domingo, 24 de março de 2013

[Empreendedorismo] - Franquias - O Conceito


Desde que comecei a escrever sobre empreendedorismo, muitos leitores me perguntaram o que acho sobre franquias, demorei um pouco para escrever sobre esse assunto porque queria achar uma maneira de falar algo novo, que não fosse somente mais um dos milhares (ou milhões) de textos sobre franquias por ai.

Decidi fazer um texto sobre minha opinião, fugindo dos modelos que todos encontram procurando no painho (Google), portanto não levem as palavras a seguir como verdade absoluta, é somente a minha opinião sobre o assunto. Fugirei de lugar comum, não vou explicar como funciona a compra de uma franquia nem nada disso que você acha com facilidade no Google.

Modelos de Franquia

Ter uma franquia nada mais é que pagar pelo uso de uma marca e knowhow de alguém. O franqueado paga ao franqueador uma taxa de franquia que é uma remuneração inicial pelo direito do uso da marca e repasse do conhecimento necessário ao desenvolvimento da operação do negócio. Além disso o franqueado costuma pagar mensalmente royalties para ter o direito de continuar usando a marca e demais serviços prestados pelo franqueador como marketing e consultoria. Muitas vezes também ocorre o pagamento de taxas de publicidade. Essas são características comuns a praticamente todas as franquias, cujos modelos podem sofrer algumas variações:


Franquia clássica: o franqueado deve seguir a risca os moldes do negócio do franqueador inclusive comprando produtos exclusivos, mantendo padrões rígidos de atendimento e gestão. Modelo mais indicado pra quem quer começar um negócio do zero, mas com uma marca consolidada, muitas empresas entregam o negócio totalmente montado, pronto para operar. Exemplo: cafeterias (Grão Espresso).

 Licenciamento de marca: ao contrário da franquia clássica, o licenciamento de marca é mais flexível em relação a comercialização de produtos, permite também uma padronização menos rígida de lay-out, embalagens e serviços. Normalmente quem adere a esse tipo de negócio já tem uma operação no setor, as taxas costumam ser menores, mas o apoio do licenciador também. Exemplo: drogarias (Farmais).

Sociedade: modelo menos comum, mas que costuma ser extremamente interessante. O franqueador (se é que se pode chamar assim), “contrata” sócios operadores. O cidadão interessado no negócio entra com um capital que costuma ser bem inferior ao equivalente para compra de uma franquia tradicional, tem seu nome no contrato social da operação e torna-se sócio operador, recebe um pró-labore e participação nos lucros da loja. Exemplo: restaurante Outback.

Em todos os modelos a principal vantagem para o franqueado é a possibilidade de entrar no mercado com relativamente pouco capital e ao mesmo tempo possuidor de uma marca com forte presença perante o público alvo. Essa característica permite uma consolidação mais rápida, afinal o cliente já conhece a marca, diminuindo as chances de quebra. 

Se o franqueador for competente, mesmo pessoas com nenhuma experiência comercial podem se sair muito bem. A padronização da operação diminui a chance de erros por parte do proprietário favorecendo o desenvolvimento do negócio e a possibilidade de expansão mais racionalizada. Outros fatores subjetivos também contam: status, a sensação que franquias possuem operacional mais fácil e que são “inquebráveis”, etc.

Na próxima postagem falarei sobre o que o empreendedor deve ter para entrar num negócio desses. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ganhando Dinheiro com Bicos

Você já parou pra pensar que existem uma infinidades de trabalhos bem remunerados e que são totalmente desprezados pela maioria da população? São trabalhos dignos, como quaisquer outros, mas que, por vários motivos, as pessoas desprezam e nem consideram a hipótese de se dedicarem a eles. A maioria dos jovens vê como o trabalho ideal aquele feito atrás de um monitor de computador, numa sala com ar-condicionado e vestindo roupas bonitas. Engraçado que esse mesmo jovem, ao fazer um intercâmbio no exterior, trabalhará numa lanchonete fritando hambúrgueres e lavando pratos... Isso não vale só pra molecada que está começando no mercado de trabalho, tem muito marmanjo esnobando trabalho por aí!

Independente de ter ou não um emprego formal, existem inúmeras maneiras de ganhar dinheiro de maneira informal. Algumas são bem remuneradas, outras nem tanto, algumas precisam de algum conhecimento ou afinidade específica, outras não, mas o fato é que fica duro quem quer! Preparei alguns exemplos de bicos, freelas e sub-empregos que podem trazer alguma renda, alguns deles eu mesmo fiz ou conheço pessoas que fizeram. Lembre-se que bico é bico, não queira "subir" na carreira, isso praticamente não existe. (lista aleatória, sem ordem de importância ou rendimento):


1- Servente de pedreiro: mais indicado para homens jovens e saudáveis, é um trampo pesado mas que pode substituir facilmente os exercícios que a maioria faz na academia. Média de remuneração: R$ 40,00/dia.

2- Lavador/passador de roupa: Cada vez mais gente procura por esse tipo de serviço, a ausência de lavanderias por quilo ou self-service é uma excelente oportunidade. Média de remuneração: R$ 150,00/mês por cliente.

3- Dog Walker/Sitter: Excelente pra quem gosta de bichos e mora perto de regiões mais sofisticadas, o serviço nada mais é que passear com cachorros ou tomar conta deles durante o dia, levar ao veterinário, pet shop, etc. Média de remuneração: R$ 20,00/hora.

4- Dobrete: bico sazonal, normalmente solicitado próximo a datas comemorativas. O trabalho é dobrar e organizar roupas em lojas com grande fluxo de clientes onde os vendedores não dão conta do trabalho. Média de remuneração: R$ 50,00/dia.

5- Entregador de Pizza: tem uma moto? É habilitado? Conhece o bairro onde mora? Pronto, você está preparado pra ser um entregador de Pizza. Se for educado, não andar fedendo e ter boa aparência, as caixinhas serão gordas. Média de remuneração: R$ 40,00/noite.

6- Garçom: um dos bicos mais clássicos, a remuneração varia muito, mas é possível ganhar muita caixinha. Recomendo a leitura dos posts do Estagiário aqui e aqui sobre o assunto. Média de remuneração: R$ 50,00/noite.

7- Marido de aluguel: especialmente indicado para homens que possuem facilidade com ferramentas, manutenções e afins: elétrica, hidráulica, colocação de prateleiras, etc. Média de remuneração: R$ 20,00/hora.

8- Mecânico de bike/motos: nas periferias o movimento das oficinas de motos e bikes aumenta exponencialmente nos fins de semana, demandando mais mão de obra. Mesmo se você não souber fazer muita coisa, não é difícil conseguir um bico desses. Média de remuneração: R$ 30,00/meio período.

9- Faxina: está cada vez mais difícil arrumar uma diarista, as moças não querem saber desse tipo de serviço, preferem ganhar salário mínimo como telemarketing e abrem mão da excelente remuneração que uma faxina pode proporcionar. Média de remuneração: R$ 80,00/dia.

10- Lavar louça: experimente colocar um anúncio "lavo louça a domicílio, R$ 10,00/pia" no quadro de avisos do seu prédio. Conheço uma pessoa que foi a Miami só com dinheiro de lavar louça. Média de remuneração: R$ 10,00/hora.

11- Auxiliar de salão de cabeleireiro: muitos salões de cabeleireiros contratam pessoas aos sábados (dia de maior movimento) para dar apoio aos profissionais: varrer o chão, repor produtos, lavar cabelos, etc. Média de remuneração: R$ 50,00/dia.

12- Serviços de informática: tem muita gente fazendo bico formatando computadores, fazendo manutenção de hardware, mas sempre existirá espaço, principalmente para quem é educado, prestativo e rápido. Média de remuneração: R$ 80,00 (formatação de nootebook).

13- Revisor/formatador de TCC: todos os anos milhares de formandos devem entregar seus TCCs, nisso surge a excelente oportunidade de atuar como revisor e formatador (para norma ABNT) de trabalhos. Média de remuneração: R$ 100,00/trabalho.

Como eu disse, vários desses trabalhos exigem alguma qualificação, outros nem tanto. O que é preciso pra todos eles é deixar a frescura e status de lado e por a mão na massa. Multiplique os valores acima por horas, trabalhos ou dias e verá que a possibilidade de ganhos é muitas vezes bem superior ao da maioria dos salários de profissionais médios por aí.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O Empreendedorismo na Mídia


Sei que sou chato, pessimista e intolerante mas tem uma coisa que sempre me incomodou e gostaria de compartilhar com vocês. Praticamente 100% do conteúdo sobre empreendedorismo disponível na internet é claramente escrito por pessoas que não fazem ideia do que é ter uma empresa. A maioria dos textos segue o seguinte modelo:

“O futebol, esporte preferido pela população brasileira, é um jogo onde, duas dezenas mais duas pessoas entram num local estrategicamente concebido para a prática do esporte através do arremeço utilizando os pés, de um objeto conhecido como bola”

Ou seja, são textos extremamente óbvios, muitas vezes tão estúpidos que parecem desafiar a inteligência dos leitores. Todo e qualquer texto sobre empreendedorismo cita o Sebrae, o empreendedor que começou com 1 real a um ano atrás e hoje fatura 1 bilhão de reais por hora vendendo produtos de nicho como cotonetes para limpar ouvidos de bulldogs ingleses. Cita também os números, que tantos % das empresas fecham no primeiro ano, mas nunca mostram empreendedores que quebraram a cara nem se dão ao trabalho de mostrar como evitar erros.

Claro que existem pessoas excepcionais, verdadeiros Midas, que transformam em ouro tudo o que tocam, essas pessoas (os Buffett da vida) devem ser estudados e servem de excelentes exemplos, mas imaginar que teremos o mesmo desempenho delas é ser ingênuo demais. Os programas de TV, as revistas e alguns sites colocam essas figuras como padrão, o que é algo totalmente prejudicial a grande maioria das pessoas que possuem o sonho de ter um negócio próprio. Garanto que se os exemplos mais reais fossem mostrados e explicados, o número de empresas fechadas no primeiro ano reduziria drasticamente simplesmente porque um monte de gente ia perceber que não tem talento (o que não é nada de errado) e desistiria da ideia de ser empresário.

Esse tipo de comportamento não tem a ver com grau de instrução. Vejam quantas pessoas com muito conhecimento se iludem com ganhos fáceis na bolsa, juram que com 1 mês de estudo, R$ 5 mil de capital de risco e um PC com 3 monitores, se transformarão em traders, sem nunca mais precisar por os pés dentro de uma empresa. O mesmo acontece com o empreendedorismo, a mídia passa a imagem que fazendo um cursinho do Sebrae, lendo algumas apostilas e “não misturando PJ com PF” (outra obviedade clássica) qualquer um “desenvolverá” seu talento empreendedor. Acontece que se livrar da atividade de trader é muito mais simples e normalmente requer menos prejuízo que se livrar de uma empresa...

Vejam um excelente exemplo do que realmente costuma acontecer com pessoas que acham saber o que estão fazendo no link abaixo (recomendo a leitura do todo o blog):


Resumidamente, o Henrique foi o primeiro empreendedor a participar do blog da revista PEGN chamado “Primeiro ano da minha empresa”, o objetivo, como o próprio nome diz era acompanhar o primeiro ano de uma empresa através de posts do empresário, relatando as dificuldades e alegrias. O Henrique era um executivo, juntou uma grana e montou uma padaria fodastica em São Paulo, uma padoca linda que tive o prazer de visitar. É o tipo de negócio que qualquer um tem orgulho de ser dono, de postar fotos no Facebook e entregar cartões de visita naquele churrasco com colegas da faculdade.

Não conseguiu completar 1 ano, vendeu a empresa em sérias dificuldades financeiras e voltou para sua área de atuação profissional tendo perdido uma boa grana. Por quê? Começou com menos dinheiro que deveria, ficou dependente de empréstimos o tempo todo e não se tocou que padaria é uma tremenda furada pra quem não tem experiência em comércio: operacional difícil, muitas horas abertas, união de área industrial e comercial, dependente de mão de obra escassa, cara e difícil de lidar, regulação extrema, custo operacional altíssimo e outras desgraças que todo português conhece (mas sabe lidar) bem de perto. Ou seja, tudo errado, eu tinha uma vergonha alheia tremenda toda vez que via um post novo, o resultado era obvio.

Bom, é isso, esse foi um desabafo. Modéstia a parte, tenho certeza que nunca escondi a verdade sobre o que sei do assunto, e jamais farei isso, muito pelo contrário, me sinto na obrigação de falar a verdade e expor a realidade. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

[Livros] - Como a Starbucks salvou a minha vida

Faz algum tempo que alguém me sugeriu a leitura desse livro, semana passada passei no Starbucks perto de casa e me lembrei do livro. Não sei porque mas fiquei com uma vontade imensa de lê-lo e fui procurar, acabei comprando por módicos R$ 5,00 num sebo.

O livro não tem nada a ver com finanças ou algo do tipo, conta a história do publicitário Michael Gates Gill, branco, nascido e criado numa família classe média, passou por diversos cargos numa das maiores agências publicitárias dos EUA, levava sua vida em função da empresa, trabalhava 12, 14 horas por dia, Natal, feriados, mudava frequentemente de estado para abrir novos escritórios da agência, não acompanhou o crescimento de seus filhos, não era feliz no trabalho mas gostava do status que ele proporcionava. Aos 53 anos sua chefe, a qual ele ajudou a subir na empresa, o demitiu por se velho demais.

Pegou uma boa indenização e foi trabalhar como consultor, no começo fechou alguns negócios com pessoas conhecidas, mas aos poucos os negócios foram minguando. Nesse meio de tempo arrumou uma amante que teve um filho seu, se divorciou deixando sua casa para sua ex-esposa e seus filhos. Foi morar num apartamento pequeno e barato nos subúrbios de Nova Iorque. A amante passou a perder o interesse por ele e o deixou. Descobriu que tinha um tumor raro no cérebro que estava prejudicando sua audição, não tinha seguro saúde. O dinheiro da indenização acabou e se viu sem condições de pagar o aluguel.

Michael Gates Gill
Dez anos depois da demissão, passou em frente a casa onde passou a infância, parou num Starbucks pra tomar um café. Na loja estava acontecendo um festival de contratações onde uma das gerentes lhe ofereceu um emprego de atendente (na realidade ele é um faz-tudo) que prontamente aceitou. Logo no primeiro dia de trabalho teve um choque: todos os colegas (chamados de parceiros) eram negros e 2 gerações mais novos que ele, vindos de famílias pobres, alguns ex-delinquentes, mas todos eram felizes, bem humorados e tratavam outros parceiros e clientes com extremo respeito. Foi aceito no novo grupo e passou a se dedicar de maneira excepcional a esse trabalho novo, agarrando-se a essa última chance que a vida lhe deu.

O interessante do texto é a lincagem com fatos ocorridos no passado do Mike, a cada novo acontecimento do novo emprego ele se lembra como teria agido no passado. Percebe que era uma pessoa chata, mal educada, rancorosa e com ar superior e que com certeza menosprezaria as pessoas que formam seu núcleo de amizades atual, mas que agora tem que lavar banheiros, azulejos e recolher o lixo, o que faz com extremo prazer e dedicação. A moral da história é que Mike encontrou a felicidade nesse "sub-emprego" não no ambiente corporativo no qual passou sua vida inteira. Precisou viver mais de 60 anos, perder todo o dinheiro que tinha, perder o contato da sua família e ficar doente para achar o verdadeira motivo de viver.

Gostei muito do livro, é uma história de vida muito interessante. Gosto de ler sobre exemplos de pessoas que conseguiram reinventar suas vidas o que quase sempre só ocorre após eventos trágicos ou complexos. Recomendo a leitura a todos, principalmente para aqueles que estão passando por uma fase profissional confusa e infeliz.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Período Sabático – Como foi o meu


Primeiramente vamos definir o que é um período sabático. Se você fuçar na internet encontrará que a origem do termo “sabático” vem do hebreu e tem o significado de repouso, transportando aos dias atuais, o período sabático é uma interrupção programada da atividade profissional de uma pessoa, podemos pensar como um período de férias prolongadas. Uma pessoa pode tirar um sabático por vários motivos, mas normalmente esse período inclui viagens, cursos, aprofundamento em hobbies ou mesmo simplesmente o ócio.

Quem acompanha o blog desde o começo sabe que fiz um sabático recentemente, mais precisamente no intervalo entre a venda da minha segunda loja e a compra da terceira (atual), então gostaria de relatar minha experiência e dizer como me planejei para tal.

Alguns haters adoram citar o fato de eu ter ficado 1 ano em casa como se fosse um pecado, algo totalmente desprezível. Na verdade o sabático, é algo que todo mundo quer fazer mas poucos tem coragem pra tal, sem saber que com um mínimo de planejamento qualquer pessoa pode aproveitar essa experiência magnífica.
Eu apertei, você também pode!

Meu sabático funcionou mais como um período de descanso que para crescimento pessoal, afinal eu trabalhei ininterruptamente por mais de 10 anos, sem saber o que eram fins de semana, férias e descanso.  Quando empregado, fazia tudo aquilo que era possível para ganhar dinheiro: comecei a trabalhar quando ainda estava no colégio, vendia férias, vendia fins de semana para os colegas de trabalho que queriam ir pra Santos com a família, fazia absolutamente todas as horas-extras que me eram possíveis, trabalhei durante 60 dias, sem folgas 16 horas por dia, cheguei a ter 2 empregos e a trabalhar 2 semanas durante 20 horas diárias. Depois que comprei a primeira loja a coisa piorou muito, afinal eu tinha o estímulo de ganhar dinheiro e fazer a MINHA empresa crescer.

O tempo passou e a loucura continuou, agora eu precisava trabalhar pra pagar os 3 carnês dos carros, o apartamento, a mobília, o empréstimo do BNDES, os cartões de crédito... O Cerbasi apareceu como um anjo na minha vida e a ficha caiu: tudo estava errado! Fiz um mega planejamento para antecipar os pagamentos, precisei trabalhar ainda mais para isso, mas já que a merda estava feita, inclui mais uma linha na minha planilha de dívida, a linha DESCANSO, ou seja, considerei que a grana necessária para meu sabático seria mais uma dívida a ser quitada.

Como já fazia algum tempo que o vírus da educação financeira havia me contaminado, eu tinha todas as despesas sobre controle, sabia para onde ia cada real, então foi relativamente fácil estimar quanto dinheiro seria necessário para meu sabático. O planejado era ficar 8 meses sem trabalhar, mas a grana deveria ser necessária para 12 meses, também não contaria com a grana da Bia que naquele momento tinha remuneração imprevisível. Calculei o custo de algumas viagens e cheguei num número.

Fui quitando dívida após dívida, do jeito que manda o figurino: juros maiores primeiro, amortizações depois, blá, blá, blá... Uma hora as dividas acabaram, mas ainda havia a “dívida” descanso. Trabalhei mais alguns meses, quando paguei 75% do “descanso” coloquei a empresa a venda e rapidamente a vendi, um dia depois de liberado pelo comprador, Bia (de férias) e eu embarcamos em Cumbica para nossa primeira viagem internacional. Finalmente eu estava de férias, coisa que tinha feito a última vez quando ainda era virgem!

Não, esses não são pés de Ostra
Aproveitamos as férias da Bia e viajamos, durante todos o resto do tempo, me entreguei ao ócio, dormi muito (adoro dormir), comi muito (engordei 8kg), fiz uns biquinhos que apareceram só pra colocar no currículo (tá certo, não vou colocar no currículo que trabalhei de dog walker, servente de pedreiro e mecânico de bikes). Assisti muitas séries, alguns filmes (não gosto muito de filmes), muitos documentários. Virei muitas noites vendo TV ou lendo, me desliguei do noticiário, mas fiz muito amor.

O tempo foi passando e o dinheiro foi acabando, felizmente num ritmo menor que o imaginado, a Bia ganhou uma boa grana nesse período o que me ajudou a coçar o saco mais algum tempo e bancou mais algumas viagens. Garanto que toda essa grana torrada no sabático foi a grana mais bem investida de toda a minha vida.

Meu arrependimento é não ter feito um planejamento de coisas a fazer, quando resolvi faze-lo já estava trabalhando novamente e me dei conta que tenho uma lista de mais de 90 coisas pendentes. Essas coisas ficarão para um futuro sabático que será, preferencialmente, feito em conjunto com a Bia.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Atualização - Carteira - Fevereiro/2013

Bom, em virtude dos acontecimentos na blogosfera, ainda não decidi como farei com a divulgação da carteira, por enquanto dei uma enxugada nas informações, mas continuo incluindo valores. Pretendo detalhar cada vez menos os meus investimentos, o que acho secundário em relação as discussões sobre eles.

Novamente o aporte foi de R$ 4.000,00 feito totalmente em FIIs. O Tesouro pagou uns jurinhos que foram reinvestidos na modalidade.

Provavelmente em março farei minhas primeiras compras de ações, estudei muito em fevereiro, reli o WB e Análise de Balanços, estudei balanços no site Fundamentus, assisti a vídeos do Bastter e do Lírio Parisoto. Estou seguro? Claro que não! Sinto muita dificuldade naquilo que a maioria dos blogueiros trata com muita facilidade, mas preciso começar pra aprender. Falarei mais no decorrer do mês.

Gostaria de fazer um desabafo: minha ausência nos últimos dias não tem muito a ver com o rolo do I40 e sim com a bagunça que se alastrou em alguns blogs. Li comentários ofensivos a diversos blogueiros inclusive a mim. A grande maioria dos blogueiros não ganha 1 real para manter seus blogs, muito pelo contrário, eles tem custo, custo de tempo, e um bando de filhos-da-puta perdem seu tempo para ofender! Li ofensas gratuitas a minha pessoa vindo de anônimos que não se dão nem ao trabalho de falar na minha cara, ou seja, no meu blog, ofendem pelo simples prazer de gerar discórdia e ódio. Isso é de cair o cu da bunda!

Li gente querendo hierarquizar os blogs, gente que se acha no direito de dizer quem é ou não é relevante, qual blog é mais ou menos importante, etc. Claro que dentro dos mais de 50 blogs ativos, temos aqueles preferidos, outros que passamos batido, mas isso não é motivo pra menosprezar ninguém! O sol nasce pra todo mundo, o que é irrelevante pra mim pode ser muito importante pra você e vice-versa. A gente só quer trocar conhecimento e ajudar quem busca informação imparcial, não somos remunerados por isso e mesmo assim tem gente desgraçada que vem encher o saco, faltar com o respeito! Porra, a gente quer respeito, só respeito!

Os comentários do meu blog continuarão moderados e publicarei somente os que forem relevantes. Tomarei mais cuidado sobre assuntos pessoais mas não deixarei de publica-los por acreditar que o blog perderá o sentido. Se um dia eu decidir não falar mais sobre minhas ideias, objetivos e experiências simplesmente deixarei de escrever. Espero que os ex-blogueiros continuem prestigiando os blogs que continuam no ar, março está começando e com ele espero que deixemos toda essa confusão pra trás.

Resumo da carteira em 28/02/2013:


Os comentários desse blog são moderados, ou seja, passam pelo meu controle antes de serem publicados. Esse é o motivo pelo qual seu comentário não aparecerá logo após você clicar em "Publicar", portanto não precisa postar 2 ou 3 vezes! Posso demorar, mas publicarei e responderei todos os comentários que não contenham trolagens, intrigas, propagandas e baixo nível.