sábado, 10 de dezembro de 2016

Paixão por Carros?

Aprendi a dirigir com 6 ou 7 anos. Lembro perfeitamente das aulas "teóricas" que meu pai me deu. Nos anos 90 não existia mimimi e crianças viajavam livremente no banco da frente ou no chiqueirinho do Fusca. Comigo não era diferente. Aos 7 anos eu trocava de marcha na Variant 72 do meu pai, ele cantava a marcha e eu trocava: "Corey, 3ª, agora 2ª, 3ª de novo...". Aquilo era o máximo! Aos 9 dirigi sozinho pela primeira vez, um Fusca azul do meu pai (que vivia trocando de carro, fazendo altos rolos) num campo de futebol da cidade dos meus avôs, precisei colocar todo o banco pra frente, enxergava pelo aro do volante e não conseguia pisar na embreagem até o fim . Aos 11 já era "fluente" na direção, dirigindo inclusive sozinho e fazendo pequenas tarefas para meu pai (banco, supermercado, etc). Que saudade dos anos 90... Que pai maravilhosamente retardado eu tive...

O adolescente Corey era famoso na escola por sempre ir às festinhas de carro (de Fusca, porque Fusca não é carro, é Fusca, rsrs!) e obviamente isso me rendeu vários "esquemas" precoces pelos quais serei eternamente grato ao meu velho por entregar um Fusca na mão de um moleque de 14 anos. Embora moleque sempre fui responsável e quando dizia ao velho que ia ao local A eu ia ao local A (com raríssimas exceções) e jamais bebia quando estava de carro.

Aos 15 anos comecei a trabalhar e adivinha meu principal desejo? Claro, comprar um carro! Em casa nunca teve esse negócio de dar presentes de aniversário, dia das crianças, Natal... (super recomendo esse lifestyle, presente é o kct) com carro não seria diferente. Se eu quisesse um carro eu teria que compra-lo. Mais um ponto positivo pro papai Corey que embora uma topeira financeiramente falando, acabou dando uma excelente aula de educação financeira. Com 16 eu já estava motorizado e o desejo agora era fazer 18 anos e tirar CNH!

Isso é um carro, o resto é condução.
A vida financeira evoluiu e carros sempre estiveram no meu horizonte. Sempre queria ter um carro melhor mas graças a Nossa Senhora dos Pão Duro não caí em muitas tentações e não cheguei a fazer muitas cagadas com carros. A cagada mor foi sem dúvidas comprar um sedan top de linha zero quilômetro quando já estava afundado em dívidas, como disse num post recente tudo de ruim aconteceu com esse carro. Ainda bem! Esse carro foi o start pra eu começar a desencanar da cultura automobilística.

A gota d´água veio quando comecei a viajar para o exterior. Percebi que nos EUA Corolla e Civic é igual Uno e Gol no Brasil. Igual não porque eles maltratam esses carros, coisa que normalmente não acontece com os Uninhos brasileiros. Americano tem uma relação interessante com carro: todo mundo tem carro porque precisa de carro. Criança de 14 anos pode dirigir (dentro de algumas regras e em alguns estados) porque isso é necessário. Sem carro, sem perna. Simples! E por isso as pessoas usam carros como meio de transporte e nada mais. Claro que existem carros de luxo, pessoas que mimam seus carros mas isso é exceção. O fato de carro ser acessível faz com que a imagem de "investimento" jamais apareça e pode contribuir pra essa atitude do americano.

Desde então passei de 3 carros (sim, 3 carros para um casal) pra somente 1. Desgostei de cuidar e me preocupar com carro, nesse meio tempo surrei um popular comprado zero (na mesma época do sedan) até o osso. 60.000 só trocando óleo e passei a ver carro como um bem de consumo. Troquei de carro algumas vezes mas sempre devido a algum rolo comercial que fiz, ou seja, usei o carro como moeda de troca o que acaba tornando-os menos passivos.

Hoje já não sinto o mesmo tesão em dirigir o que se tornou uma obrigação e não um prazer. Gosto de dirigir nas estradas americanas mas confesso que isso pode ser boring: as interestaduais são todas absolutamente iguais em qualidade de asfalto, ângulo de curvas, disponibilidade de rest areas e serviços. Uma das experiências que fazem parte de uma viagem para os EUA é dirigir bons carros pagando pouco e gastando praticamente nada em gasolina. Aproveito isso pra dirigir carros diferentes, inacessíveis ou que simplesmente não existem no Brasil; Camaro e Mustang (péssima ergonomia), SUVs fodonas (não curto SUV, prefiro Wagons), sedans luxuosos como Cadillacs, Mercedes, BMW (esses sim são minha praia e meus carros favoritos), V8tões barulhentos e brutos, etc. Mato minhas lombrigas e volto! Já na Europa dificilmente alugo carros, a malha de transporte público é simplesmente perfeita em quase todas as cidades, os trens de longa distância são confortáveis e eficientes, etc. Além disso vamos combinar que carro Europeu é sem graça: pequenos, fracos, diesel... com exceção para os alemães e claro, os fodões italianos.

Saporra é duro como um Voyage 86, faz quase 30km/L de
diesel e tem um câmbio delicioso (e olhe que detesto
câmbio mecânico)
Após dirigir carros fodas percebi que o tesão é mais pela curiosidade que por outra coisa, claro a sensação de poder de estar no voltante de um Porsche, de status por estar numa série 7 é muito legal. Não vou ser hipócrita e dizer que dirigir um carro fodão não causa sensação de superioridade, muito pelo contrário... Porém chega uma hora que você passa a dar menos valor para essas sensações. No quesito carros hoje em dia tenho curiosidades bizarras do tipo dirigir um trator, um FêNêMê caixa seca, um DKW, um Smart... Um dos carros mais divertidos que já dirigi foi um Rabbit (Golf) 1983 diesel de um amigo de um amigo no Texas e um dos mais prazerosos foi um Passat também diesel (será que tenho algum fetiche por diesel?). O Camaro e Mustang são somente rostinhos bonitos, mas um porre pro dia-a-dia. Graças a Deus não cheguei ao ponto de torrar dinheiro comprando carros pra ter prazer em dirigir, eu os aluguei, me diverti e devolvi. Como dizem: “If it flies, floats or fornicates, always rent it. It's cheaper in the long run” (embora casado, concordo com a última parte e acrescento um "drive" na equação).

Dirigir perdeu a graça e cada dia me atrai menos. Repito que uma das minhas vontades é não ter carro, levar uma vida simples numa cidade onde consiga fazer tudo de transporte público ou melhor, a pé. Durante algum tempo quase cheguei nesse ponto em São Paulo mesmo mas a ineficiência do transporte público é gritante. Uma pena porque o metrô de SP é o mais limpo, organizado, acessível e fácil de entender dentre todos que conheço no mundo. Estou ficando velho e isso é nítido. O que dava prazer nos 20 e poucos anos dá preguiça aos 30...

sábado, 3 de dezembro de 2016

De Volta ao Controle de Gastos

(antes de mais nada gostaria de saber se mais alguém não gostou do novo layout do blogger e se existe a possibilidade de retornar ao anterior onde era possível ver numa única página os comentários pendentes de visualização e as visualizações do dia (únicos parâmetros que me interessam))

2017 está batendo na porta e resolvi fazer algo que a algum tempo não fazia: um orçamento e controle de gastos. Fazem pelo menos 2 anos que parei de fazer orçamentos e controle de gastos e foquei no ganho de dinheiro achando que isso era o certo a ser feito e que fazer orçamentos só me fazia perder tempo, tempo esse que seria melhor investido caso ganhasse dinheiro. Bullshit! Pra resumir a conversa: nos últimos 2 anos sem fazer controles acabei socando um monte de dinheiro no orifício anal porque não se controla aquilo que não se conhece, a partir da hora que deixei de acompanhar meus gastos pessoais de perto comecei a perder dinheiro. Fato! Esse "tempo desperdiçado em controlar despesas" com certeza não foi utilizado pra ganhar dinheiro, ou seja, perdi dinheiro e tempo. Não vou entrar em detalhes como e onde perdi dinheiro porque também não estou a fim de chorar sobre o leite derramado, mas posso adiantar que isso aconteceu nas pequenas despesas, nos gastos desnecessários de combustível, nos cafés do Starbucks, nas revistas de aviação, nas compras exageradas de mercado, etc.

Desde que me conheço por gente tenho por costume de fazer controle de gastos e orçamentos. Não faço a menor ideia de como aprendi isso porque meu pai controla gastos da seguinte maneira: tem dinheiro, gasta; não tem dinheiro gasta do mesmo jeito porque o cartão de crédito tem limite. Quando criança juntava os caraminguá que ganhava de "mesada" e dos trampos que fazia, provisionava pra alguma compra que tinha vontade, etc. (observação: eu era péssimo em matemática na escola ao mesmo tempo que sabia dividir despesas grandes em provisionamentos mensais, calculava porcentagem, juros compostos, etc... é, está tudo errado no sistema de ensino). Quando comecei a trabalhar eu criei o método de envelopes (digo criei porque ninguém nunca me apresentou isso, tempos depois fiquei sabendo que outras pessoas faziam o mesmo), tinha diversos envelopes onde separava dinheiro para as despesas corriqueiras: gasolina, garagem, motel, restaurante, etc. Esse método me serviu muito bem até poucos anos atrás quando decidi concentrar minhas despesas no cartão de crédito para ao mesmo tempo simplificar e juntar milhas. Simplificar, simplificou. Fiz algumas viagens "grátis" com as milhas do cartão, além de ganhar upgrades e receber cartões com limites absurdos ou mesmo sem limite. Valeu a pena? Não tenho uma resposta.

O fato é que a facilidade de pagar com cartão faz sim você gastar mais, mesmo quem é controlado, sabe que cartão é uma ferramenta de compra e sabe o valor da fatura de cor acaba gastando um pouco mais da conta... A fatura nem sempre coincidir com o mês, ou seja, as vezes a despesa de um mês será paga só 2 meses depois faz com que se perca um pouco o controle de quanto está sendo gasto naquele determinado mês. Você sente a necessidade de segurar um pouco das despesas mas ao mesmo tempo tem uma big fatura do mês anterior. Viajar com milhas é legal mas é estressante ficar correndo atrás de melhores datas pra viajar, promoções pra dobrar milhas, etc. No fim das contas é melhor comprar uma passagem promocional e fim de papo. Não vejo vantagem no fato de postergar o pagamento de alguma coisa enquanto se ganha juros em cima ou demais operações complexas que as pessoas fazem. Não gosto de dívidas de nenhuma origem, nem boas muito menos ruins. Ou seja, cartão de crédito no momento atual da minha vida não é muito interessante.

Essa vontade de controlar melhor os gastos veio junto com a independência financeira, ok, estamos trabalhando e ganhando dinheiro mas nos comprometemos a viver somente com nossa renda passiva, ou seja, hoje a retirada das empresas vão para uma poupança que estamos fazendo para um período sabático. Todo dinheiro que gastamos é proveniente da renda passiva que obviamente não é tão grande assim, aliás digo que sou financeiramente independente porém não rico. Minha renda passiva cobre com folga nossas despesas básicas mas pra qualquer outra coisa é necessário trabalhar ou tirar dinheiro de outro lugar. Não existe milagre. Dentro desse cenário achei prudente ter um controle melhor de gastos junto com um orçamento que dê um norte.

Pra facilitar abri uma conta sem tarifas e transfiro pra lá os recursos que serão usados para nossa subsistência. Nessa conta são feitos os pagamentos de aluguel, contas de consumo, plano de saúde (tenho dúvidas se vale a pena manter essa despesa, mas é assunto pra outro dia), usamos o cartão de débito pra pagar todo o resto. O aplicativo do banco permite ter um controle dinâmico de onde o dinheiro está indo e isso é muito bom. Depois transfiro tudo pro excel e faço os cálculos. Sei de aplicativos que podem ajudar nisso mas não testei nenhum, aceito sugestões. Estamos no segundo mês dessa estratégia e está se demonstrando bem interessante e fácil de manter mas acredito que o fator fundamental é nossa vontade de fazer esse controle mais rigoroso.

Não estou focando em orçamento porque realmente não sei como será 2017, muita coisa estar por vir... Saber onde o nosso dinheiro vai se mostra suficiente nesse momento. Uma coisa que pretendo voltar a fazer em 2017 é controle dos investimentos como era feito no começo do blog, através da planilha do AdP, tudo certinho (os valores continuarão sem ser divulgados). Hoje tenho tudo na cabeça o que obviamente não é maneira mais eficaz de controlar as coisas. Espero escrever mais sobre esses assuntos "de raiz" que nunca saem de moda ao mesmo tempo que são extremamente importantes em qualquer fase da vida.

domingo, 27 de novembro de 2016

Como a Cadeira Está Destruindo Sua Vida

Esse objeto está te matando
lentamente
Albert Hawman é um maquinista de locomotivas a vapor aposentado, essa semana comemorou 104 anos de idade e deu os seguintes conselhos aos jovens:

"O trabalho era duro mas me fez manter a forma e acho que essa é a razão por eu estar vivendo tanto"
"Eu sempre tentei cuidar de mim mesmo e vivi uma vida limpa"
"Poucas pessoas da geração atual gosta de fazer trabalhos pesados mas mesmo assim ele irão pagar pra ir a uma academia e se exercitar"
"Eu nunca tive que ir a uma academia na minha vida, sempre me exercitei através do meu serviço pesado e acho que mais pessoas deveriam fazer o mesmo"

As palavras do Sr Hawman parecem óbvias mas poucas pessoas se dão conta disso. Tenho certeza que a grande maioria das pessoas que acompanham esse blog trabalham sentados numa cadeira o dia inteiro e isso está mantando-as aos poucos. Trabalhar sentado é na minha opinião uma das maiores causas de stress e irritabilidade relativo ao trabalho, explico: veja que a grande maioria das pessoas que trabalham sentadas são as que cumprem o horário padrão de 9 as 17 de segunda a sexta, ou seja, o sonho de consumo de muita gente, mesmo assim reclamam de maneira absurda. Por outro lado pessoas que trabalham de pé ou se movimentando bastante como vendedores e pessoal do comércio trabalham em fins de semana, madrugada, horários malucos e parecem ser mais felizes e principalmente saudáveis.

Nunca trabalhei sentado por muito tempo, tenho uma relação pessoal com meus funcionários e cumpro diariamente praticamente todas as funções da loja, ensino pelo exemplo (até porque não tenho paciência de explicar coisas, fazer reuniões, etc, as pessoas que aprendam me vendo trabalhar), logo estou sempre me movimentando, fico de pé o dia inteiro e raramente sento pra fazer alguma coisa. Não tenho problema algum em ficar de pé 12, 14 horas por dia. Cansar é óbvio que cansa mas nada que uma noite de sono não resolva. Por outro lado uma das coisas mais estressantes pra mim é ter que viajar de avião e ficar sentado 10, 12 horas, puta que pariu, isso me arrebenta fisica e psicologicamente.

Sr Hawman era maquinista de locomotiva a vapor e podemos imaginar o quão pesado esse serviço era. O ambiente era péssimo, um calor do caralho vindo da fornalha e vento/chuva/neve vindo do ambiente. Barulhos por todos os lados, responsabilidade por estar com a vida de várias pessoas em suas mãos, comandos totalmente mecânicos, nenhuma ajuda eletrônica... Enfim, dá pra imaginar como era foda esse trampo. E o cara tem 104 anos de idade! Porra, será que ficar sentadinho numa sala climatizada é o melhor pra sua saúde? Hoje vemos uma geração de gente doente, crianças com caralhadas de alergias e intolerâncias alimentares que a 5 anos atrás ninguém nem conhecia (isso é motivo pra outro post). Internações são frequentes e vistas como algo comum, todo mundo toma ao menos meia dúzia de comprimidos por dia, antidepressivos são consumidos como bala 7 belo. Tem alguma coisa errada aí...

Já frequentei academia (até fiz um post meio polêmico aqui no blog), já tentei crossfit, já me matei correndo... Bullshit! Nada disso seria necessário se a gente colocasse exercícios na nossa rotina diária, assim como o maquinista indiretamente fazia. Veja como pedreiros costumam ser fortes e quase nunca pegam doenças mesmo abusando da cachaça e gordura. Um tio-avô morreu aos 102 anos de idade segurando a enxada, fumava desde os 10 anos, tomava cachaça diariamente e comia porco da lata (costume espanhol de conservar carne de porco mergulhada numa lata de querosene cheia de banha de porco). Meu tio-avô nunca soube o que era ar condicionado...

Desde que comecei a levar o minimalismo de maneira mais séria tenho parado pra refletir sobre as coisas que fazemos de maneira automática sem considerar uma alternativa. Academia é uma dessas coisas que eu achava indispensável e que hoje vejo como algo totalmente inútil. Veja que tudo parte do princípio que eu quero apenas me exercitar, manter meu corpo em movimento, força-lo a se cansar, etc. Eu não quero ficar musculoso, com barriga tanquinho e trapézio deformado, nada contra quem tem esses objetivos mas isso definitivamente não é pra mim, eu quero é ter a ótima sensação "pós treino" mas sem treinar, entende? Uma das maneiras que encontrei de obter isso é tão idiotamente simples que tenho até vergonha de falar: andar a pé.

Você sabia que num passado não muito distante as pessoas não tinham carros, metrô, aviões, não sabiam como domar cavalos e então pra se locomover usavam uma coisa chamada "perna"?! Parece incrível essa descoberta! Sim meus amigos eu me mantenho fisicamente ativo andando a pé! Simples assim! De casa pra loja são 4km, ou seja, 8km por dia que cumpro em 35, 40 mim each way. Não estou falando de bike (que por sinal adoro), estou falando de algo muito mais simples e acessível: andar a pé! Porra, é óbvio, por que não?! Caminhar não requer investimento algum, não tem gasto algum a não ser o energético, não existe exercício mais minimalista que esse.

Ah, já sei, a turma do "você-precisa-de-um-tênis-assim-assado-caso-contrário-vai-destruir-seu-pé" vai aparecer argumentando que é preciso investir sim, afinal não existe tênis com tecnologia própria pra caminhada diária por menos de 500 reais. Bullshit 2! Um conhecido caminhou ida e volta pro trabalho durante 20 anos usando bota de firma com bico de aço. Sabe o que aconteceu com ele? Se aposentou e foi morar na praia, vendendo coco, empurrando um carrinho de 7985489765465 quilos na areia fofa, com chinelo havaiana durante 8 horas por dia.

Se você não consegue ir a pé para o trabalho e fica o dia inteiro sentado talvez precise mesmo apelar pra academias como ferramenta pra ter um mínimo de preparo físico, mas se você tem a possibilidade de agregar exercício no dia-a-dia do seu trabalho, mermão, faça-o e não se arrependerá. Tente ficar mais tempo em pé, se você trabalha em casa monte seu home office de maneira que você consiga ficar confortavelmente de pé. Considere mudar totalmente seu trabalho, mudar de atividade mesmo, de maneira a colocar mais exercício na sua rotina e associar o ato de ganhar dinheiro com o de ficar saudável. Procure hobbies que te destruam fisicamente... Enfim, existem várias maneiras. Talvez você não consiga ter a mesma saúde de maquinista de locomotiva a vapor mas com certeza terá uma vida menos podre que seus pares.

Assim como ecologia, saúde é um assunto muito modinha e cheio de dogmas idiotas, necessidades estúpidas que só levam a consumismo idiota (em breve um post sobre como ser um capitalista com personalidade socialista). Você não precisa torrar horrores de dinheiro pra fazer as coisas, exercício muito menos! O corpo humano foi feito pra se exercitar, não precisa gastar dinheiro com isso!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Sobre a Black Friday


Sou capitalista mas nem por isso saio comprando tudo por aí, melhor que comprar na Black Friday é vender na Black Friday. Não entendo as "dicas de economia na black friday", brother se você não precisa, não compre e ponto final. Não sei que fogo no rabo que as pessoas possuem de comprar coisas, não existe motivo racional pra se trocar de celular todo ano (muito menos pra ter celular de mais de mil reais), TV então nem se fala, troca-se quando pifa ou estar totalmente obsoleta (como fiz ano passado, na black friday, trocando meu dinossauro de tubo), é simples, muito simples. Julius está mais do que certo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Meu Guarda Roupa Minimalista

ATENÇÃO: ESSE NÃO É UM POST SOBRE A "VERDADE" OU A MELHOR MANEIRA DE ENCARAR ALGO, SOMENTE "MEU" PONTO DE VISTA E COMO "EU" FAÇO. VOCÊ NÃO PRECISA SEGUIR O QUE FALO AQUI NEM CONCORDAR, OK? NÃO SOU MELHOR NEM PIOR QUE VOCÊ POR TER ESSE LIFESTYLE.

Vocês pediram, eu atendo. Hoje vou começar a falar sobre como encaro vários aspectos da minha vida com foco minimalista e prático, o tema de hoje é roupas.

Assim como grande parte dos homens, não tenho muito saco pra roupa, não tenho ideia como combinar peças, detesto comprar roupa (um dos dinheiros mais mal empregados na vida) e não penso muito nisso. Como tudo na vida tento levar isso da maneira mais prática possível. Uma das grandes vantagens de ser homem é poder se vestir de forma simples e atemporal, ainda tenho peças de roupas de 15 anos de idade compradas na galeria do rock

Praticamente não uso roupas "minhas" no dia-a-dia. Desde que comecei a trabalhar minhas principais roupas são os uniformes de trabalho que usei e continuo usando, por se tratarem de roupas "normais" posso sair de casa com uniforme, ir ao mercado, andar na rua sem maiores problemas com isso. Esse simples fato me fez deixar de gastar uma pequena fortuna com roupas todos esses anos. Além de evitar gastos desnecessários com roupa, usar uniforme diminui drasticamente a quantidade de peças que devo ter. Por exemplo, mantenho sempre de 4 a 5 camisas do uniforme que duram ao menos 2 anos... Além do uniforme tenho também umas 3 camisetas e umas 2 polos, 2 blusas de moletom e uma jaqueta. Não tenho roupa social por um motivo simples: não uso. Quando vou em algum evento que exija roupa social, eu alugo.

Calça preciso somente de 2, porque vamos ser francos, dá pra usar uma calça tranquilamente durante 7 dias sem maiores problemas (ao menos que você se cague com frequência). Uma calça é a minha principal, a outra é a que uso enquanto a principal está lavando e pra sair. Compro somente peças neutras que possam ser usadas em qualquer ocasião. A calça que uso no trabalho é a mesma que vou pra balada. Compro somente calças boas, geralmente Levis (nas Ross Dress For Less da vida) ou Wrangler de 10 dólares no WalMart americano.

É óbvio que não tenho pijama porque não existe coisa mais inútil que pijama (aliás tem sim, é bolso em pijama). Pra ficar em casa e dormir uso calça de moletom de 10 reais do Extra (compradas a uns 7 anos) e camisetas do ano 2000. Cuecas e meias renovo todo ano porque desgastam com mais frequência e claro, nada de comprar coisas caras: cuecas normalmente compro Zorba no Extra (sempre tem promoção, boxer por 10 ou 12 conto) e meia de pacotão daquelas com 12 pares. Não dá pra comprar cueca nos EUA, o saco do americano deve ter 8 bolas...

Calçado: uso tênis Nike ou Reebok, modelos de entrada comprados a normalmente 2 por 50 Trumps nos outlets americanos. O tênis que vou trabalhar é o mesmo que faço corrida, ando de bicicleta, vou no mercado, visito minha mãe, vou no churrasco e na festa de aniversário do filho do fulano. Geralmente eles duram em torno de 1 ano. tenho 1 sapatênis de 10 anos que uso pra sair a noite e 1 par de havaianas (usados até o osso, com direito a prego e tiras compradas na feira).

Não uso boné (adorava quando moleque), corrente no pescoço (aliás, acho feio pra kct), brinco e anel (somente aliança que aliás é a mais fina que encontrei e é a mesma desde do noivado). Minha carteira foi comprada em 2005 de um mascate no balcão da loja. Além disso tenho algumas peças avulsas como uma muda de roupas na loja (nunca se sabe...), capa de chuva e luva de moto e umas 2 bermudas. Tudo cabe em uma porta e uma gaveta do meu super-mega-sofisticado guarda-roupas das Casas Bahia.


Legal, homens bem vestidos... acho bacana... mas não
tenho paciência pra isso...
Tenho pavor só de imaginar o tormento que deve ser a vida de um advogado ou gerente de banco com ternos, camisas, gravatas. Puta-que-pariu, me dá desespero só de pensar! Jamais conseguiria lidar com isso! Concordo que a roupa que você veste pode ajudar ou atrapalhar em certas ocasiões, já me fantasiei de empresário (com roupa social e sapato) pra fechar um negócio, já usei roupa como ferramenta, mas agradeço aos céus por terem sido ocasiões pontuais.

Bia não é muito diferente de mim, claro que por ser mulher ela tem talvez o dobro de peças de roupas que eu tenho mas mesmo assim isso é ínfimo perante a montanha de roupas que a grande maioria das mulheres possuem. Tanto ela quanto eu passamos mais de ano sem comprar sequer uma peça de roupa, fazemos uso da ferramenta de troca, ou seja, quando entra uma peça nova, sai uma velha pra doação, logo não há acúmulo.

Porra! Estamos em 2017, esse objeto já deveria
ter sido extinto a muito tempo...
Manutenção de roupa também é algo que levamos de maneira simples. Durante o tempo que moramos no studio lavávamos as roupas na lavanderia do prédio (sistema americano) o que era muito prático pois as roupas já saiam secas. Quando nos mudamos pro apartamento atual precisamos comprar uma lavadora (usada, 300 reais de um conhecido) mas nem passou em nossa cabeça comprar uma sofisticada-cheia-de-eletrônica-e-coisas-que-podem-dar-problema lava/seca, não há motivo pra gastar energia secando roupa quando se tem sol e vento dentro de casa .Nunca tivemos frescura cuidado de separar peças coloridas de brancas, usar produtos diferentes, etc. É tudo junto e misturado e com o mesmo sabão e amaciante. Passar roupa? Ahahahahahahahahahahahahahahaha, jamais.... Até temos ferro mas fazem alguns anos que ele não é ligado. Comprar roupas que não precisem passar é fundamental!

Não sei mensurar mas tenho convicção que esse approach simplista nos fez economizar uma pequena fortuna em dinheiro e principalmente tempo se preocupando com roupas. Como já disse várias vezes, minimalismo é algo que vem naturalmente, se simplificar for um incômodo sinal que você está forçando demais a barra. Simplifique com simplicidade e seja feliz!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Cabeça de Pobre x Cabeça de Rico

Ostentação: todos gostamos, somente os tontos fazem.
Conheço Jean e Maurício desde a escola, não os considero amigos (até porque esse lance amigo é muito relativo, papo pra outro post) mas são colegas, nos encontramos sempre nos churrascos de confraternização do pessoal da escola e nos grupos de zoeira/putaria do whatsapp.

Jean sempre foi um bon-vivant, viagens ao Guarujá todo final de semana, férias em Camboriú, só usava roupas de marcas, tênis da modinha eram trocados todos os meses, em 99 seu pai andava de Silverado do ano, moravam numa baita casa num bairro nobre da cidade. Ao terminar o colégio tudo foi farra, Jean morou uns tempos no sul, se gabava de pegar várias gaúchas, andava de carro bom, torrava fortunas nas baladas... Desde essa época a gente sabia que o pai de Jean era um picareta, teve vários carros retomados pelo banco, ordem de despejo por não pagar aluguel, ameaça de prisão, etc. Jean nunca fez faculdade mas deu certa sorte por surfar no boom da economia entre os anos 2003 e 2013, ganhou um bom dinheiro trabalhando com algo legal porém totalmente volátil. Como torrou todo e qualquer centavo que ganhou nesses 10 anos, quebrou totalmente quando a economia esfriou, ou pior ainda, saiu do seu negócio devendo até as cuecas pra um monte de gente. Foi trabalhar numa loja "ganhando somente o do cigarro" como ele orgulhosamente me contou. Não entendo como certas pessoas se orgulham de terem quebrado, de torrarem toda sua grana com cachaça... Jean fala com orgulho que a 3 anos andava de Mercedes e hoje de busão, que torrava 2k numa balada, que sempre gastou todo o dinheiro que tinha no bolso, que saia 6x por semana, etc. Vergonha alheia é o que sinto ao ouvir essas histórias...

Os pais de Maurício sempre tiveram uma condição financeira legal, em 99 tinham um carro 92 top de linha comprado zero, moravam num confortável porém pequeno sobrado numa região razoável da cidade. Maurício nunca foi de sair muito, não curtia muito nossas bebedeiras de adolescente mas estava sempre conosco, jogava bola com a molecada, era social porém discreto. Fez uma engenharia numa faculdade de bom nível, arrumou um bom emprego onde evoluiu razoavelmente rápido. Nesse meio de tempo comprou um carrinho popular completo, um apartamento tipo MRV e se casou. A vida ia muito bem até que numa mesma semana recebeu duas notícias: a boa é que seria pai (filho muito desejado), a ruim é que fora demitido. Engenheiro sem emprego num país no buraco, as chances de recolocação eram terríveis, 2 meses depois Maurício ainda não tinha conseguido arrumar outro emprego.

Ano passado nessa mesma época encontrei Jean e Maurício, abaixo explano seus respectivos planos pra sair do buraco:

Jean: "vou comprar um carrão, uma nave, tipo um Jetta TSI ou uma BM financiado no nome da minha namorada, aí faço um esquema com fulano, vendo o carro no valor cheio, pago a grana e quito minhas buchas, aí empurro de barriga o financiamento, pagando no protesto..." Bom, não entendi porra nenhuma desse plano maluco, só sei que ele queria fazer algum 171 nervoso e ainda envolver a namorada, pior ainda é saber que o cara não tem o menor pudor de sair falando esses planos bizarros pra outras pessoas, nem amigo dele eu sou, conheço a 20 anos mas isso não quer dizer que somos amigos... tenho dó porque sei que Jean no fundo é um cara legal, somente teve uma educação porca e acredita que não há o menor problema de fazer esses esquemas malucos e criminosos.

Maurício: "cara, não consegui nada, tá foda na minha área... Semana passada decidi fazer um teste, aluguei o carro de um amigo, porque o meu não serve, e comecei a fazer Uber... é um teste pra ver se da certo ou não, se tudo correr como previsto mês que vem compro um carro adequado... tá indo bem, tenho uma meta diária de faturamento que dificilmente não bato, mas quando isso acontece um dia cobre o outro, tenho planilha de controle dos gastos com combustível, celular, água mineral... Vamos ver, espero que dê certo..." Maurício começou no Uber com uma abordagem profissional, encarando como um empreendimento onde há investimento, despesa fixa e variável, etc. Ele tinha seu carrinho e apartamento quitado e depois descobri que tinha, em sociedade com um irmão, um imóvel de aluguel. Cabeça um pouco diferente, não?

Semana passada encontrei Jean e Maurício novamente, veja os updates:

Jean: "cara, me levantei, tô trabalhando novamente na área e tá devagar mas tá dando pra sobreviver... tô andando com essa nave aí (apontando para o hatch de 80k)". Não quis me aprofundar mas provavelmente o golpe negócio de Jean deu certo, tenho plena convicção que aquele carrão estava totalmente financiado e provavelmente com parcelas em atraso, também sei que outro revés da economia e Jean estará completamente fudido novamente, ou talvez preso mesmo. Ele está feliz, então ok...

Maurício: "O Uber deu certo, comprei um DeLorean (nome meramente ilustrativo) 2012 adequado até para o Uber Black, só não serve por causa do ano, mas comprei de propósito porque consigo fazer Uber X com um carro de Uber Black e ter ótimas avaliações, além de mais conforto pra dirigir, coloquei GNV, fiz um curso pra aprender a dirigir melhor e ganhar mais, hoje tenho uma agenda de trabalho buscando rodar nos locais e horários que rendem mais. Consigo ter mais tempo pra minha filha e esposa. Tô gostando bastante, não ganho o mesmo que na firma mas dá pra viver muito bem... Vejo um monte de nêgo reclamando que Uber não dá mais dinheiro, que é escravidão, mas poucos sabem o que estão fazendo... " Veja que a abordagem profissional que Maurício encarou o Uber trouxe muitos resultados positivos, sem dúvidas a cabeça de solucionamento de problemas que engenheiros possuem ajudou muito. Ele está tranquilo, adaptou o trabalho ao ritmo familiar e ganha dinheiro pra tocar a vida,.. (em breve um post comentando sobre oferecer mais por menos, exatamente o que Maurício faz).

Assim como eu Maurício é discreto em relação a sua vida financeira, deve ter aproveitado muito bem os anos de gordos salários na "firma" pra formar patrimônio, talvez ele seja um blogueiro e a gente não saiba, rsrs! Hoje pode se dar ao "luxo" de ganhar menos mas tem tempo pra ficar com sua filha pequena, que crescerá na presença do pai o que sem dúvida alguma é fundamental. Por outro lado Jean é espalhafatoso, sai contado detalhes da sua vida pra todo mundo e vive na merda. Por mais que ele ache que não por estar andando de carro top e torrando novamente como se não houvesse amanhã, a gente sabe que ele não está bem e que a vida dele é de merda porque vive no fio da navalha, qualquer escorregada ele se cortará.

Um dos primeiros livros que li quando comecei a buscar educação financeira foi o "Segredos da mente milionária", que em resumo diz o seguinte: uma vez com mente de pobre, você sempre será pobre, não importa o que aconteça na sua vida. Esse é o caso dos pobretões ganhadores de loteria que voltam a ficar na bosta pouco tempo depois. Por outro lado se você tiver cabeça de rico, pode passar por apuros mas sempre vai se levantar porque sua mente é programada pra ser rico. Esse é o caso dos milionários que quebram e pouco tempo depois se reinventam.

Trazendo esse ensinamento do livro pra mais próximo da realidade e sem usar extremos vejo que Jean é a típica mente pobre, programada pra ser pobre eternamente. Ele busca uma falsa riqueza e felicidade em coisas materiais que possam faze-lo parecer rico, Maurício é a "mente milionária" que sempre teve cautela com sua vida financeira e aproveitou um baita de um revez que poderia fode-lo pro resto da vida pra criar uma nova vida profissional, perdeu rendimentos, mas ganhou tempo com sua família.

Particularmente acho que minha mente tem muito de "pobre", talvez herança do meu pai que a vida inteira tentou ser rico sem se preocupar com a estabilidade financeira, que sempre que pode usou de bens materiais como alavanca social, que nos anos 90 colocava seu American Express verde na frente dos outros cartões pra se sentir o fodão (ele mesmo dizia isso com todas as palavras) quando chegava num comércio e "sem querer" colocava a carteira aberta em cima do balcão; que fumava Derby mas quando ia a alguma reunião da família comprava Carlton, etc. Mas essa mesma mente pobre herdada do meu pai luta com a mente milionária que brotou na minha cabeça na tentativa de não repetir as cagadas do velho e a promessa que naturalmente fiz pra mim mesmo de "nunca quebrarás". Mente pobre e mente milionária pode sim ser trabalhada e melhorada, uma prova é o tanto de gente na blogosfera que passou de fracassado fudido a investidor.

Sempre digo que adoro ouvir histórias financeiras, sejam de sucesso ou fracasso, anti-modelos são mais importantes que modelos. Pensando em Jean e Maurício me faz crer ainda mais que meu modelo de vida está nos trilhos certos.

domingo, 13 de novembro de 2016

A Nova Blogosfera de Finanças

Comecei o blog no início de 2012 inspirado principalmente por 3 pessoas: o Parar de Trabalhar, o Pobretão e o Viver de Renda. Desses somente o grande VR está entre nós. Além desses, poucos colegas contemporâneos sobreviveram entre eles o Além da Poupança cuja planilha de rentabilidade criada por ele se tornou o padrão brasileiro, sinto saudades diárias da Ostra cuja contribuição (no pouco espaço de tempo que se fez presente na blogosfera) foi algo fora de série (acredito que ela ainda está entre nós nem se for como expectadora). Nesse meio tempo vi blogs vindo e indo mas o resumo disso tudo é um só: tenho muito orgulho de fazer parte da maior rede de evangelização da educação financeira e investimentos que o Brasil já viu!

Companheiros de blogosfera, a verdade é uma só: SOMOS FODAS! Sim, somos muito bons no que nos propomos a fazer, claro que sempre rola uma treta aqui, outra ali, mas isso é inerente da natureza humana. Juntos criamos uma rede de informação intrincada que pode mudar a vida de muita gente de maneira positiva. Qualquer cidadão que quiser pode aprender muito coma gente, desde como não ser pobre até como se tornar rico, rsrs!

Fiquei alguns meses off-line e quando retornei vi que temos vários novos colegas, aliás acho que temos uma blogosfera paralela tamanho o número de blogs novos que recebemos em 2016. É uma saudável renovação de conteúdo, inovação em linguagem e histórias. Isso é muito, muito legal! Acredito que falta uma integração entre nós, os veteranos, e o pessoal da nova geração (porra, me senti um velho falando assim!) porque navegando pelos blogs novos percebi que vários não possuem sequer um blog veterano em seu blogroll, existe um ranking de rentabilidade entre eles, etc. Não é ciúmes, inveja, nada disso, é somente fato. A blogosfera está crescendo exponencialmente assim como aconteceu lá em 2012 quando comecei, lembro-me que na semana que iniciei o blog vários outros surgiram e o mesmo está acontecendo agora.

Diariamente vejo gente aparecendo nos comentários pedindo pra passar em seus blogs e adicionar no meu blogroll. Infelizmente não consigo visitar o blog de todos e também não tenho critérios concretos para adicionar no meu blogroll, por esses motivos não adiciono todo mundo. Desculpe! Dou uma sugestão, alguém poderia criar uma página ou uma ferramenta, anyway, alguma coisa que pudesse concentrar todos os links dos blogs e que fosse divulgado em todos os blogs, facilitando dessa forma o conhecimento do que há de novo.

Uma coisa muito interessante que percebi ultimamente é a profissionalização de alguns blogs, destaque pro nosso companheiro UB com seu excelente Abacus Liquid, o Viver de Construção e a novata Gatinha Investidora, esses dois últimos escritores compulsivos com tanto (bom) conteúdo que se torna quase impossível de acompanhar! É nítido que a quantidade de informação, os debates e dados contidos na blogosfera podem transformar a vida de ao menos pequena parte da população. Hoje só não controla sua vida financeira quem não quer.

Fico muito contente por compartilhar meu conhecimento e fico extremamente alegre quando alguém comenta que mudou pra melhor algo em suas vidas devido algum texto que escrevi. Não pretendo profissionalizar meu blog, ele passou somente por uma mudança de layout (bem no comecinho, por sugestão de leitores que não curtiam ler com fundo preto), tem aspecto primitivo e amador, não controlo números (só sei que tenho cerca de 600 a 1300 visualizações por dia), enfim, sou amadorzão mesmo, rsrs! Pretendo continuar assim até porque com o número de acessos que tenho hoje consigo interagir com todo mundo, responder os comentários, não atraio tantos haters, etc.  Gosto de coisas simples e assim deve ser meu blog. O intuito inicial do meu blog era falar sobre investimentos, logo isso se dissipou e comecei a colocar outros assuntos, de acordo com o momento da minha vida. Ele se tornou mais um compilador do que passa na minha cabeça que outra coisa. Os leitores acompanharam esse ritmo e cá estou, quase 5 anos na internet. Infelizmente não posso escrever sobre vários temas que tenho vontade, também não posso ser tão transparente como queria porque muita gente não tem maturidade pra discutir temas polêmicos. Percebi no decorrer desses anos que polêmica não é comigo...

Enfim, esse post é mais um agradecimento aos companheiros de blogosfera por todos esses anos de parceria, agradeço por tudo que já aprendi e continuo aprendendo por esse canal maravilhoso e espero que isso dure muitos e muitos anos, se renovando e ficando melhor a cada dia. Parabéns pra gente!
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