudarão muito na nossa fluência. Provavelmente nossas próximas férias terão esse objetivo e acontecerão ainda esse ano. Comecei a estudar francês, uma língua que sempre curti bastante, mas aqui o objetivo não é ser fluente e sim ao menos me virar com o idioma. Pretendo fazer o mesmo com italiano e alemão. Confesso que sou relaxado com Espanhol por ser facilmente "enrrolável" com o português.

Bom, é isso, agradeço pela compreensão dos amigos e leitores do blog, peço que não abandonem esse espaço, mesmo ele ficando às moscas. Grande abraço a todos!

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

[Empreendedorismo] - Franquias - Como escolher?


Essa é a terceira e última parte dos meus posts sobre franquia, vou falar o que acho importante analisar na escolha de uma franquia.

Se você entrar no site da ABF (Associação Brasileira de Franchising) se deparará com uma infinidade de franquias disponíveis, de todos os ramos, para todos os bolsos e gostos. Qual escolher? Não é tão difícil quanto parece...

1-    Setor: primeiramente você deve definir um setor. As perguntas a seguir já ajudam muito: Comércio ou serviço? Alimentação ou não-alimentação? Comércio cíclico ou não cíclico? Como absolutamente tudo na vida você deverá escolher um setor que possua afinidade, se você tem nojinho de cheiro de fritura, não vá comprar uma franquia de pastelaria. É vegetariano? Não compre uma franquia de churrasco!
2-    Capital Disponível: uma vez definido o setor, você deve definir quanto tem disponível para investir. Dentro de um mesmo setor, há franquias com investimentos bem variados: uma perfumaria X custa uma fração do custo de um O Boticário. Recomendo TER em mãos pelo menos 50% a mais que o declarado, essa grana serve para imprevistos e variáveis da instalação, se for shopping, recomendo mais 70%.
3-    Marca Conhecida: acredito que 90% das franquias disponíveis se tratam de marcas pouco ou totalmente desconhecidas! Claro que alguém um dia apostou em franquias do Mc Donalds quando ele ainda era desconhecido, mas você está disposto a fazer o mesmo? Isso sem falar de franquias que nunca tiveram operações próprias (falarei mais adiante).

Se você souber exatamente o setor que tem afinidade, quanto está disposto a gastar, a escolha da marca será bem fácil. Com uma análise bem superficial, você verá que em grande parte das vezes, não restam muitas marcas interessantes, o grosso se tratam de nomes desconhecidos ou sub-franquias que ninguém com um pouco de inteligência investiria dinheiro nelas.

O que observar numa franquia?

Ao escolher uma marca, acredito que certos cuidados devem ser observados. Em primeiro lugar, uma franquia deve ser conhecida e respeitada no setor, inclusive pelos concorrentes. Na minha opinião arriscar em uma franquia desconhecida pelo simples fato de ter um bom lay-out ou investimento inferior a média é perder a essência do franchising que é a possibilidade do microempresário ser proprietário de uma empresa conhecida. Nesse caso é mais interessante partir para uma marca própria, com custos muito inferiores.

Devemos atentar para mercados de nicho e modinhas. Muitas vezes apostar em nichos pode ser muito inteligente, normalmente esses setores possuem valor agregado maior, proporcionando um retorno maior e com menos concorrência, mas tem certos nichos que não passam de modinha.

Veja o exemplo dos Cup Cakes aqui em São Paulo: vender um bolinho de baunilha com glacê em cima por R$ 8 pode parecer muito vantajoso e talvez seja, mas até quando? Logo vem outra modinha gastronômica e os Cup Cakes diminuirão sua participação sensivelmente. Quer um exemplo onde isso já aconteceu? Os sorvetes tipo frozen yogurt pipocaram a uns 3 anos atrás, surgiram dezenas de marcas e hoje vemos muitas operações fechadas nos shoppings. Você vai investir algumas centenas de reais para obter lucro durante 2 ou 3 anos pra depois fechar ou ver seu negócio minguando dia-a-dia? Mais uma vez eu repito: “comércio que dá dinheiro é aquele que sempre deu”. 

Franquias que não possuem operação própria, que já “nasceram” como franquias não me parecem negócios inteligentes. No papel (ou no Excel) tudo é muito bonito e previsível, mas o dia-a-dia a coisa é totalmente diferente. Tem MUITA coisa que só se aprende ralando o umbigo no balcão, então não vejo sentido em alguém comprar um know how teórico. Além disso essas franquias já seriam eliminadas logo de cara pois normalmente são marcas desconhecidas.

A taxa de franquia deve ser compatível com o know how oferecido pelo franqueador. Existem franquias que cobram caríssimo, muitas vezes bem acima da média de suas concorrentes, mas entregam a operação com “a chave na mão”, ou seja, entregam a loja pronta, equipada, documentada, com funcionários treinados e estoque, basta o franqueado abrir a porta e começar a trabalhar. É um bom negócio? Depende do ponto de vista, eu acho que pode ser válido sim.

Investir numa marca que você seja, antes de mais nada, consumidor pode ser algo bem interessante. Você frequenta uma determinada cafeteria, sempre lava suas roupas na lavanderia X ou quando viaja, procura alugar carros sempre da mesma locadora é porque confia no atendimento, nos produtos e na seriedade dessas empresas, então essas empresas deveriam ter mais crédito na sua análise.

Bom, pra concluir, acho que como todo e qualquer negócio e investimento nessa vida, as franquias possuem lados ruins e bons, o risco pode ser maior ou menor, o retorno idem, então cabe ao interessado fazer uma boa pesquisa de mercado, analisar as marcas disponíveis, consultar sites como Reclameaqui para descobrir a reputação da empresa, etc. Mas não esqueça, antes de jogar suas centenas de reais na mão de alguém, veja se você realmente tem perfil para o negócio.

domingo, 7 de abril de 2013

[Empreendedorismo] - Franquias - Serve para você?

Continuando a série de postagens sobre franquias, hoje vou falar o que acho necessário para que alguém tenha uma franquia.

Na minha opinião, franquias podem sim ser excelentes negócios mas para isso são necessários alguns pré-requisitos:

1-  Perfil Empreendedor: essa é a principal premissa para entrar em qualquer negócio, não importa se for com a cara e coragem ou com ajuda de uma marca reconhecida;
2-  Capital Inicial e Capital de Giro: tem gente que nunca empreendeu na vida e entra totalmente alavancado numa franquia de um ramo que não tem a menor experiência (presenciei isso bem de perto), não preciso explicar o quanto isso é maluquice. Pensar que a grana que o franqueador publica na COF (circular de oferta de franquia, espécie de prospecto do negócio) será suficiente é ingenuidade demais;
3-  Vontade de Trabalhar: não adianta pensar que montando uma franquia você conseguirá ficar de casa, controlando o negócio de um notebook. Boas franquias exigem a presença do proprietário, se não integral, pelo menos durante boa parte do dia. Além disso o franqueador deve conhecer o operacional total do negócio.

Para quem as franquias podem ser bons negócios?

Franquias não servem para todos. Como qualquer investimento na crosta terrestre, aquilo que possui mais risco é mais rentável e vice-versa, uma franquia séria e bem escolhida com certeza possui menos risco que um negócio equivalente não-franquia portanto será menos rentável. Se você deseja fazer dinheiro rápido, expandir uma marca rapidamente ou fazer trades com comércios (comprar um negócio falido, levantar e vender com lucro) esqueça as franquias, elas custam caro e possuem limitações bem sérias.

Franquias são indicadas basicamente para pessoas que desejam as seguintes características num negócio:

Ø  Buy and Hold: se você deseja ficar anos com seu comércio, de preferência se você não pretende vende-lo, uma franquia pode ser um bom negócio por possibilitar a diluição do investimento inicial maior;
Ø  Fluxo de caixa: se você deseja obter um fluxo de caixa mensal em detrimento de uma valorização do seu comércio as franquias podem servir. Uma franquia de uma lanchonete, por exemplo, costuma valer menos que o capital inicial necessário para monta-la. Esqueça a “cotação” e foque nos proventos.
Ø  Abacaxi Descascado: se você busca ter um negócio, mas não quer, ou não tem paciência para correr atrás de toda a burocracia envolvida na abertura e operação, uma franquia pode ser muito útil. Claro que você pagará por esse diferencial, mas dependendo do ponto de vista isso pode ser bem interessante.
Ø  Marca Pronta: se você é um executivo pau-na-bunda que passou a vida toda modelando um plano de negócio para um produto específico, e faz questão de bater no peito para dizer que a SUA marca é a melhor, esqueça as franquias. Se você é franqueado, irá trabalhar a marca de um terceiro para o resto da vida, mas isso não é necessariamente uma coisa ruim.
Ø  Futuro Previsível: uma franquia bem escolhida pode dar uma sensação de previsibilidade, o histórico do setor aliado ao histórico de outros franqueadores pode demonstrar onde você pode chegar. Isso pode ser ruim para quem gosta de fortes emoções, ou bom para quem não está a fim de buscar mil e uma alternativas de crescimento.

Na minha opinião, as franquias servem para um investidor que deseja ter seu primeiro negócio ou entrar num setor desconhecido. Serve também para pessoas que atingiram a Independência Financeira ou se aposentaram, mas sentem a necessidade de ter uma ocupação. Servem para casais que são empregados, mas desejam aumentar a renda ou obter mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal*. Jovens com perfil empreendedor e que não se acham em profissões tradicionais podem se dar muito bem com franquias.

* Isso vai contra minha opinião que casais trabalhando juntos normalmente é mau negócio. Continuo com essa opinião, mas há exceções, casais organizados podem muito bem tocar um negócio onde ambos sejam donos, sem hierarquia, com tarefas e horários definidos. Mas para isso, a franquia deve ter operacional fácil para que ambos consigam tirar folgas individuais e juntos além de férias. Exemplo: não sei!

Na próxima postagem falarei sobre como escolher uma franquia.

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Atualização - Carteira - Março/2013

Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos demais colegas da blogosfera pela minha ausência nos blogs e também por demorar para publicar e responder os comentários por aqui. Também peço desculpas pelos amigos que me enviaram e-mails. Estou passando por algumas mudanças na vida profissional e pessoal que estão tomando muito do meu tempo. Sinceramente não sei como ficará o blog daqui pra frente, perdi um pouco o tesão de escrever, não só devido aos acontecimentos recentes de descoberta de identidades e trolagens mas também por estar sem tempo, sem assunto e sem motivação.

Meu aporte subiu consideravelmente nesse último mês, o que não deve acontecer novamente tão cedo, pelo contrário, os aportes sofrerão uma grande queda nos próximos meses em virtude de alguns negócios novos que estou realizando. Finalmente comprei ações, somente uma empresa e lote fracionário. Minha estratégia é simples: selecionei alguns papéis que acho interessante (nada de reinventar a roda) em cada setor. Quando chega o dia de fazer a compra, vejo aquele que está com o preço mais desvalorizado e mando a ordem  Essa estratégia e semelhante ao que faço com FII, e tem se demonstrado eficaz para minha realidade.

Retomei a leitura do livro do Graham "O Investidor Inteligente", já li uns 20% daquela Barsa, até agora tenho achado o livro extremamente técnico, chato, confuso e com muitas informações irrelevantes para a realidade do Brasil de 2013. Por outro lado, os comentários dos capítulos assim como as notas de rodapé feitas por Jason Zweig são bastante didáticos e mesmo com delay de 10 anos, são perfeitamente adequados aos dias atuais. Lerei até o final pra poder tirar uma conclusão definitiva.

Pela primeira vez em anos tenho trabalhado bastante, mas também estou lendo, estudando inglês, malhando (puta que pariu, o corpo parece destruído na primeira semana!), ou seja, estou mais equilibrado. Acredito que minha vida pessoal melhorará ainda mais nos próximos meses.

Resumo da carteira em 28/03/2013:


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