segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobre a Dilma, Preconceito e Bola pra Frente

É simples: mais 4 anos de PT! Nossa presidAnta foi reeleita com compras indiretas de voto, campanha forçando a divisão do Brasil, blá blá blá... Todos estamos carecas de saber disso, mas vamos combinar, não adianta ficar de choradeira. Direitistas estão de choradeira assim como esquerdistas costumam fazer.

A realidade é que o Aécio não seria o salvador da pátria, é óbvio (e ele nunca escondeu isso) que os programas sociais continuariam e que ele viraria isso a seu favor para garantir uma possível reeleição. Portanto, meu amigo, mesmo se o azul ganhasse você continuaria sustentando a vagabundagem através das bolsas, a corrupção continuaria e você continuaria a reclamar do Brasil (com todo o direito e razão). Ficou louco Corey? Virou esquerdopata? Não, claro que não! Eu somente tento ser pragmático e racional perante tudo na vida e estou vendo muita gente agindo com todos os sentimentos, menos com a razão. Votei 45, aliás, nem me lembro a última vez que não anulei o voto. Fiz minha parte, não deu certo, mas estou com a consciência tranquila que ao menos tentei trocar o ladrão. Acho que esse é o sentimento que todos os amigos que votaram no 45 deveriam ter em mente.

A vida continua, você vai continuar trabalhando e sendo estuprado pelo governo através dos impostos. Se o Aécio ganhasse isso não ia mudar. Você vai continuar poupando para a independência financeira, a bolsa vai continuar caindo e subindo, o dólar idem. O Aécio também não mudaria isso. Sabe a única coisa que a reeleição do vermelho mudou na minha vida? Vou repensar minha estratégia de IF, começo a achar que vale mais a pena jogar todas as fichas no plano de emigração.

E falando em emigração, vi no Facebook da Bia a quantidade de posts ofensivos e xenofóbicos contra nordestinos e fiquei um tanto assustado. Confesso que concordo com o argumento "separatista", mas ele é totalmente falho, impraticável e utópico, além de ser preconceituoso. Logo no começo do blog eu falei sobre preconceito, continuo achando que não há nada de errado com o preconceito em si, acredito que o preconceito é criado por aquele grupo que sofre o próprio preconceito, mas daí a pessoa levar isso como verdade absoluta já são outros quinhentos...

De onde vem o preconceito contra nordestinos aqui no sul e sudeste? Vem do próprio comportamento do nordestino (atenção, estou no direito de falar porque sou nordestino e convivo diariamente com vários) que no geral é barulhento, tem sotaque forte, não se enquadra no padrão de beleza europeu que nós homens tanto gostamos, etc. Outro problema com nordestinos é que nós temos fama de preguiçoso. Faz sentido, já conheci muito "baiano" que vive encostado nos outros, mas também conheço muitos (muitos mesmo) nordestinos que vieram pra SP e fizeram fortuna, sabe como? Trabalhando! E essa galera normalmente tem pouco estudo e não tem a menor ideia do que quer dizer ação preferencial. Por isso que digo: o trabalho quebra todos os preconceitos, se você é trabalhador, pode ser preto, pobre e feito que será (ou pelo menos deveria) ser respeitado. O nordeste não é só gente ignorante (no sentido literal da palavra: gente sem escolaridade), tem muito "dotô" por lá, mas infelizmente o paulista convive com o nordestino mais sofrido e menos escolarizado. O preconceito é enraizado em fatos e ninguém pode esconder isso. Não estou aqui pra defender o nordeste, tampouco sou daqueles que dizem ter "orgulho da cultura do nordeste", nada disso. Só quero fazer a galera refletir um pouco sobre o assunto. E mando um recado para os patrícios do NE: querem respeito? Não querem ser discriminados? Simples! Ajam, parem de frescura, parem de perseguição e vão pra cima: estudem, trabalhem, larguem esse câncer chamado bolsas assistencialistas.  

Uma das coisas mais nobres e que mais admiro em uma pessoa é a capacidade de ação. O cara deixar seu local de origem e tentar uma vida melhor em outro é por si só, digno do mais profundo respeito. O nordestino ignorante trabalhando na construção civil em São Paulo está na mesma situação que o dentista paulista que trabalha como pintor em Miami. Não importa a distância, ambos saíram da zona de conforto e buscaram uma vida melhor. Tiro meu chapéu para ambos. Quer outro exemplo? Os haitianos que estão invadindo o Brasil, um amigo que trabalha na construção civil empregou alguns haitianos e agora está desesperado em busca de mais. Trabalham duro e não reclamam. Já já vai vir uma galerinha reclamar que estão tomando o emprego do brasileiro (assim como os rednecks fazem nos EUA), mas quantos brasileiros trabalham sem reclamar?

Mudei muito nas últimas semanas, deixei um pouco o pessimismo de lado e abracei o realismo. Por isso sei que com Dilma ou Aécio, vou continuar a ser abusado pelo governo corrupto e incompetente. Sei também que se eu não me mexer e correr atrás da grana, ela não vai cair no meu colo. O Brasil está longe de ser o melhor lugar do mundo pra se empreender e viver, mas é o que tenho de ferramentas no momento, portanto, vou em frente... Liguei o "foda-se" e estou indo em frente, independentemente de partidos políticos, previsões apocalípticas e opiniões alheias.

sábado, 25 de outubro de 2014

A Compra da Loja Nova

Hoje começarei a falar um pouco sobre minha loja nova. Para você que caiu de para-quedas agora, aconselho a leitura do post onde falo sobre o início das negociações (leia aqui). Pra resumir: um corretor de comércios encontrou um bom negócio, uma loja localizada num baita ponto comercial, num bairro classe média-alta de São Paulo, a empresa estava a mais de 30 anos na mão do mesmo proprietário (doravante chamado Seu João), extremamente cabeça dura, que entre outras bizarrices relaxou totalmente na manutenção da loja e estava pedindo um preço totalmente fora da realidade. Para tornar o post mais interessante e ao mesmo tempo não me expor demais, adotarei a mais nova unidade monetária chamada Banana (Ba$), Ba$ 1 não vale R$ 1, ok?

No início das negociações Seu João estava pedindo Ba$ 300 mil pela loja cujo faturamento, segundo ele, era de Ba$ 30 mil. Duvido que a empresa tinha esse faturamento, com sorte Seu João faturava Ba$ 20 mil, não tinha como ele saber ao certo porque não tinha controles por escrito (informatizado então...). Enfim, se o faturamento fosse realmente os Ba$ 30 mil, o preço da loja seria no máximo de Ba$ 150 mil (muito bem pagos). O corretor tentou negociar, mas Seu João recusava-se a largar o osso, até que um fato aconteceu...

O Concorrente Predador

Dias depois de visitar a loja, fiquei sabendo no meu bar de estimação (todos devem ter um bar de estimação, me lembrem de escrever sobre isso) que um grande concorrente, daqueles bem porra louca estava para montar uma filial perto da loja do Seu João. Fiquei com aquilo na cabeça, pensei que seria uma boa hora para cutucar novamente Seu João, afinal o concorrente doidão não me oferece tanto perigo quanto parece. O lance dele é vender barato, o meu é atendimento decente, ou seja, duas características bastante distintas, sem contar que já "luto" com ele na loja antiga (é um dos meus principais concorrentes). Não foi preciso, dias depois o corretor me liga e diz que Seu João estava disposto a negociar.

Marquei uma reunião na loja, o corretor, Seu João e seu filho estavam presentes. A presença do filho me deixou animado, eu sabia que ele estava lá para puxar o pai para a vida real, era um sinal que o negócio poderia acontecer mais facilmente. O velho já começou as negociações com Ba$ 250 mil, o corretor foi mediando as partes, fiz um teatrinho básico sobre o concorrente fodão, disse que eu não sabia se queria a loja porque sabia que o cara iria abrir uma loja nas proximidades, que o velho demorou pra fechar, ficou fazendo cu doce, mi mi mi,,, Como negociações são coisas fantásticas, prazerosas e empolgantes. Você finge alguma coisa, o cara finge que acredita e vai em frente... Disse que por aquele valor eu nem começaria a negociar, o filho tomou a frente, mandou o velho ficar quieto e disse que me ligaria.

No dia seguinte o corretor me liga, marcamos outra reunião. Dessa vez o papo foi todo com o filho que já começou a conversa com Ba$ 200 mil. Disse que meu preço era Ba$ 70 mil no cash. Houve um momento de tensão, mas o cara ficou de conversar com a família. No outro dia, o corretor me liga e faz uma outra proposta, colocando uma grana de entrada, umas prestações mensais, umas anuais, carência... Enfim, uma complicação do cacete. Bati o pé no valor de Ba$ 70 mil no cash. Passaram-se algumas horas, o corretor liga novamente. Marcamos outra reunião...

Chegando lá percebi que eu estava no meio de uma reunião de família: filhos, esposa, genro... Todo mundo estava lá para fazer o velho assinar os papéis. Acabamos fechando em Ba$ 75 mil o que considerei um ótimo negócio. Fiquei sabendo que o velho é dono de metade da vila, incluindo o prédio da loja (agora sou seu inquilino); tem propriedades na Europa, litoral e interior de SP. Típico caso de gente que trabalha por doença, por vício.

O Pagamento

Para pagar, utilizei a grana do meu negócio B (quem se lembra dele?), meu carro (estou de carro alugado), além de uma boa fatia da poupança da independência financeira (falarei mais no fechamento do mês). Precisei de recursos não só para fechar o negócio mas também para e mega reforma que fiz na loja. Ao todo a reforma consumiu Ba$ 30 mil dos Ba$ 20 mil previstos. Renovei absolutamente tudo, a loja ficou linda (assunto para outro post).

Portanto a loja encontra-se paga e reformada. A única "dívida" que tenho é com fornecedores pois achei melhor estocar a loja utilizando financiamento próprio deles que é praticamente sem juros (ganho um descontinho quando compro a vista) e com a minha loja antiga, ou seja, devo para eu mesmo porque realoquei estoque. Ao fazer transferências os gerentes dos bancos ficaram loucos tentando me vender empréstimos, que era para eu manter a grana e blá blá blá... Também tinha a opção do BNDES, mas como eu tinha a grana não fazia o menor sentido pegar empréstimo. A mercadoria será paga em 6 meses e para isso utilizarei a grana do meu aporte mensal na poupança da independência financeira, portanto ficarei pelo menos esse tempo sem aportar. Os lucros da loja nova serão 100% reinvestidos também por 6 meses.

Como está indo?

Fazem poucos dias que reinauguramos, não tenho nem 1 mês completo de funcionamento, junte a isso o fator novidade que pode minguar depois de um tempo, mas mesmo assim estou com uma previsão de faturamento de Ba$ 50 mil nos primeiros 30 dias. Considero isso muito bom, afinal eu tinha certeza que o Seu João não faturava Ba$ 30 mil, logo se eu fizesse isso já estaria contente. A loja foi muito bem recebida pela clientela da região que é nitidamente diferente da outra loja, que embora perto, tem público mais humilde. Em "sociedade" com colegas, criamos um nome fantasia que iremos compartilhar. Isso era um plano antigo mas acabamos implementando em cima da hora devido a essa minha nova loja (mais um post que devo fazer, meu Deus, acho que não conseguirei cumprir tudo, rsrs!).

Problemas

Os problemas que estou enfrentando são: falta de funcionários, falta de entrosamento entre os funcionários existentes, dificuldade para obtenção de documentos secundários, prestadores de serviço da reforma que sumiram antes de terminar o trabalho (eu mesmo estou fazendo o que faltou) e principalmente overdose de trabalho. Estou trabalhando mais de 16 horas por dia, mas sei que isso é assim mesmo, que em breve acaba, e confesso que estou contente por trabalhar assim. Fiquei triste por ter que cancelar minha viagem para a costa leste do Canadá que faria em dezembro, mas faz parte! Preciso comprar um carro, mas por enquanto alugarei um nos próximos meses.

Bom, é isso pessoal! Fiquem a vontade de perguntar, ficarei contente em ajudar e tirar as curiosidades dos amigos (mas nem adianta perguntar o ramo da loja, ok?).

sábado, 18 de outubro de 2014

Sobre Sumiço, Mudança de Opinião e Eleições

Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos amigos e leitores pelo meu sumiço repentino, ainda estou muito atarefado e sem tempo algum para o blog, vocês entenderão o porquê já já. Não estou tendo condições de responder a todos e fico triste por isso, gosto do blog, gosto de interagir com os leitores e demais colegas da blogosfera. De vez em quando dou uma passada rápida no blog dos amigos mas infelizmente não tenho tempo para comentar, sei que o meu colega de batalha BBB quase nos largou na mão (aí de você BBB, rsrs), o Pobreta está fazendo ótimos textos assim como o Estagiário, etc.

Bem, vamos lá, o motivo do meu sumiço é que comprei outra loja, quem acompanha o blog deve se lembrar de uma postagem onde contei sobre uma loja interessante que estava a venda mas o vendedor era casca dura e estava pedindo um preço surreal. Pois bem, o corretor conseguiu dobra-lo (além de outros acontecimentos), ele caiu na real, acabamos fechando negócio. Como eu disse no texto anterior a loja exigia uma reforma geral, e esse é o motivo do sumiço. Comprei a loja, fechei e descemos a marreta (literalmente) em tudo, a reforma durou quase 30 dias e finalmente reinauguramos. Terei muito assunto a respeito do negócio e pretendo escrever mais pra frente, mas o tempo continua escasso porque estou tocando a loja 100% do tempo, ou seja, 16 horas por dia, sem contar a outra loja. Está tudo muito complicado a começar pela equipe que está longe de ficar ensaiada, até contratei uma "consultoria" pra me ajudar. A documentação como sempre é a maior dor de cabeça, mas está desenrolando (no ritmo tupiniquim mas está). Pra esse negócio utilizarei parte da grana da poupança da independência financeira além de suspender os aportes por alguns meses, é aquela coisa, um passo atrás pra dar dois pra frente depois.

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do
que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Engraçado é que de repente minha vida passou de um marasmo para uma agitação maluca, fui contra vários pensamentos antigos, mudei várias opiniões de uma hora para outra, tomei decisões importantes meio na pressa, sem pensar muito, abri mão de planilhas e fiz cálculos de cabeça, fui contra a onda de pessimismo que assola o Brasil (coisa que eu acho muito sensata), coloquei a Bia pra trabalhar comigo (indo contra minha ideia que esposa e marido não devem trabalhar juntos) enfim, estou fazendo tudo completamente diferente do que costumo fazer, sai totalmente da minha zona de conforto. Os dados foram lançados, agora é esperar o resultado. Espero que tudo corra bem assim como nas outras vezes que arrisquei. Não estou confortável, mas estou contente por esse desconforto, me sinto como um adolescente conquistando a menina mais bonita da escola... Não tenho vergonha de mudar de opinião, a vida é muito curta pra ficar enraizado em conceitos e ideias pré estabelecidas. Mudei algumas opiniões e estou contente com essas mudanças.

Uma das opiniões que mudei e estou pagando minha língua é a respeito do voto. A mais de 10 anos eu anulava o voto alegando que nenhum candidato presta, o que continuo acreditando. Acontece que esse ano foi diferente, percebi que votar no Aécio é hoje um dever de todo cidadão trabalhador de classe média, independente se ele é um bom candidato ou não, é a única maneira que temos em mãos para tentar mudar. Pois bem, cumpri com o meu dever e o farei novamente no segundo turno. Assim como meu amigo e colega de ganha pão BBB eu teria todos os motivos para votar no PT, aliás em 2010 eu quase fiz isso (ainda bem que na hora achei melhor anular). O Brasil realmente melhorou em muitos aspectos durante o governo do PT, isso é fato e negar é ser hipócrita, e essa melhora se manifestou no comércio. Por outro lado acredito que essas melhoras aconteceriam de qualquer maneira independentemente do partido, no fundo no fundo foi tudo colheita das sementes plantadas pelo FHC. O que não dá pra aceitar é a venezualização que estamos passando... Só espero que o Aécio, se eleito, não seja contaminado pela ilha do Castro.

Bom, não tenho ideia quando conseguirei voltar ao ritmo normal de postagens, mas tentarei publicar ao menos uma por semana, conto com a compreensão de todos. Grande abraço e um ótimo domingo a todos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Atualização - Carteira - Setembro/2014

Estou num período off-line, peço desculpas a todos os leitores, muita coisa boa acontecendo, voltarei em breve e juro que responderei os emails, rsrs! Abraços!

Resumo da carteira em 30/09/2014:



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Importância de Quebrar a Cara

Cresci vendo meu pai quebrando a cara, fazendo negócios errados, com pessoas erradas, nos momentos errados. Durante toda minha infância e adolescência a situação financeira dos meus pais foi sempre marcada por altos e baixos. Um dia meu pai tinha carro zero e a dispensa estava cheia, no outro estava a pé e com os cartões de crédito estourados. A situação só foi melhorar quando eu já era praticamente adulto e já trabalhava. Aquela situação era extremamente chata, eu nunca sabia como estaria a situação após 3 ou 4 meses, tudo dependeria do sucesso dos negócios que o velho fazia. A grana da minha mãe male má dava para pagar minha escola (a coisa que sou mais grato!). Jurei pra mim mesmo que jamais teria altos e baixos!

E assim foi, desde que ganhei meu primeiro salário consertando bicicletas, sempre fui controlado. Jamais gastei tudo e sempre guardava um pouco com medo de ter um revés e ficar duro como meu pai. Quando comprei minha primeira loja acabei me enrolando, não tinha experiência com grandes quantias e me enfiei em dívidas, porém na minha cabeça aquilo não era um revés, não era uma rasteira da vida como as dezenas que meu pai levou, era somente um período obscuro com um futuro brilhante pela frente. Eu estava certo, consegui sair rapidamente das dívidas após trabalhar incansavelmente durante algum tempo. Logo tudo se estabilizou e até hoje, 2014, não tive altos e baixos na vida. Talvez se eu tivesse arriscado mais poderia ter tido mais altos, mas também poderia ter tido baixos, coisa que nunca quis. Enfim, tenho conseguido cumprir minha promessa.

Uma coisa tem me intrigado. Ultimamente tenho relembrado muitas histórias de pessoas que quebraram e se reergueram, ou quebraram e se acertaram mas não voltaram ao ponto que estavam antes da quebra. Meu pai mesmo está estabilizado financeiramente, acho que a idade chegou e finalmente ele se tocou que não pode mais ficar fazendo loucuras em busca de uma riqueza que nem ele mesmo valoriza. Não está no seu auge financeiro, mas se tudo correr bem, não terá grandes dificuldades financeiras até o fim da vida. Um amigo dele que nos anos 90 era rico (casas de aluguel, apartamentos de temporada no Guarujá e em Campos do Jordão; Tempra e Alpha Romeu do ano, etc) quebrou a ponto de não ter onde morar, reza a lenda que ainda deve perto de 1kk na praça, hoje vive aparentemente feliz num apartamentinho no centro e nem carro tem, trabalha de garçom num bar onde o encontrei semana passada. Um outro que também foi rico nos anos 90 e perdeu tudo para o triatlo puta/cachaça/jogo virou evangélico, largou os vícios e hoje está mais rico que antes. Uma coisa que vejo em comum entre todas essas histórias é que a pessoa está mais feliz hoje que antes, parece que a quebra foi um rito de passagem, algo que fez a pessoa se desenvolver.

Toda essa volta pra chegar no seguinte ponto: essa blindagem que criei contra quebra financeira pode estar me privando de um desenvolvimento pessoal interessante. Calma! Não estou falando que vou dar um jeito de perder tudo o que tenho, não é isso! Ultimamente tenho pensado que pode ser interessante assumir riscos maiores, não sei como eu poderia fazer isso de maneira a equilibrar risco e meu sentimento de anti-quebra, mas gostaria de assumir riscos maiores, sentir o frio na barriga de estar fazendo algo arriscado... Quando comprei a primeira loja a 10 anos atrás eu senti uma alta adrenalina que me fez muito bem na época, era algo muito legal ir dormir pensando no que eu estava arriscando e vislumbrando um futuro legal lá na frente. O futuro chegou, a adrenalina abaixou e hoje me sinto de boca aberta cheia de dentes esperando a morte chegar.

Sou jovem! Com minha idade meu pai nem tinha chegado ainda no auge financeiro, depois que isso aconteceu ele ainda quebrou e se levantou algumas vezes, começou e terminou alguns negócios; só foi atingir a estabilidade financeira na 3ª idade. Porra! Por que tenho que ser super conservador se ainda tenho saúde, condicionamento físico e, modéstia a parte, capacidade mental de aprender mais coisas? Meu pai tem muitos defeitos, mas uma coisa é certa: ele jamais parou de tentar, nunca ficou um dia em casa esperando o governo dar uma bolsa merreca ou um vizinho vir ajudar. Se ele errou, foi pelo excesso, não pela omissão. O mesmo acontece com as outras pessoas com histórias similares, o padrão é sempre tentar, independente do resultado, tentar...

A gente planeja demais, pesquisa demais, quer saber os detalhes de algo antes de entrar, quer saber 464984654965 casos de sucesso antes de fazer algo diferente, revira a internet de ponta cabeça, faz até pesquisa em chinês pra no final ficar na mesma. Quantos de vocês já passaram por isso? Aposto que a maioria. Numa era pré internet as pessoas arriscavam mais, a informação era escassa e por mais que você pesquisasse, os detalhes seriam descobertos somente após tentar.

Tenho um bom histórico de loucuras grandes na vida que deram certo: 100% de aproveitamento! Primeiro foi a compra da primeira loja, eu tinha uns 10% do capital necessário e 0% de experiência no que tinha que encarar pela frente. Arrisquei e deu certo! Segundo foi meu casamento: Bia e eu fomos morar juntos sem pensar muito, decidimos tudo em 3 ou 4 dias, não pensamos nas consequências, não fizemos buscas na internet, não sabíamos o que teríamos pela frente. Deu super certo! Portanto se eu for olhar pra trás, tenho obrigação moral de arriscar mais... Quantas e quantas pessoas da minha idade já arriscaram tudo mais de 2 vezes e estão aí, com uma grande experiência de vida... Preciso criar vergonha na cara!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Atualização - Carteira - Agosto/2014

Agosto foi um mês de altos e baixos. O faturamento da loja foi uma grata surpresa, inacreditavelmente bati alguns recordes e isso me ajudou a superar os baixos que aconteceram durante o mês. Se por um lado o faturamento foi bom, por outro grandes problemas surgiram, frutos, claro, da incompetência das pessoas que me cercam. Começo a pensar que existe uma conspiração para arrancar dinheiro do meu bolso sem fazer o trabalho contratado (leia mais aqui). Dessa vez a coisa foi bem mais grave que o funileiro que entortou meu carro ou a atendente do Mc Donalds que coloca pickles no meu lanche. Vou fazer um post a respeito mais para a frente.

O resultado dos investimentos também foram um down. Os proventos dos FIIs caíram, assim como suas cotações. Confesso que estou completamente alheio as novidades do setor, então se alguma alma caridosa puder fazer um resumo sobre o que aconteceu, ficarei muito agradecido. Mesmo assim fiquei no zero a zero, com rentabilidade de -0,01%. A procura do negócio perfeito continua e nesse mês até encontrei uma loja interessante, mas o proprietário vive em outro planeta e parece não entender a relação preço X valor, portanto, nada feito... Por outro lado ando tão desanimado com as cagadas que acontecem a minha volta que bate um medinho de entrar em outra enrascada. A ideia de uma emigração precoce está mais viva do que nunca, enfim, tenho várias possibilidades. Vamos aguardar e ver o que o futuro me prepara...

Esse mês tive a oportunidade de conversar com uma pessoa sensacional: meu ex-patrão. Ele é quase um guru na minha vida. Essa conversa serviu para abrir minha cabeça e novas ideias surgiram, pretendo fazer um post a esse respeito em breve.

Agosto foi um mês interessante do ponto de vista do lazer. Fizemos pequenas viagens, passeios pela capital, baladas, bares, churrascos com amigos... Enfim, curti bastante e foram essas saídas as grandes responsáveis por manter minha sanidade mental perante tantos problemas.

Resumo da carteira em 01/09/2014:




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Festival de Incompetências

Esse post é 100% inspirado num post do meu amigo BBB (veja a postagem do BBB aqui). Assim como ele, ultimamente ando profundamente irritado com a incompetência generalizada que me cerca por todos os lados em absolutamente tudo o que tenho que fazer. Sério! Sem piada, tenho andado com receio até de pedir um sanduíche no Mc Donalds porque eles conseguem sempre fazer errado... Sem mais delongas, vamos a alguns exemplos:

Problema: aumento da velocidade da internet da loja
Detalhes: solicitei aumento da velocidade da internet a quase 90 dias, a Net já cobrou 2 contas com o aumento mas a velocidade continua a mesma e pior, agora estou tendo quedas constantes de sinal, coisa que não acontecia antes do pedido de aumento da velocidade.
Incompetência: mil operadores de telemarketing incapazes de resolver um simples aumento de velocidade de internet.
Prejuízo: R$ 160 (por enquanto)

Problema: geladeira quebrada
Detalhes: chamei um técnico que me cobrou R$ 400 para arrumar, como uma nova custa mais de R$ 1000 achei que valia a pena o conserto. 35 dias depois a geladeira pifou novamente, o técnico sumiu. Outras empresas se recusaram a consertar o modelo da minha geladeira.
Incompetência: técnico bandido, ladrão e sem vergonha que presta um serviço de merda e depois desaparece.
Prejuízo: R$ 400 (tive que comprar uma geladeira nova)

Problema: cartão de crédito novo
Detalhes: recebi uma correspondência da American Express me oferecendo um upgrade para um cartão fodão com benefício de anuidade grátis pra toda a vida. Entrei em contato e fiz a solicitação, recebi o cartão e na primeira fatura um valor de anuidade de R$ 200 (1ª parcela). Liguei furioso e prometeram me estornar.
Incompetência: não cumpriram a promoção que eles mesmo informaram, se eu não prestasse atenção, acabaria pagando a anuidade sem perceber.
Prejuízo: R$ 200 (espero ser reembolsado)

Problema: entupimento de esgoto na loja
Detalhes: após ser surpreendido por uma explosão fecal na loja e ter que fecha-la durante meio dia só para limpar, contratei uma desentupidora que literalmente cagou ainda mais fazendo uma bagunça impressionante. 2 dias depois voltou a entupir.
Incompetência: contratação de uma empresa sem o mínimo de compromisso com o cliente, que deixou o local incrivelmente sujo e bagunçado e que não resolveu o problema.
Prejuízo: R$ 600 (eu mesmo resolvi com algumas ferramentas e conhecimento de pedreiro que adquiri aos 8 anos de idade trabalhando com meu avô, precisei fazer um desvio que deu super certo, além de ganhar uma moral com os funcionários que ficaram impressionados por eu meter a mão na merda, literalmente)

Problema: pintura do apartamento onde morava
Detalhes: antes de entregar o apartamento para a imobiliária eu precisava pinta-lo, eu mesmo poderia fazer, mas estava na correria da mudança então contratei um pintor que foi 2 dias e sumiu, contratei um segundo que surpreendi cheirando cocaína na sala do apê.
Incompetência: "profissionais" sem o mínimo de profissionalismo que só sabem reclamar mas não são capazes de trabalhar de maneira correta.
Prejuízo: R$ 100 (só isso porque não dou dinheiro adiantado, esse é o prejuízo de material desperdiçado, Bia e eu resolvemos a pintura em 1 final de semana)

Problema: raiz de um dente inflamado
Detalhes: uma obturação quebrou, fui na dentista que somente reparou o dente, 3 dias depois amanheci com a cara no Quico de tão inchado. Fui em outro dentista que radiografou (o que primeira não fez) e constatou que era preciso tratar o canal.
Incompetência: a dentista além de deixar de ganhar num tratamento de canal perdeu um paciente porque foi relaxada em fazer o diagnóstico de qualquer jeito.
Prejuízo: R$ 200 (valor da primeira obturação)

Problema: funilaria mal feita
Detalhes: Bia deu uma ralada na lateral do carro, podia ter deixado do jeito que estava mas mandei consertar. Maldita hora! O funileiro conseguiu foder com a lateral, ficou mais torto e com diferença de cor. Paguei um segundo, de uma oficina TOP para arrumar (me dava nervoso de ver aquela porra torta e de cor diferente).
Incompetência: mais uma vez pessoas que se dizem profissionais mas só fazem merda
Prejuízo: R$ 700 (valor total, Bia pagou)

Vejam só, quase R$ 2.500 enfiados no ralo por incompetências de terceiros, sem contar a raiva. É impressionante a total falta de vontade das pessoas!!! Isso são só alguns exemplos, tenho outros que não posso contar por serem muito específicos, isso também sem contar a completa falta de educação das pessoas em seus locais de trabalho, a ausência de cordialidade, de bom humor... Ah! Sobre o Mc Donalds, qual a parte de "sem picles, por favor" é difícil de entender? Meu Deus, onde iremos parar?
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